sexta-feira, agosto 07, 2009

Maria Madalena Lava os Pés de Jesus

MARIA MADALENA LAVA OS PÉS DE JESUSMARIA MADALENA LAVA OS PÉS DE JESUS

Jesus talvez ainda esteja em Naim, onde há pouco ressuscitou o filho duma viúva, ou em visita a uma cidade vizinha. Certo fariseu chamado Simão deseja ver mais de perto aquele que realiza obras tão notáveis. De modo que convida Jesus a tomar uma refeição com ele.

Encarando a ocasião como oportunidade para ministrar aos presentes, Jesus aceita o convite, como tem aceitado convites para comer com cobradores de impostos e com pecadores. Entretanto, ao entrar na casa de Simão, Jesus não recebe a costumeira atenção cordial dispensada aos convidados.

Pés calçados de sandálias ficam quentes e sujos em estradas poeirentas, e é um costumeiro gesto de hospitalidade lavar os pés dos convidados com água fresca. Mas os de Jesus não são lavados ao chegar. Tampouco recebe ele o beijo de acolhida, segundo as boas maneiras comuns. E não se lhe oferece o costumeiro óleo de hospitalidade para os cabelos.

No decorrer da refeição, enquanto os convidados se recostam à mesa, uma mulher não convidada entra quietamente na sala. Ela é conhecida na cidade pela vida imoral que leva. É provável que tenha ouvido os ensinos de Jesus, inclusive o convite de que ‘todos os sobrecarregados viessem a ele, para ser reanimados’. E estando profundamente comovida com o que viu e ouviu, procura então Jesus.

A mulher vem por trás de Jesus à mesa e se ajoelha aos seus pés. À medida que suas lágrimas caem nos pés dele, ela as enxuga com os cabelos. Toma também um frasco de óleo perfumado e, beijando-lhe ternamente os pés, derrama o óleo sobre eles. Simão observa isso com desaprovação. “Este homem, se fosse profeta”, raciocina ele, “saberia quem e que espécie de mulher é que o toca, que ela é pecadora”.
Percebendo seu raciocínio, Jesus diz: “Simão, tenho algo para dizer-te.”

“Instrutor, dize-o!”, responde ele.

“Dois homens eram devedores de certo credor”, começa Jesus. “Um devia quinhentos denários, mas o outro, cinqüenta. Quando não tinham com que lhe pagar de volta, perdoou liberalmente a ambos. Portanto, qual deles o amará mais?”

“Suponho”, diz Simão, talvez com ares de indiferença diante da aparente irrelevância da pergunta, “que seja aquele a quem perdoou liberalmente mais”.

“Julgaste corretamente”, diz Jesus. E voltando-se então para a mulher, ele diz a Simão: “Observas esta mulher? Entrei na tua casa; tu não me deste água para os meus pés. Mas esta mulher molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Tu não me deste nenhum beijo; mas esta mulher, desde a hora em que entrei, não deixou de beijar ternamente os meus pés. Tu não untaste a minha cabeça com óleo; mas esta mulher untou os meus pés com óleo perfumado.”

A mulher evidenciou assim arrependimento de coração por seu passado imoral. De modo que Jesus conclui, dizendo: “Em virtude disso, eu te digo que os pecados dela, embora sejam muitos, estão perdoados, porque ela amou muito; mas aquele a quem se perdoa pouco, ama pouco.”

Jesus de modo algum está desculpando a imoralidade ou sendo conivente com ela. Antes, este incidente revela sua compreensão compassiva das pessoas que cometem erros na vida, mas que depois mostram que os lamentam e assim chegam a Cristo para obter alívio. Dando verdadeiro revigoramento à mulher, Jesus diz: “Teus pecados estão perdoados. . . . Tua fé te salvou; vai em paz.” Lucas 7:36-50; Mateus 11:28-30.