2019/09/24

Apocalipse 8 — Comentário Literário da Bíblia

Apocalipse 8

O capítulo inicia com uma descrição do Juízo Final — o “silêncio” do julgamento que acompanha a abertura do sétimo selo. Um septeto de trombetas então se põe a tocar, e o quadro da devastação segue a ordem natural das pragas que acompanharam a saída de Israel do Egito.

8.1 Deve-se entender que o silêncio após a abertura do sétimo selo acompanha o Juízo Final do mundo. As considerações a seguir dão apoio a essa conclusão. Embora sigê (“silêncio”) ocorra apenas duas vezes na LXX, o silêncio é muitas vezes associado ao juízo divino no AT (v., e.g., ISm 2.9,10; Sl 31.17; 115.17; Is 47.5; Lm 2.10,11; Ez 27.32; Am 8.2,3; v. tb. IMe 1.3; 4Ed 7.30; cf. 4Ed 6.39; 2B r 3.7). Para esta análise, Habacuque 2.20 e Zacarias 2.13 são de extrema relevância, pois ali o Senhor é retratado no “seu santo templo” de onde executa no céu seu juízo sobre os ímpios (i.e., Babilônia) lá do céu. Deve-se presumir que nesses dois textos do AT seja essa a localização do templo, uma vez que outros textos do AT (e.g., Ez 1.1-28) e obras apocalípticas judaicas situam o templo de Yahweh no céu. A resposta antecipada (ou subsequente) ao juízo nos dois textos citados é que “toda a terra” e “toda carne” (ARA) estão em silenciosa reverência (cf. Is 23.2; 41.1-5). Alguns comentaristas judeus afirmavam que o Cântico de Moisés, que de forma predominante prevê o juízo de Israel por causa da idolatria, levou toda a criação a responder em silêncio (Ginzberg 1967, 6:947). A imagem do templo é evocada outra vez em Sofonias 1.7, em que o povo recebe ordem para se calar, porque Deus está prestes a matá-los como num sacrifício (cf. Sf 1.11: “Todo o povo de Canaã está arruinado”). Esses três anúncios de juízo nos Profetas Menores são percebidos como expectativas escatológicas cósmicas do ponto de vista dos escritores, que podem estar implícitas na abrangente palavra “todo” (v. D. Stuart 1987; cf. a nota de juízo escatológico universal em Sf 1.2,3,14). Em 8.1, também pode haver um eco do “silêncio primevo” que ocorrerá no final da história, quando todos os habitantes da terra morrem, vindo em seguida o Juízo Final (4Ed 7.30). Entendia-se que o silêncio precedeu a primeira criação de Gênesis 1 (de acordo com 4Ed 6.39, 2Br 3.7 e LA.B. 60.2). Em Midrash Rabá de Êxodo 39.9 lê-se que, logo antes do julgamento dos profetas de Baal no monte Carmelo, houve silêncio sobre toda a criação. Ele compara esse fato com a expressão “sem forma e vazia” que precedeu a primeira criação. No AT e na tradição judaica, o “silêncio” está associado com a derrota do Egito e com a redenção de Israel no mar Vermelho e provavelmente deriva de Êxodo 14.14 LXX, quando Moisés ordenou que os israelitas “ficassem em silêncio” [sigao] e não lutassem, porque o Senhor destruiria os egípcios. O texto de Sabedoria 18 e 19 é bem interessante. Um “tranquilo silêncio” (18.14 CNBB) antecede o juízo divino sobre os primogênitos do Egito. Isso acontece logo após a oração intercessória de Moisés, o que parece se equiparar a uma propiciação pelo incenso (18.21). A libertação de Israel, portanto, é descrita repetidamente como uma nova criação (19.6-8,11,18-21). (Para textos descritivos do julgamento do Egito, cf. Tg. de Êx 15; Sl 76.6-9; Mek. R. Ish. Shir. 7.20-23.)

