2016/03/27

João 7 — Explicação das Escrituras

João 7 — Explicação de João

João 7 — Explicação de João

 



João 7

7.2 Tabernáculos. A mais popular das festas que celebrava a passagem de Israel pelo deserto juntamente com a colheita anual. Começava no dia 15 de Tishri (set/out), 5 dias após o Dia de Expiação e durava 8.dias.
7.3 Os irmãos de Jesus aconselhavam-no como ganhar aderentes. Eles não entenderam a missão de Jesus (12.32). Discípulos. Os de Jerusalém e Judeia.
7.4 Manifesta-te ao mundo. Jesus mesmo escolhe, o tempo para subir ocultamente (10). Assim: cumpre a profecia de Ml 3.1.
7.6,8 Meu tempo (gr kairos, “oportunidade”). A paixão de Cristo faz parte de um plano predeterminado e imutável (At 2.23). Sempre. A possibilidade de aproveitar o benefício da redenção de Cristo perdurará durante este século da graça. Mais tarde Tiago e Judas (irmãos de Jesus) foram convertidos Espera-se o mesmo dos judeus (Rm 11.25, 26). Não subo. Cf. 3.13; 6.62; 20.17 sugere a crucificação.
7.15-24 Alguns estudiosos acham que este trecho está fora de ordem. Originalmente teria seguido 5.47, mas a evidência não comprova isto.
7.15 Letras (gr grammala) a mesma palavra traduzida em 5.47, “escrituras”. Sem ter estudado. Quer dizer, Jesus não estudara em escola rabínica.
7.17 Para verificar a autenticidade, da doutrina de Cristo, o discípulo precisa desejar (gr thelei) fazer (verbo no presente contínuo) a vontade de Deus. Conhecimento não se alcança pela 'teoria”, i.e., o raciocinar, mas pelo obedecer. Falo por mim mesmo. Jesus, contrário dos rabinos, fundamentava Seu ensino em Deus não em outros rabinos.
7.22 A circuncisão originou com Abraão (Gn 17.10).
7.23 Circuncidado. Para os rabinos este rito curava uma parte do corpo. Se era permitido uma cura parcial, quanto mais restauração completa?
7.25-31 Notável neste trecho é a falta de investigação séria a respeito das reivindicações messiânicas de Jesus pelos judeus. Os comentários eram dos mais diversos: homem bom (12); enganador (12); profeta (40); endemoninhado (20); homem corajoso (26); o Cristo (26); incomparável no ensino (46)
7.27 Entre os judeus houve a opinião bem divulgada que Messias apareceria súbita e inesperadamente.
7.28 O quisesse. João frisa no seu evangelho a submissão de Jesus.
7.31 Creram. Fé apenas superficial: necessitava de confirmação.
7.32 Os fariseus e saduceus, normalmente inimigos entre si, uniram-se para prender a Jesus utilizando guardas policiais do templo (cf. 18.3, 12, 18, 22, 36).
7.33 Pouco... Faltavam apenas 6 meses até a Páscoa e crucificação.
7.34 Nem no túmulo vazio nem nos céus, após a ascensão, poderão os inimigos judeus encontrar a Jesus. Eles achavam que falava de um afastamento da Palestina, não de Sua morte e ascensão.
7.37-39 Último dia. Era o oitavo dia da festa dos Tabernáculos, dia sagrado como o sábado. Em todos os dias da festa um jarro de ouro com água do tanque de Siloé era derramado como libação sobre o altar do sacrifício matinal. Jesus já declarara que Ele cumpriria o significado do milagre do maná (6.31-35). Agora afirma que na Sua pessoa o segundo grande milagre de Moisés será cumprido (cf. Nm 20.2-13; Ne 9.15; Sl 78.20). Cristo se apresenta como a Rocha da qual a água salvadora flui (cf. 1 Co 10.4). Muitos eruditos acham que a pontuação dos vv. 37s está errada; sugerem a seguinte tradução: ”Se alguém tem sede, venha a mim; Quem crer em mim, beba.” Neste caso a frase “do seu interior” seria uma referência a Cristo que na Sua morte derramou sangue e água (19.34). Sua morte expiatória provê para todo crente o Espírito (39). Cristo é a fonte, o cristão o receptáculo do Espírito (1 Co 6.20).
7.38 Diz a Escritura. Aqui não há uma citação direta mas uma alusão a uma coletânea de escrituras (cf. Is 58.11; 44.3; 55.1; Zc 14.8, Ez 47.1). Rios de água viva são recebidos e derramados pela fé (cf. At 2.16ss; Jl 2.28).
7.39 Glorificado. Aponta Jesus, Sua morte e exaltação (1.14; 13.31 s).
7.40-44 Relata-se a reação da multidão. Profeta. Cf. Dt 18.15, 18.
7.45-52 A reação dos líderes do povo.
7.48 .Autoridades seriam os membros do Sinédrio. Até nesta altura Nicodemos não confessara sua fé em Cristo abertamente.
7.49 Plebe. O povo sem preparo na lei não teria condições, afirmam os judeus, de julgar quem Jesus era de fato.
7.51 Os líderes judaicos, invejosos da popularidade de Jesus, ao julgá-lo, violavam a própria lei que pretendiam exaltar (Dt 1.16s).

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