2009/06/24

Comentário de João 17:18-19

17:18 - Assim como me enviastes ao mundo,… Que não supõecomentario biblico, evangelho de joão, novo testamento desigualdade da natureza, nem mudar de lugar, nem qualquer força sobre ele, nem desrespeito para com ele, ou um estado de separação do seu Pai, mas que ele existia antes dele ser enviado e que ele era uma pessoa, uma pessoa divina distinta de seu Pai, e demonstra a manifestação dele na natureza humana, e mostra que, como Mediador, ele tinha um mandado divino e autoridade, e não era impostor: aquilo que ele foi enviado ao mundo para fazer, foi, em geral, a vontade de Deus, sobretudo para pregar o Evangelho, e principal e mais especialmente para o trabalho da salvação de seu povo:

Assim também tenho eu os enviado ao mundo;... Para pregar o Evangelho igualmente: ele já tinha os enviado nesta incumbência, e em um pouco mais de tempo, eles iriam receber uma nova e aumentada comissão para este serviço; cuja missão dada a eles lhes coloca uma grande honra, como autoridade neles, e qualificações sobre eles; e, consequentemente, o sucesso lhes assistiu: o lugar no qual eles foram enviados é, “o mundo”;
[1] primeiro o Judeu e então o mundo Pagão, e toda parte desde então; para fora da qual ele não os teria levado; e onde eles iriam encontrar repreensão e perseguição; e onde jazia o eleito de Deus, por meio do qual eles seriam convertidos pelo ministério deles; o trabalho para a qual foram chamados era de abrir os olhos dos cegos, trazerem os homens de volta da escuridão para a luz,[2] do poder de Satanás para o de Deus, que eles poderiam receber perdão de pecado, e uma herança entre eles que é a santificado: agora, embora não haja uma igualdade entre a missão de Cristo pelo seu Pai, e a dos seus apóstolos por ele, contudo, há uma semelhança; há um acordo na origem de ambos, que é divino e de autoridade divina; o lugar em que eles foram enviados, o mundo; e no trabalho deles de declarar a mente e a vontade de Deus: tudo que traz consigo um argumento forte com o seu Pai para estas pessoas; pois, já que eles estavam em um mundo que os odiava, eles precisavam de poder divino e proteção; e estando em um mundo mau, eles precisavam de santificação e preservação; e tendo tal trabalho para fazer, eles precisaram de ajuda divina, e frescos suprimentos de graça.

17:19 - E por causa deles, eu me santifico,... Que será entendido, não de fazer a si mesmo santo; porque ele nunca foi um pecador, e assim se levantou em nenhuma necessidade de santificação: ele foi feito como nós, contudo sem pecado;
[3] ele parecia um pecador, mas não era nenhum; ele foi acusado, tratado e blasfemado como tal, mas era perfeitamente santo, e livra de todo o pecado; ele era essencial e infinitamente santo como Deus; e como homem, ele era santo na sua concepção e nascimento; ele estava cheio com o Espírito Santo, e era santo na sua vida e na sua morte: antes, isto pode ser significado da sua separação e estabelecimento o seu ofício como Mediador que, embora feito pelo Pai, e é designado a ele, João 10:36; contudo, também pode ser atribuído a ele; visto que ele se dedicou voluntariamente a este trabalho, e alegremente concordou nisso: embora pareça melhor entender isto do seu oferecimento como um sacrifício pelo seu povo, e no lugar deles, em insinuação para os oferecimentos debaixo da lei, a santificação da qual é expresso, Exo. 13:2; e porque o sacrifício dele era Santo: o que ele santificou ou ofereceu era “ele mesmo”: não a sua natureza divina, mas a humana, o seu corpo e a sua alma; e estes como em união com a sua pessoa divina; que dá para o seu sacrifício a preferência acima de todos os outros, e é a verdadeira razão de sua virtude e eficácia; e isto é expressivo do seu grande amor. Ele também é o Santificador ou Oferecedor, que mostra ele ser Sumo Sacerdote e que ele tinha um poder sobre a sua própria vida,[4] e que ele a sacrificou voluntariamente; e isto que é dito que ele faz naquele momento presente, porque o tempo estava muito perto, onde ele seria oferecido, e a oração presente dele e intercessão eram uma parte do seu ofício sacerdotal. Isto que ele não fez para a sua própria causa, nem por causa dos anjos, nem para todos os homens, mas para os seus discípulos, como distintos do mundo; e não para os apóstolos apenas, mas para todos Aquiles que o Pai tinha lhe dado; e isso como o substituto deles e segurança, como no lugar deles:

Para que eles também possam ser santificados através da verdade;... Isto é, terem todos os seus pecados expiados, sendo eles limpos de toda a culpa e sujeira das mesmas, através do próprio Cristo e seu sacrifício, ele que é a verdade; ou “na verdade”, como pode ser traduzido, verdadeiramente, em oposição aos sacrifícios típicos oferecidos pelo pecado, mas não realmente, apenas normalmente, ou através do Evangelho da verdade, trazendo as boas novas de expiação pelo sangue e sacrifício de Cristo, e que o Espírito de Deus sela as suas consciência com o conforto e alegria.


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Notas

[1] Cf. Mateus 13:38. N do T.
[2] Cf. 1 Pedro 2:9; Colossenses 1:13. N do T.
[3] Cf. Hebreus 4:15. N do T.
[4] Cf. João 10:18. N do T.

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