Finalmente, uma tradição judaica diz que os servos angelicais do quinto céu louvam a Deus à noite, mas ficam em silêncio durante o dia para que os louvores oferecidos por Israel sejam ouvidos por Deus [h. Hag. 12b; b. ‘Abod. Zar. 3b). Parte da base para essa tradição judaica e para Apocalipse 8.1 pode ser Salmos 65.1,2: “Haverá silêncio diante de ti, [mesmo louvor] em Sião. [...] Ó tu, que ouves a oração!” (cf. Midr. de Sl 65.1; h. ‘Erubin 19; Midr. de Sl 31 sobre Sl 31.18; T.Adão 1.11-12; 4Q405 20 II, 7). Uma variante desse tema é refletida no Targum de Ezequiel 1.24,25, em que se diz que, quando os querubins guardiães se movimentavam, eles “estavam abençoando e agradecendo” a Deus, mas “quando paravam, silenciavam”, para poder ouvir a palavra reveladora de Deus, que no contexto de Ezequiel 1 e 2 é um pronunciamento de juízo sobre Israel. Não está claro por que o silêncio tem a duração de “quase meia hora”. O prefixo hõs (“como”; “cerca de”) de hêmiõrion (“meia hora”) mostra que se trata de mero arredondamento, para se manter certa equivalência com hõra em outras passagens do livro. A “meia hora”, enfatiza a subitaneidade e a imprevisibilidade de um juízo decretado, e a crise que ele deflagra. O paralelo mais comparável é Daniel 4.19 Θ, em que o profeta fica sem palavras, e “seus pensamentos o perturbaram”. Ele permanece “atônito cerca de uma hora [hõsei hòran tnian]” depois de ouvir o sonho que prediz a sentença de Nabucodonosor. Os sete anjos podem ser identificados com os sete arcanjos conhecidos da literatura apocalíptica judaica (assim I. T. Beckwith 1919, p. 550-1; v. Tb 12.15, lE n 20.1-8; 81.5; 90.21-22; T. Levi 3.5; Pirqe R. El. 4; cf. lE n 40; 54.6; 71.8-9; v. tb. o comentário de 1.4b). É tentador identificá-los com os sete anjos guardiões das sete igrejas nos capítulos 2 e 3 (cf. 1.20). Os anjos como agentes divinos executando as pragas seguem a trajetória da tradição bíblica e judaica de que os anjos foram designados por Deus para executar os juízos contra os egípcios, especialmente no mar Vermelho (Êx 12.23; Sl 78.49,50; Tg. Jerus. frag. Êx 4.25; 12.42; 15.18; Jb 49.2; Mek. R. Ish. Beshallah 7.30-35, 40-45).

8.4 A frase “subiu, diante de Deus, a fumaça do incenso junto com as orações dos santos” é uma metáfora da aceitação da oração por Deus. No AT, a “oração [...] como incenso” conota a oração aceita por Deus (e.g., Sl 141.1,2; cf. Midr. Rab. de Nm 13.18). A aceitação divina também era indicada no AT pela “nuvem do incenso” aromático no Templo (e.g., Lv 16.12,13). No AT e no NT, o incenso está sempre associado aos sacrifícios. O incenso era adicionado à queima do sacrifício, a fim de torná-lo aceitável a Deus (como no Dia da Expiação [e.g., Lv 16.11-19, cf. Êx 29.18,25; Lv 2.1,2; Ef 5.2; v. Weisberg 1970]). O texto de Apocalipse 8.3- 5 ecoa Levítico 16.12,13 LXX: “[O sacerdote] pegará o incensário cheio de brasas de fogo sobre o altar, diante do Senhor; e encherá as mãos com [...] incenso [...] e porá o incenso sobre o fogo diante do Senhor, a fim de que a nuvem do incenso cubra o propiciatório”. De modo semelhante, Êxodo 30.8-10 praticamente equipara o “incenso” com as “ofertas queimadas” e as “ofertas de cereais” e estabelece uma conexão direta com o Dia da Expiação. O argumento aqui é que o Senhor ouve as orações de seu povo sacerdotal (cf. Ap 1.5; 5.10) e responde com juízo devastador. Por esse motivo, as imagens de Levítico e Êxodo são precursores analógicos de Apocalipse 8.4.

