2019/09/18

Estudo sobre João 21

Estudo sobre João 21

Estudo sobre João 21



APÊNDICE (21.1-25)
Os dois últimos versículos do cap. 20, provavelmente, constituíam o fim original do evangelho. O presente capítulo deve ter sido acrescentado como um apêndice, para esclarecer um mal-entendido que havia surgido com relação às palavras de Jesus com respeito ao futuro do discípulo amado (v. 20-23) e para registrar a restauração de Pedro a uma posição de responsabilidade singular dentro da Igreja (v. 15-19).
v. 3. Vou pescar (gr. hypagõ alyein): A construção significa um retorno à ocupação anterior da pessoa. Visto que cada uma das aparições pós-ressurreição transmitiu alguma verdade espiritual (cf. comentário de 20.19), assim, aqui, o Senhor ressurreto torna conhecido o seu poder nas ocupações diárias. Que os homens não pescaram nada, não surpreende, pois tinham ficado afastados da pesca durante anos! v. 5. Filhos (gr. paidia): Uma expressão coloquial, v. 6. Lancem a rede do lado direito: Sejam quais forem as implicações mais profundas dessa ordem, a lição principal é a de completa obediência ao Mestre, v. 7. E o Senhor!: Só isso já seria suficiente para sugerir que o evento ocorreu depois das aparições anteriores, e, além disso, serve para sugerir que as aparições pós-ressurreição de 20.19ss não necessariamente precisam ser colocadas antes da ascensão em 20.17. Pedro [...] lançou-se ao mar. Isso distingue o incidente da pesca miraculosa de Lc 5.1-11. Ali Pedro está penosamente consciente do seu pecado; aqui, com alegria e ímpeto, talvez marcados pelo remorso, ele se apressa ao encontro do Senhor. A intuição rápida de um discípulo e a ação rápida do outro são típicas, v. 11. cento e cinquenta e três: O número foi suficientemente significativo para ser registrado. Foi uma pesca grande, e por isso naturalmente teria sido contada.
Que esse número 153 signifique um de cada espécie (Jerônimo), ou seja uma referência ao total dos numerais em 10 e 7 — os mandamentos e os dons do Espírito (Agostinho) —, são sugestões altamente conjecturais, envolvem a alegorização desnecessária de outros detalhes no capítulo e são, por isso, claramente infundados. v. 15. você me ama: Nesses versículos, duas palavras diferentes são usadas para ”amar” (gr. agapaõ e phileõ respectivamente), mas João, provavelmente, as usa como sinônimos (cf. 3.35, agapaõ com 5.20, phileõ). mais do que estes? (gr. pleion toutõn): Pode-se entender masculino ou neutro. Mas a intenção é claramente o masculino; Pedro tinha declarado prontamente que sua lealdade era confiável. Agora Jesus pergunta: “Você me ama mais do que estes [discípulos]? v. 18. estenderá suas mãos: Cf. 13.36,37. Isso no final das contas aponta para a morte, embora possa ser uma referência à sorte de Pedro ao estar à mercê de outros como mensageiro do evangelho. Mas então outra pessoa o vestirá, conduzindo-o ao seu martírio, v. 19. Siga-me/: Jesus convida seus seguidores à lealdade suficientemente verdadeira que esteja disposta a sofrer a morte. v. 23.
Que a questão do segundo advento do Senhor era intensa na mente das pessoas na época, é, sem dúvida, verdadeiro com base no fato de que elas imaginavam ser possível que um dos discípulos estivesse vivo quando ele voltasse. Mas Jesus desencoraja esse pensamento, v. 24. Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas: O discípulo amado tem a responsabilidade de extrair a verdade das palavras de Jesus, não importa se entendemos que “essas coisas” se refiram somente aos últimos versículos ou a todo o evangelho. Sabemos é ou um coletivo indefinido (cf. 1.14) ou uma afirmação conjunta dos anciãos da igreja de onde João inicialmente escreveu (cf. 3 Jo 12). v. 25. penso que: O uso da primeira pessoa do singular parece estranho depois do “[nós] sabemos”. Mas há alguma evidência de que esse versículo foi acrescentado algum tempo depois da composição do evangelho (o primeiro escriba que copiou o Códice Sinaítico inicialmente omitiu o versículo em questão, mas o acrescentou mais tarde); podería ser um comentário inspirado de um dos mais antigos colecionadores dos quatro evangelhos em um único volume. As palavras são uma hipérbole suficientemente comum, mas por trás dela está a verdade de que, como T. R. Glover sugeriu de forma extravagante, não há quatro evangelhos, mas “dez mil vezes dez mil, e milhares de milhares, e no final cada um deles diz: ‘Vejam! Estou com vocês sempre até o fim dos tempos’ “.

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