quarta-feira, 21 de outubro de 2009

INTRODUÇÃO
AO
LIVRO DE ÊXODO
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por Merrill F. Unger


Introdução e Esboço ao Livro de ÊxodoPalavra-chave: Libertação.

Significado do Título: Saída. O título desse livro em hebraico era Elle-shemoth, Estes, pois, São os Nomes, ou simplesmente Shemoth, NOMES. O nome latino Êxodo, significa saída, partida, e foi recebido através da LXX e depois pela Vulgata Latina.

Comentário: Assim como Gênesis é o livro dos começos, Êxodo é o livro da redenção. O livramento dos israelitas oprimidos do Egito é tipo de toda a redenção. (I Coríntios 10:11). A severidade da escravidão no Egito (tipo do mundo) e Faraó (um tipo de Satanás) Exigiam por assim dizer, a preparação do libertador Moisés (2:1-4:31), um tipo de Cristo. A luta com o opressor (5:1-11:10) culmina com a partida (grego, êxodo ou saída) dos hebreus do Egito. São remidos pelo sangue do cordeiro pascoal (12:1-28) e pelo poder de Deus manifestado na travessia do mar Vermelho (13:1-14:31). A experiência da redenção, festejada mediante o cântico triunfal dos redimidos (15:1-21), é seguida pela prova que têm de enfrentar no deserto (15:22-18:27). No monte Sinai a nação redimida aceita a lei (19:1-31:18). O não depender da graça conduz a infração e à condenação (32:1-34:35). Contudo, triunfa a graça de Deus ao ser dado ao povo o tabernáculo, o sacerdócio e os sacrifícios, mediante os quais o povo redimido podia adorar o Redentor e ter comunhão com ele (36:1-40:38).

Autor: Embora o livro de Êxodo não declare em nenhum lugar que Moisés fosse seu autor, toda a lei abrangida pelo Pentateuco que compreende principalmente a parte que se estende desde Êxodo 20 e atravessa o livro de Deuteronômio, declara mediante termos positivos e explícitos seu caráter mosaico. Afirma-se que Moisés é o escritor do livro do pacto (capítulos 20 a 23) que abrange os dez mandamentos bem como os juízos e as ordenanças que os acompanham (24:4, 7). Afirma-se que o assim chamado código sacerdotal, que se ocupa do ritual do tabernáculo e do sacerdócio que figura no restante do livro do Êxodo (exceto os capítulos 32 a 34), foram dados diretamente por Deus a Moisés (25:1, 23, 31; 26:1, e assim por diante). O levantamento do tabernáculo apresenta-se como um trabalho "segundo o Senhor havia ordenado..."Tanto esta terminologia como outras semelhantes aparecem muitas vezes nos capítulos 39 e 40. A paternidade literária mosaica é igualmente ressaltada numa destacada seção narrativa: a vitória de Israel sobre Amaleque (17:4). Em uma referência tomada do capítulo 3 do Êxodo, o Senhor Jesus denomina o Pentateuco em geral e o Êxodo em particular, "o livro de Moisés" (Marcos 12:26). A atual exegese conservadora, bem como a tradição, sempre afirmaram que Moisés é o autor. As teorias de alguns críticos não nos oferecem substitutivo adequado para a autenticidade mosaica.

Tema: Entre os judeus antigos, o Pentateuco era na forma de um livro e escrito em um pergaminho, chamado Ha-Torah, a lei, Sepher-Ha-Torah, o livro da Lei. Na época era dividido em cinco seções chamadas As Cinco Partes da Lei; o nome de cada seção era a principal palavra ou palavras hebraicas do primeiro versículo. O livro apresenta outras grande época na história de Israel. O que Gênesis apresenta em profecia, Êxodo registra como história.


ESBOÇO

I. A preparação para a libertação de Israel — 1.1— 12.36

A. A preparação de Moisés para a libertação de Israel — 1.1— 4.31
(1) O sofrimento dos israelitas no Egito — 1.1-22
(2) O nascimento e os primeiros anos de Moisés — 2.1-22
(3) A primeira revelação de Deus a Moisés— 2.23— 3.22
(4) Moisés reluta a primeira vez — 4.1-31

B. O confronto de Moisés com o faraó — 5.1— 7.7
(1)O primeiro encontro de Moisés com o faraó— 5.1-19
(2) As consequências do primeiro encontro — 5.20 — 6.13
(3) Parênteses: a genealogia de Moisés, Arão e Miriã - 6.1 4 - 2 7
(4) Arão é indicado para falar por Moisés — 6.28—7.7

C. Deus concede poderes a Moisés para que ele negocie com o faraó — 7.8— 12.36
(1) 0 segundo encontro de Moisés com o faraó — 7.8-13
(2) A primeira praga: as águas do Egito transformadas em sangue — 7.14-25
(3) A segunda praga: rãs — 8.1-15
(4) A terceira praga: piolhos — 8.16-19
(5) A quarta praga: moscas — 8.20-32
(6) A quinta praga: morte dos rebanhos — 9.1-7
(7) A sexta praga: feridas purulentas — 9.8-12
(8) A sétima praga: granizo — 9.13-35
(9) A oitava praga: gafanhotos — 10.1-20
(10) A nona praga: trevas — 10.21-29
(11) 0 anúncio da décima praga: a morte dos primogênitos do Egito — 11.1-10
(12) A Páscoa é instituída — 12.1-28
(13) A décima praga é lançada — 12,29,30
(14) O começo do êxodo — 12.31-36

II. A jornada de Israel ao monte Sinai — 12.37—18.27
A. Os estágios iniciais da jornada — 12.37-51
B. Instituições fundamentais para Israel e uma direção inesperada—
13.1-22
C. O grande acontecimento: a travessia do mar Vermelho - 14.1— 15.21
(1) A crise no mar Vermelho — 14.1-14
(2) 0 livramento no mar Vermelho — 14.15-31
(3) O louvor a Deus por Sua grande libertação— 15.1-21
D. A jornada do mar Vermelho ao monte Sinai — 15.22—
18.27
(1) As águas amargas de Mara e o oásis em Elím — 15.22-27
(2) A provisão miraculosa do alimento — 16.1-36
(3) Água da rocha em Refidim — 17.1-7
(4) A vitória sobre os amalequitas — 17.8-16
(5) 0 encontro de Jetro com Moisés — 18.1-27

III. A revelação do Senhor em Sua montanha sagrada, o monte
Sinai — 19.1— 40.38

A. Os Dez Mandamentos no monte Sinai — 19.1— 20.21
B. Várias leis para o povo — 20.22— 23.33
C. O Senhor estabelece a a liança com Seu povo — 24.1-18
D. O projeto do tabernáculo do Senhor — 25.1—31.18
E. O pecado de Israel ao adorar o bezerro de ouro — 32.1-35
F. A renovação da aliança entre o Senhor e Seu povo — 33.1-3 4.35
G. A construção do tabernáculo e a presença da glória de
Deus — 35.1— 40.38
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Introdução aos Livros do Antigo Testamento

Merrill F. Unger

Doutor em Filosofia e Letras

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