2016/05/31

Interpretação de Esdras 1

Interpretação de Esdras 1

Interpretação de Esdras 1



Esdras 1

A. O Decreto de Ciro. 1:1-4. Deus cumpriu Suas promessas feitas a Israel por intermédio de Jeremias, de que o Cativeiro duraria apenas setenta anos. No fim desse período, Ele levantou Ciro, o persa, para denotar os babilônios que tinham escravizado os israelitas. Um dos primeiros atos públicos de Ciro, na qualidade de novo rei da Babilônia, foi encorajar os judeus a retomarem a Palestina para reconstrução da casa de Jeová que estava arruinada.
1. No primeiro ano de Ciro. Estas palavras, e as que se seguem, até o meio do versículo 3, são idênticas às que concluem II Crônicas. Os dois livros estão portanto ligados por um elo comum. É bem possível que Esdras tenha escrito I e II Crônicas. Ciro, que, por volta de 550 A.C., caldeara os medos e os pensas em uma monarquia dual, finalmente, em outubro de 539 A.C., conquistou a Babilônia. A palavra do Senhor, por boca de Jeremias. Foi em 605 A.C. que Jeremias profetizou o cativeiro de Judá por setenta anos (Jr. 25:12; cons. 25:1). E foi esta profecia que levou Daniel a orar pelo livramento do seu povo no ano da queda da Babilônia (Dn. 9:2).
2. O Senhor. . . me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém. Cerca de duzentos anos antes, Isaías profetizara que Ciro seria o instrumento divino para libertar os judeus do exílio e iniciar a restauração do Templo (Is. 44:28 – 45:7; 45:13). Não é preciso que se pretenda que o libertador fosse um crente verdadeiro (cons. Is. 45:4 - “Eu te chamei pelo nome... ainda que não me conheces”.) O famoso rolo cuneiforme de Ciro registra esta oração do rei persa: “Que todos os deuses que eu recoloquei em suas sagradas cidades peçam diariamente a Bel e Nebo que me concedam uma vida longa..., Ciro provavelmente reconhecia o Deus de Israel como uma das divindades mais importantes, especialmente se Daniel lhe mostrou as profecias de Isaías (Jos. Antiq., 11. 1. 1). Este decreto foi arquivado em Ecbatana, onde Dario I o descobriu vinte anos depois (Ed. 6:2).
B. Preparativos para a Viagem. 1:5-11. Milhares de judeus piedosos atenderam à convocação de Ciro e prepararam-se para a longa viagem. E muitos dos utensílios que Nabucodonosor tirou do Templo foram entregues aos judeus para serem levados de volta à Jerusalém.
6. Todos os que habitavam nos arredores os ajudaram. Só retornaram cerca de 50.000 judeus (cons. 2:64, 65). A maioria resolveu permanecer na Babilônia, onde muitos já estavam estabelecidos (Jr. 29:4-7). Assim, estavam em condições de ajudarem àqueles que pretendiam retornar. Gentios, também, provavelmente deram presentes (cons. Êx. 12:35, 36).
7. Os utensílios da casa do Senhor. Alguns utensílios foram levados à Babilônia em 605 A.C. (Dn. 1: 2), alguns em 597 A.C. (II Reis 24:13), e o restante cm 586 A.C. (II Reis 25:14, 15; Jr. 27:16-22). Aqueles que Ciro não enviou de volta nesta ocasião foram devolvidos ao Templo por Dario I em cerca de 518 A.C. (Ed. 6:5), contudo, o mobiliário do Templo, inclusive a arca da aliança, foram destruídos em 586A.C. (Jr. 3:16; lI Reis 25:13).
8. Sesbazar, príncipe de Judá. Assim como Daniel era oficialmente conhecido em Babilônia por Beltessazar (Dn. 1:7), Zorobabel era provavelmente conhecido por Sesbazar. Sabemos que Zorobabel lançou os alicerces do Templo (Ed. 3:8; 5:2; Zc. 4:9); mas em uma carta oficial a Dario, “Sesbazar” é quem o faz (5:16). Zorobabel era neto do Rei Jeoaquim (Jeconias; I Cr. 3:17-19) e um antepassado de José (Mt. 1:12). O fato de I Cr. 3:19 chamá-lo de filho de Pedaías em vez de Sealtiel (Ed. 3:2) dá a impressão de que Sealtiel morreu sem filhos e que Pedaías contraiu casamento em levirato com a viúva de seu irmão.
11. Cinco mil e quatrocentos. Os 2.499 utensílios relacionados em 1:9, 10 talvez fossem os maiores ou os mais importantes. 

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