2009/11/17

Israel: Uma Nação com Sacerdotes, Profetas e Reis

Uma Nação com Sacerdotes, Profetas e Reis



Enquanto a nação de Israel ainda estava no deserto e rumando para a Terra Prometida, foi estabelecido um sacerdócio na linhagem do irmão de Moisés, Arão. Uma grande tenda portátil, ou tabernáculo, tornou-se o centro da adoração e dos sacrifícios israelitas. (Êxodo, capítulos 26-28) Com o tempo, a nação de Israel chegou à Terra Prometida, Canaã, e conquistou-a, como Deus ordenara. (Josué 1:2-6) Por fim foi estabelecido um reinado terrestre e, em 1077 AEC, Davi, da tribo de Judá, tornou-se rei. Com o seu governo, tanto o reinado como o sacerdócio foram firmemente estabelecidos num novo centro nacional, Jerusalém. — 1 Samuel 8:7.

Depois da morte de Davi, seu filho Salomão construiu um magnífico templo em Jerusalém, que substituiu o tabernáculo. Visto que Deus fizera um pacto com Davi, de que o reinado permaneceria para sempre na sua linhagem, entendia-se que um Rei ungido, o Messias, viria algum dia da linhagem de descendentes de Davi. As profecias indicavam que através desse Rei messiânico, ou “semente”, Israel e todas as nações teriam um governo perfeito. (Gênesis 22:18, Al) Esta esperança criou raízes, e a natureza messiânica da religião judaica tornou-se claramente cristalizada. — 2 Samuel 7:8-16; Salmo 72:1-20; Isaías 11:1-10; Zacarias 9:9, 10.

Contudo, os judeus deixaram-se influenciar pela falsa religião dos cananeus e de outras nações ao redor. Em resultado, eles violaram sua relação pactuada com Deus. Para corrigi-los e guiá-los de volta, Jeová enviou uma série de profetas que transmitiram as Suas mensagens ao povo. Assim, as profecias se tornaram outro aspecto ímpar da religião dos judeus e constituem grande parte das Escrituras Hebraicas. De fato, 18 livros do Antigo Testamento têm nome de profeta. — Isaías 1:4-17.

Entre tais profetas se destacam Isaías, Jeremias e Ezequiel, que avisaram a respeito da iminente punição que Jeová traria contra a nação por causa de sua adoração idólatra. Essa punição ocorreu em 607 AEC quando, devido à apostasia de Israel, Deus permitiu que Babilônia, a então potência mundial dominante, derrubasse Jerusalém e seu templo e levasse a nação ao cativeiro. De modo que os profetas estavam certos no que haviam predito, e o exílio de 70 anos de Israel, abrangendo a maior parte do sexto século AEC, é assunto de registro histórico. — 2 Crônicas 36:20, 21; Jeremias 25:11, 12; Daniel 9:2.

Em 539 AEC, Ciro, o persa, derrotou Babilônia e permitiu que os judeus reocupassem a sua terra e reconstruíssem o templo em Jerusalém. Embora um restante reagisse favoravelmente, a maioria dos judeus permaneceu sob a influência da sociedade babilônica. Mais tarde, os judeus foram afetados pela cultura persa. Assim, surgiram colônias judaicas no Oriente Médio e em volta do Mediterrâneo. Em cada comunidade veio a existir uma nova forma de adoração que envolvia a sinagoga, um centro congregacional para os judeus em cada cidade. Naturalmente, esse arranjo diminuiu a ênfase no templo reconstruído em Jerusalém. Os amplamente dispersos judeus eram agora realmente uma Diáspora. — Esdras 2:64, 65.

Nenhum comentário:

Postar um comentário