2019/09/19

Estudo sobre Êxodo 15

Estudo sobre Êxodo 15

Estudo sobre Êxodo 15




Êxodo 15
O cântico de Moisés (15.1-21)
O grande evento do cap. 14 foi celebrado num cântico que exalta o poder majestoso de Deus. Em virtude de sua estrutura poética e de seus frequentes arcaísmos, o poema solicita ser reconhecido por aquilo que afirma ser, “uma testemunha antiga e autêntica da travessia do mar de Juncos pelos israelitas” (W. F. Albright). Os v. 1-12 celebram a derrota dos egípcios ao serem lançados no mar, e os v. 13-17 apontam além do deserto para o estabelecimento em Canaã. Embora seja possível tratar as ocorrências do tempo perfeito nos v. 13-17 como tantos casos de ”perfeito profético”, pode ser também que esses versículos foram acrescentados como suplemento à composição original, depois de os israelitas terem entrado em Canaã. O ”cântico de Moisés”, ou “cântico do mar” tem sido, às vezes, explicado como uma expansão posterior do “cântico” de Miriã do v. 21; isso é fundamentado somente no princípio questionável que diz: “o que é mais breve é mais antigo”, v. 2. Senhor: aqui a forma abreviada Yah (como em hallelu-jah, ”louve o Senhor”) é usada, minha canção-, há alguma base filológica para “meu forte defensor” da NTLH. o Deus do meu pai-, cf. 3.6,15. v. 3. guerreiro-, um conceito de Deus fundamental entre os israelitas; Deus estava lutando do seu lado nas suas “guerras santas”, v. 8. forte sopro das tuas narinas', o relato em prosa fala de Deus causando o sopro de um forte “vento oriental” (14.21). v. 9. Qualquer despojo digno de ser levado seria apenas o que já havia sido obtido anteriormente dos egípcios (cf. 3.21,22; 11.2; 12.35,36). v. 11. Deus é singular; deveríamos, no entanto, verificar outras passagens para encontrar expressões inequívocas da fé monoteísta. v. 12. terra às vezes pode significar o “mundo inferior”, como os seus cognatos acadiano e ugarítico. Qualquer tradução é aceitável, embora a NEB mantenha “terra”, como a maioria das versões em português, v. 13. resgataste: cf. comentário de 6.6. santa habitação poderia aludir ao Sinai (cf. Dt 33.2), ou Sião (cf. 2Sm 15.25), ou, visto que a palavra significa literalmente “moradia pastoril”, toda a terra de Canaã (como em Jr 10.25; 23.3). v. 14. Filístia-, o termo dificilmente se tornou corrente antes da época principal de estabelecimento dos filisteus no século XII a.C. v. 15. esmorece-, cf. Js 2.9ss (“apavorados”), v. 17. monte da tua herança-, uma expressão bem semelhante é usada num texto ugarítico para descrever a habitação de Baal (século XV a.C. [?]). O restante do versículo talvez tenha em vista Sião, mas alguns estudiosos explicam a referência em termos mais gerais. v. 18. Uma afirmação do senhorio e da soberania de Deus como é comum nos “salmos de entronização” (cf. SL 93.1 etc.). O v. 19 é um apêndice em prosa ao cântico, v. 20. profetisa-, presumivelmente, Miriã tinha o dom de declarações extáticas. Cf. os casos de Eldade e Medade em Nm 11.26,27 e observe a implicação de Nm 12.2 com referência a Miriã. A dança de vitória das mulheres foi semelhante à que saudou Saul e Davi após a morte de Golias (ISm 18.6,7).

7) A provisão miraculosa de alimentos (15.22—16.36)
Há muitas incertezas quanto à rota seguida pelos israelitas depois de partirem do “mar Vermelho”. A questão depende muito de onde localizamos Sinai, o monte da revelação. Sendo assim, precisamos dizer que a localização tradicional do monte no sul da península do Sinai ainda tem muitos defensores.
No comentário, vamos aceitar que os israelitas tomaram a rota que a tradição lhes atribuiu, e que conduziu primeiramente ao longo da costa ocidental da península, v. 22. O deserto de Sur ficava a noroeste da península do Sinai, entre o Egito e a Palestina (cf. ISm 15.7; 27.8). v. 23. Agua amarga não deve ter sido peculiar a Mara, mas era ruim o suficiente para ser denominada assim. A identificação mais comum é com a atual ‘Ain Hawarah. v. 25. indicou geralmente significa “instruiu”; é a mesma palavra que gera a raiz tôrãh, “instrução, lei”. Moisés foi instruído acerca das propriedades de alguma árvore ou arbusto que poderia neutralizar o amargor da água. Paralelos dessa forma de tornar a água doce têm sido citados, e em particular o uso que os árabes fazem do bérberis. Cf. 2Rs 2.21 acerca do uso de sal para purificar água não potável (um caso de “mágica homeopática”, de acordo com Hyatt!). Os intérpretes judeus descobriram alusões à Lei no uso do verbo indicou, enquanto muitos antigos exegetas cristãos viram a cruz prefigurada nessa madeira. Evidentemente, o adoçamento da água foi usado como parábola do poder que Deus tem para curar (cf. v. 26). As pragas do Egito não molestariam os israelitas se eles continuassem obedecendo a Deus (cf. Dt 7.15; 28.27). v. 27. Elim: outro lugar de abastecimento de água, que pode ser identificado com o uádi Gharandel, a alguns quilômetros ao sul de ‘Ain Hawarah. 

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