8.5 Esse é o último juízo. O fogo resulta em “trovões, vozes, relâmpagos e terremotos”, expressão quase idêntica a uma descrição do juízo consumado em 11.19 e 16.18. Essa quádrupla metáfora da perturbação cósmica encontra um precedente no AT, também com referência ao juízo divino (e.g., esp. Êx 19.16,18; tb. Sl 77.17,18; Is 29.6; Et l.ld LXX; cf. Sl 18.7-13). Uma vez que a expressão repetida conclui a série de trombetas e taças que se refere ao Juí­zo Final, a mesma fórmula aqui deve também concluir a série de selos. A teofania do Sinai (Êx 19.16-18) também está parcialmente em vista em 8.5, uma vez que era parte da alusão, se não a principal, em 4.5 (cf. Sl 68.8; 77.17,18; Hc 3). Às vezes, o terremoto é listado entre os sinais cataclísmicos que antecedem a destruição cósmica final, mas não fazem parte dela (.2Br 27.7; 70.8; 4Ed 9.3; Apoc. Ab. 30.6; Mt 24.7 pars.). Mas sempre que existe uma alusão explícita ao terremoto do Sinai ou do Êxodo como evento escatológico é sinal da destruição definitiva do mundo. O mesmo se aplica quando o terremoto é mencionado como o único sinal escatológico. As expressões praticamente idênticas em 4.5, 8.5, 11.19 e 16.18-21 não são apenas alusões ao Sinai, mas estão ligadas entre si pelo tema do Juízo Final. Bauckham (1977, p. 228) observa que essas expressões formam uma sequência de alusões a Êxodo 19 sistematicamente construídas uma sobre a outra: 4.5: “relâmpagos, vozes e trovões” 8.5: “trovões, vozes, relâmpagos e terremoto” 11.19: “relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e forte granizo” 16.18-21: “relâmpagos, estrondos e trovões [...] grande terremoto [...] pesado granizo” Esse contexto do AT, especialmente o do Sinai, é um prenúncio da punição escatológica final. A imagem de 8.3-5 é modelada em grande parte segundo Ezequiel 10.1-7. Há também ali uma figura angelical no templo celeste (cf. Ez 1.1-28), e lhe é dito: “Enche as mãos de brasas acesas que estão no meio dos querubins [presumivelmente do altar] e espalha-as sobre a cidade [Jerusalém]” (10.2, cf. 10.6,7). Isso acontece logo após a narrativa de Ezequiel 9, na qual se ordena aos anjos que matem todos os infiéis de Jerusalém que não tiverem na fronte a marca de proteção colocada pelo anjo de Deus. Mais uma vez, percebe-se na descrição de Ezequiel um padrão que corresponde ao juízo maior no final da história. Em 8.6-12, as primeiras quatro trombetas são claramente modeladas segundo pragas do Êxodo contra o Egito (para a natureza predominantemente simbólica da visão das trombetas, v. Beale 1999a, p. 50-5). Trata-se de um desmantelamento sistemático da ordem criada de Gênesis 1, embora não na mesma ordem: os elementos afetados são: luz, ar, vegetação, Sol, Lua, estrelas, criaturas marítimas e seres humanos (Paulien 1988a, p. 229-30; cf. McDonough 2000). A noção de “decreation” = “destruição [da criação]” (Ellul 1977, p. 74, 76) é apoiada pelo fato de que o livro atinge o clímax na nova criação (21.1—22.5) e a série de trombetas que deu início a uma nova visão geral da história. Ela expande o sétimo selo, que em parte evocou o silêncio depois que a antiga criação foi destruída (para uma ideia semelhante sobre as pragas do Egito, v. Filo, Moisés 1.96-97).

