2009/07/17

Copista — Estudos Bíblicos

estudo biblico sobre os copistasCopista

Em linguagem bíblica, o termo “copista” aplica-se a alguém que transcrevia matéria escrita ou fazia cópias dela, especificamente das Escrituras. A palavra hebraica traduzida por “copista” é sofér, que tem que ver com contagem e registro. Tem diversos significados. Pode denotar um escriba (Jz 5:14) ou um secretário. (Je 36:32; Ez 9:2, 3) O escriba era um escrevente público que assentava por escrito o que outras pessoas ditavam, ou secretário, ou copista, ou então instrutor da Lei. Todavia, o termo “copista” é especialmente apropriado quando aplicado a alguém que trabalhava em copiar a Lei e outras partes das Escrituras Sagradas. Especificamente identificados como copistas são Safã, certo Zadoque e o sacerdote Esdras. — Je 36:10; Ne 13:13; 12:26, 36.

O sacerdote Esdras, que foi de Babilônia a Jerusalém junto com o restante judaico, no sétimo ano do rei persa Artaxerxes (468 AEC), é identificado como “copista destro da lei de Moisés” e como “copista das palavras dos mandamentos de Yehowah e dos seus regulamentos para com Israel”. (Esd 7:6, 7, 11) No seu tempo, os escribas judeus passaram a destacar-se como grupo de copistas das Escrituras. Milhares de judeus haviam permanecido em Babilônia, e outros haviam sido espalhados por migrações e por motivos de negócios. Salões de assembléia locais, conhecidos como sinagogas, surgiram em diversos lugares, e para estes os copistas tinham de fazer a mão cópias dos manuscritos bíblicos. Faziam isso com grande cuidado. — Veja ESCRIBA.

Foi Esdras, o destro copista sacerdotal, quem leu “o livro da lei de Moisés” para a congregação na restaurada Jerusalém. A competente explanação e instrução dada por Esdras e seus ajudantes, naquela ocasião, resultaram em “grande alegria” e em ricas bênçãos para o povo reunido. — Ne 8.

O salmista, com o coração ‘palpitante por causa de um assunto bom’ a respeito do Rei messiânico de Deus, disse: “Seja a minha língua o estilo de um destro copista.” (Sal 45:1-5) Tinha o desejo de que a sua língua se mostrasse eloqüente, à altura do enaltecido tema da sua composição, inspirada por Deus. Assim, o salmista desejava que sua língua funcionasse com eficiência, igual ao estilo na mão dum treinado e destro copista, alguém habilidoso.

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