2019/08/19

Interpretação de Deuteronômio 29

Interpretação de Deuteronômio 29

Interpretação de Deuteronômio 29




Deuteronômio 29

C. Intimação ao Juramento da Aliança. 29:1-29.
Com um apelo direto e pessoal à geração em pé diante dele, Moisés confrontou os israelitas com o propósito central da cerimônia deste grande dia (vs. 10-15). Esta exigência central do juramento de fidelidade, que reflete o padrão total do tratado de suserania, está precedida por um lembrete dos passados atos de salvação do Senhor (vs. 2-9) e seguida de uma advertência de que as maldições da aliança seriam realizadas sobre uma nação infiel através de suas gerações (vs. 16-29).
1. (Bíblia Heb. 28:69). Embora alguns, seguindo o arranjo hebraico, considerem esta parte como uma subscrição, e ela poderia realmente ser uma descrição exata do que a precede, provavelmente é melhor entendê-la como um sobrescrito. Em relação aos versículos 1 e 2, compare a seqüência semelhante de 4:45 a 5:1. Há uma continuidade essencial da divina Aliança da Redenção desde o Gênesis até o Apocalipse. Contudo, as sucessivas administrações dessa Aliança devem ser notadas em sua repetida renovação da divina graça. A aliança feita em Moabe renovou a que foi feita no Sinai, e esta renovou a aliança feita por Deus com Abraão, a qual renovou a aliança que Ele fez com Adão (cons. Gn. 3:15 – Deut.. 5:2, 3).
2-9. A misericórdia e o milagre do livramento no Egito e a passagem pelo deserto deveriam ter aberto os olhos desta geração para a suprema sabedoria de se entregarem com amor sincero a um Senhor tão grande e tão cheio de graça. (Com referência aos vs. 5, 6 veja 8: 2 e segs.; sobre os vs. 7, 8, veja 2:30 e segs.; 3:1 e segs.).
4. Não vos deu coração para entender. Mas a mais simples percepção espiritual está além do entendimento do homem pecador, a não ser que o Espírito de Deus conceda-lhe compreensão como presente soberano da graça. Este povo, tão favorecido com sinais, como por exemplo os quarenta anos vividos em atmosfera de providência sobrenatural, não possuía este dom tão necessário (cons. 9:7, 24).
9. Guardai . . . as palavras desta aliança. A responsabilidade deste embotamento espiritual era de Israel e através desta reprovação o povo foi incitado a reagir melhor para com o seu Senhor. O meio imperceptível pelo qual este apelo de Moisés se transformou em apelo direto do Senhor (v. 5 e segs.; cons. 7:4; 11:15; 17:3; 28:20) evidencia a realidade da revelação sobrenatural que vinha por intermédio de Moisés, o mediador de Deus.
10-15. O ato central da ratificação da aliança e o seu significado estão aqui declarados. Os termos dos versículos 10, 11 indicam a natureza solenemente formal da assembléia e destacam o fato que toda a comunidade da aliança estava presente para participar do juramento. Mulheres e crianças, aqueles que não eram israelitas (cons. Êx. 12:38; Nm. 10:29; 11:4) e servos (Dt. 29:11c; cons. Js. 9: 21) foram incluídos.
12. Para que entres na aliança do Senhor. A frase hebraica, encontrada somente aqui, significa literalmente passar para ou passar através de. De acordo com esta última tradução, a expressão pode ter derivado de uma cerimônia de juramento igual a de Gn. 15:17,18. O equiparar da aliança do Senhor com o Seu juramento (Dt. 29:12) é um índice significativo da natureza da aliança como um instrumento do governo de Deus, por meio do qual Ele garante a fidelidade de um povo no Seu serviço.
13. Para que . . . te estabeleça. Este versículo tem o mesmo efeito, mas ele demonstra também que o estabelecimento divino do relacionamento da aliança com o homem, não é um subjulgamento humilhante mas um ato de favor redentor. Ele cumpre a promessa e o juramento pelos quais os filhos de Deus têm encontrado esperança e consolação (cons. Hb. 6:17, 18).
15b. Também com aquele que não está aqui hoje conosco. Isto significa que haveria continuidade genealógica na aliança. Isto acontece não porque a salvação seja uma herança familiar inalienável, mas porque Deus é fiel à Sua promessa de estender as misericórdias de Sua aliança até a milésima geração (vs. 14, 15). De acordo com isso, administra-se a aliança da ordenança com o Seu sinal de consagração aos crentes, juntamente com seus filhos.
16-29. Porque (v. 16) e para que . . . não (v.18), ambos adotam um pensamento anterior. A idéia que se deve suprir é provavelmente a da convocação para a fidelidade apresentada na seção precedente. Assim teríamos: (Lembra-te, ó Israel, de que o Senhor é o teu Deus), porque, conforme já o sabes muito bem, a tentação à idolatria surge a tua volta de todas as nações vizinhas – vistes as suas abominações (vs. 16, 17). (Lembra-te), para que a idolatria não se enraíze entre ti e tu venhas a fazer uma colheita amarga e venenosa (v. 18; cons. Hb. 12:15). O perigo figurativamente descrito no versículo 18b foi desenvolvido nos versículos 19-28 – a raiz nos versículos 19-21 e o fruto amargo nos versículos 22-28.
19b. Para acrescentar à sede a bebedice. Levando de roldão a humildade e a secura igualmente. Esta frase proverbial refere-se às plantas; plantas aguadas e secas são todas as plantas. Prossegue com a figura do versículo 18b, advertindo novamente que se a idolatria tomasse conta de Israel, seu resultado final seria mortal, a ponto de arruinar todo o povo. Este pensamento é novamente retomado em 29:22 e segs. Quanto ao indivíduo que enunciasse hipocritamente o juramento auto-maldizente da aliança (v. 19b), o Senhor não o consideraria inocente por tomar o Seu nome em vão. Embora o indivíduo pudesse pensar que estava encoberto pela multidão de israelitas reunidos, supondo que sua hipocrisia estava escondida em seu próprio coração, o Senhor, a divina Testemunha vingadora do juramento, haveria de destacá-lo e derramar sobre ele, sem misericórdia, todas as maldições que despreocupadamente invocou com referência ao versículo 20b, veja Ap. 22:18, 19. Mudando abruptamente seu ponto de vista em relação ao futuro (Dt. 29:22), além da teocracia e do Exílio (v. 28), que ele já tinha exposto nas maldições da aliança, Moisés toma a buscar a causa do fracasso de Israel no abandono da aliança e na transferência de sua fidelidade a ídolos de reis-deuses (vs. 25-28).
24. Por que fez o Senhor assim. . . ? Ele usou o expediente de um diálogo dramático entre os israelitas e os estrangeiros no meio das ruínas carbonizadas da terra teocrática, aquela que era um paraíso, transformada agora, como as cidades da planície, em um ermo estéril pela fúria do juízo divino (v. 23).
29. As (coisas) reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre. Atenção à revelada exigência de consagração do Senhor é o interesse de toda a vida dos seus servos (cons. 30:11 e segs.), sem preocupação pelos mistérios divinos (cons. Gn. 3:5). 


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