As pragas do Êxodo prefiguram o desdobramento intensificado dos juízos das primeiras quatro trombetas, e outras alusões ao AT em Apocalipse 8.6-12 são entrelaçadas para sustentar a estrutura do Êxodo. Alguns comentaristas afirmam que as pragas levaram alguns egípcios ao arrependimento (e.g., Josefo, Ant. 2.293-295; Filo, Moisés 1.147), porém a intenção geral de Deus nas narrativas das pragas foi mostrar aos egípcios sua incomparável onipotência (Êx 7.5,17; 8.6,18; 9.16,29; 10.1,2). As pragas do Êxodo também tinham o propósito de demonstrar a dureza de coração do faraó e da maioria dos egípcios. Em face da decisão dos habitantes da terra de não se arrependerem (Ap 9.20,21), as trombetas podem significar muito mais a intensificação do castigo que um chamado ao arrependimento, embora essa possibilidade não deva ser descartada. A figura das trombetas funciona de forma semelhante. O som da trombeta era um aviso de que a batalha estava prestes a começar (v., e.g., Jz 7.16-22; Jr 4.5-21; 42.14; 51.27; Ez 7.14; Os 8.1; J1 2.1; Sf 1.16), e assim pode ser um símbolo apropriado do chamado ao arrependimento. No entanto, por serem geralmente tocadas na guerra santa, as trombetas podem ser entendidas igualmente como sinais de juízo garantido e destruidor, como sem dúvida é o caso da queda de Jericó, que constitui a base principal para as sete trombetas de Apocalipse.

8.7 Esse versículo é modelado após a praga egípcia da chuva de pedras e raios em Êxodo 9.23-25 LXX: “O Senhor enviou [...] trovões e pedra, e raios caíram sobre a terra [(v). E o Senhor fez chover pedras sobre a terra (ge) do Egito. E caiu uma tempestade de pedras acompanhada de raios [...]. E em toda a terra [iv] do Egito a chuva de pedras feriu [...] todas as plantas do campo e quebrou todas as árvores do campo”. Tanto Êxodo 9 quanto Apocalipse 8.7 apresentam um castigo com granizo e raios enviados do céu contra três partes da criação: a terra ou campo, as florestas e a relva verde. Embora em Apocalipse dois dos efeitos do juízo de Êxodo estejam limitados a “um terço”, este também sofreu universalização. Agora, o castigo tem efeito sobre toda a terra habitada. As partes afetadas da terra estão associadas com a produção de alimentos, como Êxodo 9.25,31,32 deixa claro. Mas a praga do Êxodo destruiu apenas parte da cadeia alimentar (Êx 9.31,32: “O linho e cevada se perderam, [...] mas o trigo e o centeio não se perderam”). A situação é muito semelhante à de Apocalipse 6.6, em que há fome, e o trigo e a cevada são escassos, mas ainda estão disponíveis. O tempo da tribulação limitado a um terço da terra deve-se, acima de tudo, à influência de Ezequiel 5.2,12 (cf. Zc 13.8,9). Ali o efeito do juízo vindouro é determinado metaforicamente pelo uso de uma “balança”, e retrata-se um Israel dividido em terços e julgado de acordo com essas divisões: um terço deverá ser queimado pelo fogo, um terço sofrerá o ataque da espada e um terço será espalhado pelo cativeiro (Ez 5.2). Ezequiel 5.12 praticamente repete o veredito na íntegra, exceto pelo juízo de fogo, de 5.2, que é omitido ou reinterpretado como “praga” e “fome”. Ezequiel 5 conclui a previsão da chegada do juízo com uma ênfase na fome (assim 5.16,17). O fogo pode ser também uma metáfora da fome em Apocalipse 8. A segunda trombeta continua o tema do juízo da primeira. O vidente tem a visão de algo “como um grande monte em chamas”, que foi lançado ao mar. A semelhança com um monte pode ser a metáfora de um reino, como em outras passagens de Apocalipse (14.1; 17.9; 21.10) e do AT e na literatura apocalíptica judaica. Esse sentido tem o apoio de 18.21, que é baseado em Jeremias 51.63,64 (cf. lEn 18.13; 21.3; Or. Sib. 5.512-531), em que o profeta, numa cena semelhante, ordena que Seraías amarre uma pedra a um livro e os lance no rio Eufrates, como representação da queda da Babilônia. O anjo imediatamente interpreta o simbolismo dessa ação: “Assim a Babilônia será submergida, e não se levantará, por causa da desgraça que vou trazer sobre ela”. É provável que esse mesmo contexto esteja em vista em Apocalipse 8 e que a segunda trombeta indique o juízo sobre a Babilônia, a “grande cidade” de Apocalipse 11—18.

