2016/09/13

Estudo sobre Neemias 7

Estudo sobre Neemias 7

Estudo sobre Neemias 7 




Neemias 7
Precauções de segurança (7.1-4)
Embora o muro de Jerusalém estivesse completamente reconstruído a essa altura, a segurança da cidade ainda não estava suficientemente garantida. Por isso, Neemias tomou algumas medidas importantes para resolver esse assunto. Encarregou dois homens para governar Jerusalém (v. 2): o seu irmão Hanani, que, um anos antes, o tinha visitado em Susã e levado a ele a notícia acerca da situação da cidade (1.2), e Hananias, que já havia sido apontado como governador da cidadela ao norte do templo. Hananias era íntegro e temia a Deus mais do que a maioria dos homens, e especialmente mais do que “muitos de Judá” que estavam comprometidos por juramento com Tobias (6.18). Neemias também estabeleceu os horários em que as portas da cidade estariam abertas e quando deveriam ser fechadas (v. 3a). Insistiu ainda em que deveriam ser nomeados guardas para proteger as casas particulares da cidade (v. 3b). Neemias percebeu também que Jerusalém seria um lu-gar mais seguro se fosse mais adequadamente habitado, pois nesse momento havia poucos moradores, e as casas ainda não tinham sido reconstruídas (v. 4). Essa última afirmação precisa ser compreendida de forma relativa, e não no sentido absoluto, pois há menção de algumas casas em Jerusalém no v. 3, como também em Ag 1.4. Havia necessidade, portanto, de mais casas em Jerusalém e de mais pessoas para ocupá-las, pois, enquanto a cidade estivera desprotegida por falta de muros, somente um pequeno número de pessoas havia se disposto a se estabelecer ali, e a maioria dos judeus havia escolhido morar no distrito em volta (v. 73). A decisão de Neemias, portanto, foi tentar encorajar alguns deles a estabelecer residência dentro da cidade; mas ele pediu que somente os de pura linhagem judaica fizessem isso.
2) A lista (7.5-73a)
Assim, ele tomou emprestado dos arquivos do templo o registro daqueles que tinham retornado da Babilônia para Jerusalém em decorrência do decreto de Ciro, 93 anos antes (que também está registrado em Ed 2, q.v. acerca de comentários) e ele o usou como base para a sua iniciativa de repovoar Jerusalém. E por isso que a lista está inserida mais uma vez na narrativa aqui nos v. 6-73.
A frase final desse capítulo cabe melhor na narrativa registrada no capítulo seguinte.

V. A LEITURA E EXPOSIÇÃO DA LEI (7.73B—8.18)
1) A leitura pública (7.73b—8.12)
Os eventos descritos nesse capítulo ocorreram quando chegou o sétimo mês (8.1), o mês de tisri. No entanto, a história contada nos v. 1-12 ocorreu no primeiro dia do sétimo mês (v. 2), o dia em que era celebrada a festa das trombetas (Lv 23.24) pelos judeus. Isso ocorreu somente alguns dias após a conclusão da reconstrução dos muros da cidade, que aconteceu “no vigésimo quinto dia de elul” (6.15), o sexto mês.
A vocação do sacerdote Esdras, por ser escriba, era “dedicar-se a estudar a Lei do Senhor e a praticá-la, e a ensinar os seus decretos e mandamentos aos israelitas” (Ed 7.10). Ensinar as leis de Deus àqueles que não as conheciam foi um dos propósitos para os quais o rei Artaxerxes havia mandado Esdras da Babilônia para Jerusalém (Ed 7.25). Por isso, muitas vezes, ele deve ter se engajado nessa tarefa entre a sua própria vinda para Jerusalém em 458 a.G. e a chegada de Neemias em 445 a.C. Poucos judeus possuíam cópias pessoais dos escritos da Lei; assim, a única forma em que poderiam se familiarizar com a Lei era por meio de leituras em público, e isso era feito com frequência. Além de ter sido feito como está descrito em detalhes no cap. 8, há mais exemplos mencionados em 9.3 e em 13.1.

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