2016/05/01

Êxodo 39 — Explicação das Escrituras

Êxodo 39 — Explicação de Êxodo

Êxodo 39 — Explicação de Êxodo

39.1 Como o Senhor ordenara. Esta expressão se repete sete vezes neste trecho que descreve os atavios sacerdotais (1-31). É para enfatizar que nenhum sacerdote pode vocacionar-se a si mesmo, mas tem de ser chamado por deus (Hb 4.5-6, onde se vê que o próprio Jesus não arrogou o privilégio a si mesmo).
39.7 Nas ombreiras. O ombro representava força. O poder do nosso Sumo Sacerdote está à nossa disposição.
39.10 Sárdio. Uma pedra semipreciosa de quartzo vermelho. Carbúnculo. Um quartzo opaco vermelho.
39.11 Safira. O nome hebraico quer dizer “pedra para gravar” e era dado ao lápis-lazúli. Só mais tarde foi descoberto o uso da safira, que hoje conhecemos, pois naquela época não havia jeito de cortar uma pedra tão dura, muito menos o diamante, que seria o nome antigo de outra pedra.
39.12 Jacinto. Equivalente à nossa água-marinha brasileira.
39.13 Jaspe. Quartzo verde ou jade verde, segundo o uso da época.
39.14 Segundo os seus nomes. Êx 28.9-10 fala sobre a gravação, em duas pedras de ônix, dos doze nomes das tribos de Israel, seis em cada uma e fixadas sobre as ombreiras da estola sacerdotal. A descrição em 39.6, 7 refere-se a estas pedras, enquanto os vv. 8-14 falam de doze pedras preciosas, em quatro séries, com os mesmos nomes das tribos gravados nelas e fixadas no peitoral do Sumo Sacerdote. A beleza e preciosidade dessas pedras, com os nomes do povo de Deus nelas gravados, representavam a glória para a qual Israel deveria ser transformado, como possessão exclusiva de Deus_(19.5). De uma forma semelhante os nomes dos doze apóstolos, representando a Igreja de Cristo, estão gravados nas doze pedras preciosas que são os fundamentos da Nova Jerusalém (Ap 21.14-20).
39.24 Romãs (heb rimmon). Era uma fruta muito apreciada desde os tempos mais remotos. Várias cidades da Palestina antiga tinham esse nome, por exemplo: Rimon (Js 15.32); Gate-rimon (Js 19.45) e En-rimom (Ne 11.29). Do suco da romã se fazia um refresco saboroso, das sementes um xarope e das flores um remédio adstringente. Romãs ornamentais decoraram também os capitéis das colunas do Templo de Salomão (1 Rs 7.20) e o siclo de prata que circulava em Jerusalém no segundo século a.C.
39.25 Campainhas de ouro. Estas serviam para revelar a atividade de Sumo Sacerdote quando seus movimentos no serviço de Deus e do povo não podiam ser acompanhados pela vista (cf. 28.35, nota). Cristo nos ensina a grande verdade de que no céu há manifestações de alegria se um pecador se arrepende (Lc 15.7-10). Devemos sempre lembrar que a adoração é um privilégio que nos deve alegrar profundamente (cf. Sl 100.1; Lc 24.52; At 2.46; 5.41).
39.28 Mitra. Baseado em Is 22.8 (onde no heb temos a forma verbal), pode-se deduzir que era um turbante enrolado em cima da cabeça. Sobre ela se colocará a “lâmina de ouro”, uma espécie de diadema, “coroa sagrada” (30). Foi este último artigo que tinha o significado especial, segundo 28.38 “... para que Arão leve a iniquidade...”; isto é, o Sumo Sacerdote simbolicamente levava o pecado do povo, como seu representante.
39.30 Santidade ao Senhor. Quando a coroa real se acrescenta às vestes sacerdotais, há o reconhecimento da intenção divina de fazer de Israel uma nação teocrática, governada soberanamente por Deus, através dos Seus servos escolhidos.
39.42 Segundo o Senhor ordenara. A obra de fazer o Tabernáculo era o resultado da revelação (25.40) e da inspiração divina (31.3). Esses dois aspectos atuam na obra de Cristo na formação do templo (que é a sua Igreja), o qual é constituído das almas dos fiéis e habitado por Deus (1 Pe 2.5; 1 Co 6.19-20). Não se pode compreender esta obra tão sublime, sem a revelação de Deus registrada nas sagradas Escrituras e aplicada ao nosso entendimento por obra do Espírito Santo. Depois de recebermos a revelação que nos esclarece a vontade de Deus, carecemos encher-nos do Espírito para pô-la em prática, e vivermos a mensagem de Deus, o que nos torna à Sua imagem revelada em Jesus Cristo (Cl 3.10).
39.43 A linguagem que aqui se emprega é semelhante à descrição da criação do mundo (Gn 1.31 e 2.3). Sugere que a obra sacerdotal de Cristo, simbolizada pelos vários objetos do Tabernáculo, tem a finalidade de fazer dos homens novas criaturas (2 Co 5.17).

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