2015/07/22

Significado de Romanos 3


Significado de Romanos 3

Significado de Romanos 3 



Romanos 3

3.1 — Qual é, logo, a vantagem do judeu? Se os judeus tivessem sido logo condenados, para que serviria a nação escolhida de Deus? Ou qual a utilidade da circuncisão? Partindo do fato de que a circuncisão é o sinal da aliança entre Israel e Deus, que utilidade teria, a não ser apontar uma aliança ainda mais profunda, pelo sacrifício de Jesus, que permitiria a circuncisão do coração do ser humano para obedecer voluntariamente a Deus?

3.2 — Muita, em toda maneira. Esse verso indica que o povo judeu tem numerosas vantagens (Rm 9.4). Os oráculos de Deus são referidos em todo o Antigo Testamento, sendo leis e alianças que foram determinadas pelo próprio Deus para nação de Israel. Esta frase reafirma que os apóstolos estavam convictos da inspiração divina do Antigo Testamento. A Bíblia é a Palavra de Deus dirigida a nós.

3.3,4 — Até mesmo no caso de alguns judeus serem incrédulos em relação à Palavra divina, Deus será fiel ao que Ele prometeu (Sl 89.30-37).

3.5 — A partir de um ponto de vista meramente humano, Paulo pergunta: E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura, será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? Paulo explica que essa é uma pergunta absurda, porém feita frequentemente por muitos, de forma que ele acrescenta parenteticamente a expressão falo como homem. A sugestão de que Deus seja injusto é simplesmente absurda.

3.6 — Paulo responde a sua própria pergunta, feita no versículo 5, com outra questão. Se Deus não submeter a injustiça ao julgamento, então Ele deixará de ser justo, e o Dia do julgamento, na verdade, não acontecerá. A falha lógica é evidente, já que as demandas da justiça de Deus exigem que ele julgue a injustiça. A acusação de que Deus é injusto porque Ele julga só pode ser um argumento sem fundamento.

3.7 — A questão aqui é a mesma objeção básica presente no versículo 5, exceto pelo fato de que, desta vez, os atos pecaminosos cometidos pelo pecador servem para realçar a verdade de Deus.

3.8 — Paulo leva o argumento errôneo mais um passo à frente. Se Deus pusesse extrair o bem a partir do mal, então nós não deveríamos ser julgados por praticar o mal, pois esses atos seriam realizados para que venham bens. Deus seria considerado justo e, desse modo, será glorificado por meio do nosso pecado. Obviamente, tal ideia é equivocada. Paulo sequer faz questão de tentar discutir ou combater essa visão insensata. Ele simplesmente chama a atenção para esses que valorizam mais esse tipo de pensamento que o julgamento de Deus.

3.9-20 — Os judeus não são melhores que os gentios. Ambos são culpados devido à prática do pecado (v. 9). As citações do Antigo Testamento, livro sagrado para os judeus (v. 10-18), provam a sua culpa (v. 19). Nenhum homem pode estabelecer uma relação correta com Deus a partir do cumprimento das exigências da Lei de Moisés (v. 20).

3.9 — A questão somos nós mais excelentes é semelhante à pergunta qual é, logo, a vantagem do judeu? (v. 1). Em outras palavras: “Há qualquer outra coisa a que possamos agarrar-nos para nos proteger?” A resposta é: Nada! Porque todos os seres humanos, sem exceção, estão sob o domínio, a lei, do pecado.

3.10-18 — No afã de provar que todos estão debaixo do poder do pecado, Paulo fez citações sem qualquer introdução, coligindo vários versículos distintos do Antigo Testamento. A coleção de citações pode ser dividida em duas partes. A primeira parte é composta por declarações negativas, que enfatizam as deficiências da humanidade (v. 10-12); a segunda série de citações destaca principalmente a depravação humana (v. 13-18).

3.10 — Essa é uma citação do Salmo 14.3, que afirma: Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um. Paulo utiliza-se do termo justo porque está discutindo a condição de todas a humanidade, caracterizada pela prática da injustiça (Rm 1.18). Ninguém pode ser justificado através das próprias obras ou através da sua própria retidão diante de Deus.

3.11 — O homem natural não tem capacidade para entender as verdades espirituais (1 Co 2.14), pois não busca diligentemente seguir a Deus. Ou melhor, as pessoas estão satisfeitas com a aparência exterior, com a religiosidade.

3.12 — Todos se extraviaram. Desviaram-se para longe do caminho de Deus. Inúteis. Ou seja, sem utilidade para Deus e Seus bons propósitos. Não há quem faça o bem. Apartadas de Deus, falta às pessoas a verdadeira bondade e benignidade. Ainda que algumas delas ajam com cordialidade e amor, seus atos, no fim das contas, são destituídos de qualquer valor, por não serem provenientes de um coração que conhece a Deus e quer glorificá-lo (Rm 1.21). Até mesmo um bom sujeito pode estar se rebelando contra Deus ou buscando os seus próprios interesses ao praticar atos de bondade.