A informação de que “um terço do mar transformou-se em sangue” é uma alusão direta a Êxodo 7.20, em que Moisés transforma a água do Nilo em sangue. E, assim como em Êxodo 7.21 os peixes do Nilo morreram, em Apocalipse 8.9 “um terço das criaturas do mar morreu”.

8.10,11 A alusão a Êxodo 7.15-24, em 8.8,9 pode ainda ser o pano de fundo, como evidencia a declaração, em 8.10, de que os rios e “as fontes das águas” foram afetados (cf. Êx 7.19). A semelhança é reforçada por Salmos 78.44, que faz uma paráfrase da praga do Êxodo: Deus agiu “convertendo em sangue os rios, para que não pudessem beber das suas correntes”. Em consonância com a equação de estrelas e anjos de Apocalipse 1, a “estrela, queimando” provavelmente indica o julgamento de um anjo (cf. esp. lE n 18.13; 21.3; 108.3-6; os dois primeiros textos descrevem o julgamento dos anjos caídos como “estrelas como montes em chamas”; o terceiro empresta a mesma imagem para descrever a punição dos pecadores; v. tb. lE n 86-88). A identificação da estrela com o anjo representante da Babilônia torna-se ainda mais convincente se 8.10 for uma alusão a Isaías 14.12-15 (assim Caird 1966, p. 115; J. M. Ford 1975, p. 133; Sweet 1979, p. 163; Buchanan 1993, p. 215; cf. Or. 5/6. 5.158-160). O nome da estrela é Absinto, uma erva amarga, e um terço das águas que ela tocou tornou-se absinto também. Essa cena do juízo é baseada em Jeremias 9.15 e 23.15. Ambos os textos afirmam: “Eis que alimentarei este povo [Israel] com absinto e lhe darei a beber água venenosa” (ARA). O juízo em Jeremias faz parte da previsão de uma fome, à qual 8.13,14 já fez alusão: “Não há uvas na videira, nem figos na figueira; até as folhas estão caídas, e até mesmo o que lhes dei foi tirado deles. [...] pois o Senhor, nosso Deus, nos condenou à morte e nos deu água envenenada para beber”. Ali também o infortúnio da fome ocorre por causa da idolatria (8.19). A ideia de que o absinto ilustra a amargura do castigo é confirmada pelo seu indiscutível uso metafórico em outras passagens do AT, nas quais também representa aflição severa como consequência da ira divina (cf. Dt 29.17,18 [tb. em conexão com a idolatria]; Pv 5.4; Lm 3.15,19; Am 5.7; 6.12 [cf. Os 10.4]).

8.12 A quarta trombeta é em parte inspirada em Êxodo 10.22 (cf. Am 8.9), na ocasião em que Deus enviou escuridão sobre o Egito por três dias. A antiga tradição judaica via um significado simbólico na praga da escuridão — por exemplo, como símbolo da alienação de Deus e do juízo eterno (Sb 15— 17), e um significado semelhante pode ser a intenção aqui.


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