terça-feira, 30 de junho de 2009

Posted by Eduardo G. Junior In | No comments
introdução biblica, livro de genesis, introdução a genesis, teologia, estudos biblicosEscritor: Moisés
Lugar da Escrita: Ermo
Escrita Completada: 1513 AEC
Tempo Abrangido: “No princípio” a 1657 AEC

O livro de Gênesis é o de número 1 no cânon das Escrituras. Imagine apanhar um livro de apenas 50 curtos capítulos e encontrar nas primeiras páginas o único relato exato da história mais primitiva do homem, e um registro que mostra a relação do homem com Deus, seu Criador, bem como com a terra e suas miríades de criaturas! Nessas poucas páginas obtém-se, além disso, uma penetrante visão dos propósitos de Deus em colocar o homem sobre a terra. Lendo um pouco mais além, descobre-se por que o homem morre e o motivo da sua atual situação dificultosa, e obtém-se esclarecimento com relação à real base para fé e esperança, até mesmo com relação à identificação do instrumento de Deus para a libertação — a Semente da promessa. O notável livro que contém tudo isso é Gênesis, o primeiro dos 66 livros da Bíblia.

“Gênesis” significa “Origem; Nascimento”, nome este tirado da tradução grega Septuaginta do livro. Nos manuscritos hebraicos, o título é a palavra de abertura, Bere’shíth, “no princípio” (grego, en arkheí). Gênesis é o primeiro livro do Pentateuco (palavra grega aportuguesada que significa “cinco rolos” ou “volume quíntuplo”). Evidentemente estes eram originalmente um só livro, chamado Tora (Lei) ou “o livro da lei de Moisés”, sendo, porém, mais tarde dividido em cinco rolos para facilitar o manejo. — Jos. 23:6; Esd 6:18.

Yehowah é o Autor da Bíblia, mas ele inspirou Moisés a escrever o livro de Gênesis. De onde obteve Moisés as informações que registrou em Gênesis? Algumas talvez tenham sido obtidas diretamente por revelação divina e outras sob a direção do espírito santo, por transmissão oral. É possível também que Moisés possuísse documentos escritos preservados por seus antepassados como valiosos registros sobre as origens da humanidade.

Foi talvez no ermo de Sinai, em 1513 AEC, que Moisés, sob inspiração, completou a sua escrita. (2 Tim. 3:16; João 5:39, 46, 47) De onde obteve Moisés as informações para a última parte de Gênesis? Visto que seu bisavô Levi era irmão consanguíneo de José, tais pormenores seriam conhecidos com precisão na sua própria família. A vida de Levi talvez tenha até coincidido em parte com a do pai de Moisés, Anrão. Ademais, o Espírito de Yehowah novamente asseguraria o registro correto deste trecho das Escrituras. — Êxo. 6:16, 18, 20; Núm. 26:59.

Não resta dúvida quanto a quem escreveu Gênesis. “O livro da lei de Moisés” e referências similares aos cinco primeiros livros da Bíblia, dos quais Gênesis é um, são encontradas muitas vezes a partir dos dias de Josué, sucessor de Moisés. De fato, há cerca de 200 referências a Moisés em 27 dos livros posteriores da Bíblia. Nunca os judeus contestaram que Moisés fosse o escritor. As Escrituras Gregas Cristãs mencionam freqüentemente Moisés como sendo o escritor da “lei”, sendo o testemunho culminante o de Jesus Cristo. Moisés escreveu sob ordem direta de Yehowah e sob Sua inspiração. — Êxo. 17:14; 34:27; Jos. 8:31; Dan. 9:13; Luc. 24:27, 44.

Alguns cépticos perguntam: Mas como é que Moisés e seus predecessores sabiam escrever? Não foi a escrita um desenvolvimento humano posterior? A arte da escrita evidentemente teve seu início cedo na história humana, talvez antes do Dilúvio dos dias de Noé, que ocorreu em 2370 AEC. Existe alguma evidência quanto à habilidade primitiva do homem de escrever? Embora seja verdade que os arqueólogos têm atribuído datas anteriores a 2370 AEC para certas tabuinhas de argila que escavaram, tais datas são meras conjecturas. Contudo, deve-se notar que a Bíblia mostra claramente que a construção de cidades, o desenvolvimento de instrumentos musicais e a forja de ferramentas de metal tiveram início bem antes do Dilúvio. (Gên. 4:17, 21, 22) É razoável, pois, concluir que os homens teriam pouca dificuldade em desenvolver um método de escrita.

Em muitos outros aspectos, Gênesis provou-se surpreendentemente coerente com os fatos provados. Só Gênesis dá um relato verídico e realístico do Dilúvio e de seus sobreviventes, embora os relatos sobre um dilúvio e sobrevivência de humanos (em muitos casos por terem sido preservados num barco) se encontrem nas lendas de muitos ramos da família humana. O relato de Gênesis localiza também o começo das moradas dos diferentes ramos da humanidade, originando-se dos três filhos de Noé — Sem, Cã e Jafé. Diz o Dr. Melvin G. Kyle, do Seminário Teológico de Xenia, Missouri, EUA: “Que, dum ponto central, em alguma parte da Mesopotâmia, o ramo camítico da raça migrou para o sudoeste, o ramo jafético para o noroeste e o ramo semítico ‘em direção do leste’, para a ‘terra de Sinear’, é incontestável.”

A autenticidade de Gênesis como parte do registro divino é demonstrada também pela sua harmonia interna, bem como sua completa concordância com o restante das Escrituras inspiradas. A sua franqueza denota um escritor que temia a Yehowah e amava a verdade, e escrevia sem hesitar sobre os pecados tanto da nação de Israel como das pessoas preeminentes nela. Acima de tudo, a exatidão invariável com que as suas profecias se cumpriram, conforme será demonstrado mais para o fim deste capítulo, marca Gênesis como exemplo notável de escrita inspirada por Deus. — Gên. 9:20-23; 37:18-35; Gál. 3:8, 16.

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