2016/11/10

Deuteronômio 4 — Estudo Devocional

Deuteronômio 4 — Estudo Devocional

Deuteronômio 4 — Estudo Devocional





Deuteronômio 4 

Moisés aconselha o povo a ser obediente

4.1-40 somente o Senhor é Deus. Neste capítulo Moisés ensina sobre o quanto Deus é especial e diferente de todos os deuses de outros povos, e assim também o povo de Israel foi chamado para ser diferente, dedicado ao único Deus vivo.

4.1-14 Obedeçam a todas as leis. Literalmente, o que Moisés dizia era: “ouve os estatutos e os juízos”. Para ele, o respeito e a obediência devidos a Deus e à Sua palavra eram o princípio do sucesso e das vitórias alcançadas nas batalhas. Essa atitude de ouvir com atenção e obedecer a Deus deveria continuar a ser ensinada nos territórios que seriam conquistados. Aqui Moisés está ensinando como é preciosa a oportunidade de conhecer a Deus e de aprender as suas leis e seu caráter. verão que vocês são sábios e inteligentes. Levar a Palavra de Deus a sério em nossa vida é a atitude mais sábia que uma pessoa pode ter, e essa sabedoria será percebida até por quem não conhece a Deus.

4.7 um deus que fique tão perto do seu povo. Deus não é igual aos outros deuses e ídolos adorados por aí. Ele realmente ama seu povo, ajuda e acompanha sua vida e orienta seu desenvolvimento e crescimento.

4.9 tenham cuidado e sejam fiéis. A tradução tradicional diz: “Guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida.” As experiências que temos com Deus, sejam a nível individual, familiar ou comunitário, são extremamente valiosas e merecem ser guardadas no coração, anotadas em registros, contadas e relembradas durante toda a nossa vida (veja At 26, quadro capitular). Isso nos faz crescer como pessoas e como povo de Deus, nos fortalecendo a alma e o espírito. contem aos seus filhos e netos. As ações de Deus com o povo e a Sua Lei deveriam ser ensinadas de geração em geração, para que todos aprendessem como é especial e sábio temer a Deus, cultivar o relacionamento com Ele e dar grande valor à sua Palavra. A importância de ensinar as crianças seria repetida séculos depois, em Pv 22.6: “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”.

Aviso contra a adoração de ídolos
4.15-40 não cometam o erro de fazer imagens. Por causa da grandeza toda especial de Deus, Moisés adverte enfaticamente contra a idolatria, que seria um pecado com graves consequências, pois Deus ficaria irado com quem a praticasse. Certamente Moisés se lembrou do bezerro de ouro, feito enquanto ele estava no alto do monte Sinai (Êx 32, Dt 9).

4.19 adorar o sol, a lua ou as estrelas. Por vezes os israelitas caíram nessa tentação. Quanto aos outros povos, outras traduções simplesmente dizem que Deus deu o sol, a lua e as estrelas para todos. O que está claro é que Israel tem o privilégio de adorar unicamente o Senhor e deve cultivá-lo, enquanto que outros povos, compreensivelmente, sem a Revelação, ficariam com suas crenças mitológicas, cósmicas e animistas. Estas e outras tantas formas culturais, desprovidas da revelação especial, seriam ainda assim uma tentativa de acercamento ao sagrado.

4.20 o povo que o Senhor tirou do Egito. A identidade de Israel está intimamente ligada a Deus e à libertação por Ele promovida. O que fazia Israel ser especial era esse relacionamento com o Deus vivo. Portanto, era fundamental não cair no erro de tentar reduzir Deus ao mesmo nível dos ídolos dos outros povos.

4.21-22 Por causa de vocês. O fato de Moisés falar novamente sobre sua proibição de entrar em Canaã (3.26), no mesmo discurso, mostra o quanto ele ficou frustrado com o castigo. Mas ele não se rebelou: vou morrer aqui mesmo. Moisés aceitou conscientemente a realidade da própria morte, anunciada por Deus, que aconteceria em breve nesta terra de Moabe.

4.23-24 não esquecerem a aliança. Como pais e mães fazem ao se despedirem dos filhos, Moisés recomenda o que é mais importante: não se esqueçam do relacionamento privilegiado que têm com Deus. fogo destruidor. Esta expressão é lembrada na carta aos Hebreus, indicando que essa preciosidade não pode ser desprezada nem dividida com outros deuses (Hb 12.29). Para os israelitas que viram o que aconteceu com o grupo de Corá que se rebelou (Nm 16), essa mensagem era bastante clara: não era possível comparecer à presença de Deus de um jeito qualquer — era necessário seguir as orientações dele.

As cidades para fugitivos
Josué 20.1-9
4.41-43 escolheu três cidades. Com as cidades de refúgio foi possível evitar a injustiça e a punição odiosa. A lei era rígida, severa e implacável: quem cometesse assassinato deveria morrer. Mas alguém poderia cometer um crime de morte sem ódio, por acaso ou por acidente, e estas pessoas deveriam ter um julgamento diferenciado. Para que tais pessoas não fossem mortas pelos vingadores, por ordem divina foram escolhidas essas cidades onde elas poderiam se refugiar.

O segundo discurso de Moisés
Deuteronômio 4.44—28.68
4.44-49 Moisés deu ao povo… a lei de Deus. Aqui se inicia o segundo discurso de despedida de Moisés, que se estende até o final de De Dt 28. do Egito… ao vale… a leste do rio Jordão. Repare como a descrição do Êxodo agora se adaptou para onde eles estão: o fracasso dos seus pais em Cades não foi destacado (todos aqueles adultos já haviam morrido, e os filhos sabiam bem disso), mas sim a recepção da Lei de Deus. Mais importante do que focar nos erros passados é focar na Lei, que orienta e prepara melhor o futuro.

Deus e suas representações
O eterno Deus é Espírito, é transcendente, inacessível, invisível, e não é representável sob qualquer forma. Figurações artísticas e racionalizações filosóficas, teológicas, religiosas e científicas sobre Deus são apenas exercícios de imaginação e projeções humanas. No melhor dos casos, são expressões do desejo de aproximação a uma realidade intuída pelo inquieto e sedento espírito humano. Mas o Deus da Bíblia não se deixa conter, delimitar e controlar por nenhuma representação humana. Deus sempre surpreenderá os humanos por sua liberdade, grandiosidade, imprevisibilidade, amor e absoluta soberania. Uma forma qualquer se torna em ídolo para nós quando ela deixa de ser uma tosca representação do irrepresentável e passa a ser o próprio Deus ilimitado. Essa postura erra por considerar a representação (que sempre é limitada) como algo com poderes, absoluto. Nesse sentido, as representações ou imagens que criamos do Deus da Bíblia também podem se tornar como ídolos, quando elas limitam a Sua liberdade, soberania e poder absolutos. Ou seja, quando o símbolo não aponta mais para algo além e superior a ele, para ser ele mesmo aquilo para o qual quer apontar.


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