2016/05/01

Êxodo 40 — Explicação das Escrituras

Êxodo 40 — Explicação de Êxodo

Êxodo 40 — Explicação de Êxodo


40.2 No primeiro dia. Era o primeiro dia do ano religioso, antecipando por duas semanas o dia em que Deus salvou Seu povo da escravidão física, do Egito (12.2-6), com grandes obras milagrosas. Muito justa é a escolha deste dia para a construção do santo edifício, que, em todos os seus detalhes, revela ensinamentos sobre Cristo, que nos concede a liberdade integral da escravidão do pecado, tanto aqui como na eternidade, Jo 8.31 -36.
40.3 Cobrirás com o véu. Significa esconder com o véu, isto é, levantando-o para separar o Santo dos Santos do Lugar Santo.
40.4 Acenderás as suas lâmpadas. Na visão que João teve de Jesus Cristo, Ele estava andando entre as lâmpadas que representam a luz que emana das igrejas, conservando-as em ordem (Ap 1.13).
40.5 O altar de ouro. Não estava no Santo dos Santos, mas era lá que o perfume do incenso entrava, assim como a oração é feita na terra, mas se dirige aos céus.
40.6 Holocausto. Este altar guardava a porta do tabernáculo. Lembra-nos que não há maneira de entrar em contato com as coisas de Deus, sem primeiro aceitar o sacrifício de Cristo por nós.
40.9 Óleo da unção. A unção é um ato de consagração. Era necessário para a separação exclusiva, tanto de objetos (o Tabernáculo com seus móveis), como também de pessoas (o Sumo Sacerdote, Arão e seus filhos). Na Nova Aliança do NT a consagração é realizada, não através de óleo, mas pela unção do Espírito Santo. Sem Ele não podemos adorar a Deus (Jo 4.23, 24), não podemos participar da salvação (Jo 3.3, 5), nem podemos compartilhá-la com outros (Jo 7.38, 39). Sem o Espírito Santo não existe santidade (2 Ts 2.13, 1 Pe 1.2) e sem santidade não há acesso ao Céu (Hb 12.14). É por isso que apagar o Espírito Santo (1 Ts 5.19) ou entristecê-lo (Ef 4.30), quando pecamos deixando de glorificar a Deus (1 Co 6.19, 20), é uma ofensa gravíssima (cf. Mt 12.32). 40.16-33 É a sétima e última lista dos objetos que compõem o Santuário, no livro do Êxodo; veja as notas das demais listas.
40.34 A nuvem. O livro está terminando com uma descrição daquela Glória que encheu o Templo de Salomão, 1 Rs 8.10-11, e que é presente no santuário celestial, Ap 15.8. Os crentes vão construindo o verdadeiro tabernáculo nos seus íntimos, à medida que se deixam ser tomados pela plenitude de Deus, que o amor de Cristo faz brotar neles, Ef 3.19. Na eternidade, esta glória divina lhes dará esplendor, na presença perpétua de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus (Ap 21.23).
40.36,37 Quando Moisés, perto do fim de sua vida, descreve a nuvem de glória, relembra aos leitores que esta era a mesma nuvem que acompanhava, nas viagens, aos israelitas, as quais serão descritas nos livros que se seguem. Às vezes, a glória da presença de Deus é um convite a prosseguir para grandiosas obras, e, às vezes, é um incentivo a permanecer paciente e fiel, embora em situação um tanto desagradável, mas obediente à Sua vontade.
40.38 Em todas as suas jornadas. Não consta de nenhuma promessa, que a vida nos dará tudo o que dela exigimos, mas que só a presença de Deus é que nos trará a vitória em quaisquer circunstâncias. Assim Jesus acompanha os fiéis à medida que avançam, proclamando o evangelho: “E eis que estou até convosco todos os dias até a consumação do século” (Mt 28.18-20).

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