2019/09/27

Tiago 5 — Explicação das Escrituras

Tiago 5 — Explicação de Tiago



5.16 Em parte alguma da Bíblia são os ricos denunciados por serem ricos. Ao contrário, e por causa da sua queda nas tentações que acompanham a riqueza, e.g., segurança falsa, corrupção, amor ao poder e desprezo aos menos favorecidos (cf. Lc 6.24), que são condenados.
5.3 Testemunho contra vós. A crueldade do avarento (4, 5), como a acumulação de tesouros, propriedades e haveres além das necessidades é pecado. Deus, o Juiz justo, julgará (1) permutando o lugar do rico com o do miserável (cf. Lc 16.25).
5.4 Senhor dos exércitos (gr sabaoth). Só aqui e em Rm 9.29 aparece este nome transliterado. Normalmente é traduzido na LXX por “Todo-poderoso”. A doutrina de Deus em Tiago é notável: Ele é: Imutável (1.17); o Criador (1.18); Pai (1.17, 27; 3.9); Soberano (4.12, 15); Cioso (4.5); Justo (1.20); Juiz, Legislador, Destruidor (4.12); Misericordioso e compassivo (5.11). Ele não pode ser tentado pelo pecado (1.13). Ele é, ainda, o doador da sabedoria (1.5), de graça (4.6); da coroa da vida (1.12); de toda boa dádiva (1.17) e de saúde (5.15).
5.7 Sede... pacientes (gr macrothumesate). Quando a Bíblia fala da paciência de Deus com os pecadores usa esta palavra (Rm 2.4; 1 Pe 3.20; 2 Pe 3.9), que não denota paciência sob aflição (hupomone, v. 11 “de Jó”) mas constrangimento e restrição aguardando o arrependimento. Os cristãos são chamados a manifestar uma paciência igual na expectativa da Vinda do Senhor (Cl 1.11) Vindo (gr parousia). Palavra usada para indicar uma visita oficial do rei a uma cidade dentro do seu domínio. Cf. notas sobre 1 Ts 4.15 e 2 Ts 2.1.
5.13 Sofrendo. Faça oração seguindo exemplo de Cristo (Lc 22.44). Alegre (gr euthumei). Só é usada aqui e em de Paulo em At 24.10; 27.25, onde fala do bom ânimo de Paulo em face da adversidade.
5.14-18 Oração. São os requisitos de Tiago: 1) Sentimento de necessidade (1.5; 5.13, 14); 2) Fé desapossada de dúvida (1.6; 5.15); 3) Singeleza de coração (1.8); 4) Petição (4.2); 5) Finalidade em acordo com a vontade de Deus (4.3); 6) Confissão de pecado (5.16 cf. Sl 66.18; Mt 5.23, 24); 7) Feita em santidade (5.16); 8) Com instância (5.17; cf. 1 Rs 18.42).
5.14 Doente. Longe de sustentar a extrema unção, esta passagem trata de presbíteros (não sacerdotes) orando para a cura do enfermo; de óleo medicinal (cf. Mc 6.13; Lc 10.34), não um preparativo mágico para a morte; de cura e restabelecimento físico e espiritual, não salvação além do túmulo (cf. uso de sõzõ, “salvar”, “curar”, em Mt 9.21,22; 14.30; 24.13, 22; Lc 7.50; 8.12, 36, 48, 50.
5.16 Confessai... uns aos outros, não ao sacerdote. O propósito é despertar as orações dos irmãos. Notamos a prática na Igreja no início do segundo século no Didaquê (iv): ”Precisais fazer confissão dos vossos pecados na Igreja, e não entrar em oração com consciência culpada”. A confissão também era requerida antes de tomar a Ceia do Senhor (xiv).
5.19 A conclusão tem em vista todos os erros e pecados mencionados na epístola, nos quais um irmão pode desviar-se. Usando os 54 mandamentos de Tiago com oração e carinho para conversão do errado (cf. Lc 22.32), você não somente o salvará do perigo da morte eterna, como evitará a repreensão do mundo contra o cristianismo.

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