3.13 — Para mostrar a total depravação da humanidade, Paulo cita passagens dos Salmos que descrevem o mal que pode vir da garganta, da língua, dos lábios, da boca, dos pés e dos olhos do ser humano. O coração é comparado a um sepulcro onde foi enterrada a semente da morte. A garganta revela em seu interior a corrupção, a decadência espiritual. Os lábios estão cheios de peçonha de áspides; a raça humana é fonte de veneno mortal.

3.14 — Os seres humanos, quando separados de Deus, não abençoam uns aos outros. Eles se amaldiçoam mutuamente com frequência. São amargos, não amorosos.

3.15-17 — Ligeiros para derramar sangue. Pessoas distanciadas de Deus são propensas à violência. Eles cometem crimes e matam porque não têm nenhum respeito pela vida de seu semelhante.

3.18 — Temor de Deus é uma expressão do Antigo Testamento referente à reverência devida a Deus. No testemunho veterotestamentário se diz que esse temor é o princípio do conhecimento, ou da sabedoria (Jó 28.28; Pv 1.7). As pessoas sem Deus estão espiritualmente mortas; assim, só lhes é possível produzir engano, dano e destruição.

3.19 — Ora, nós sabemos que tudo o que a Lei diz- Esta sentença é uma alusão aos versículos 10 a 18. Todo o mundo. Sejam judeus ou gentios, todo ser humano é condenável diante Deus.

3.20 — Justificado. Este é um termo legal, utilizado pelo advogado em um julgamento. A palavra significa ser declarado íntegro. Ninguém será declarado íntegro fazendo o que Deus requer na Lei. Esse fato confirma que a Lei não foi dada para justificar os pecadores, mas expor os seus pecados (v. 19).

3.21 — Neste contexto, a justiça de Deus não se refere ao atributo divino, mas ao ato divino através do qual Deus declara um pecador íntegro. Essa é a justiça de Deus. Uma justiça sem a Lei. Essa última expressão é forte, pois consiste na declaração de que a retidão é categoricamente determinada separadamente de qualquer lei. Vê-se o uso dessa mesma expressão em Hebreus 4-15, onde o escritor afirma que o Senhor Jesus foi tentado em todas as coisas de forma semelhante a nós, mas sem pecado. Da mesma maneira que Jesus Cristo e o pecado não têm qualquer ligação, a justiça não foi manifestada pela observância da Lei, mas através da cruz quando Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus (2 Co 5.21).

3.22, 23 — Deus revelou às pessoas a forma pela qual eles deveriam viver, mas ninguém pode obedecer as normas de Deus com perfeição. Todos pecaram. Somos incapazes de satisfazer os propósitos para os quais Deus nos criou; todos nós estamos destituídos da glória de Deus. Sendo assim, não podemos salvar a nós mesmos, uma vez que sendo pecadores, jamais satisfaremos às exigências divinas. Nossa única esperança é a fé em Jesus Cristo.

3.24 — Aqueles que creem (v. 22) estão justificados. São declarados íntegros, justos; são libertos, gratuitamente, pela graça de Deus, alcançados pelo Seu favor. Cristo Jesus morreu para promover a redenção, ou seja, Ele morreu para pagar o preço exigido para o resgate dos pecadores. Pagando o preço do pecado com Sua morte, Jesus pode livrar as pessoas dos seus pecados e transferir para aquelas que crerem nele a Sua retidão. A partir da justiça de Cristo, e somente dela, os cristãos podem chegar ao trono de Deus com louvores. Por iniciativa divina, nossa comunhão íntima com o Senhor foi restabelecida.

3.25, 26 — Pela Sua morte, Cristo satisfez a justiça de Deus. Ele pagou a dívida decorrente do pecado por completo. Paulo cita duas razões pelas quais a justiça de Deus é concedida através da morte de Cristo. A primeira é “demonstrar” que Deus é justo, pois não julga os pecados cometidos antes da cruz. A segunda razão para a cruz é que por ela Deus quis mostrar a Sua justiça e, ao mesmo tempo, declarar que os pecadores são íntegros. Por causa da morte de Cristo, Deus não compromete Sua santidade quando Ele perdoa um pecador.

3.27 — Lei da fé. Paulo utiliza aqui um jogo de palavras. A Lei, ou a norma de Deus, geralmente é associada às obras. Mas Paulo afirma que alguém só pode estar de acordo com o padrão estabelecido pela vontade de Deus quando se apartar da justificação através das obras humanas. Logo, essa lei é a fé Qoão 6.28,29). Paulo conclui este versículo com uma resposta que silenciou os judeus que depositavam a sua confiança no seu próprio conhecimento e na sua fidelidade à Lei (Rm 2.17,23). A Lei apenas poderia resultar em sua condenação, mas Deus operava para a sua salvação. A glória dos judeus deveria estar apenas em Deus.

3.28 — Nenhuma carne será justificada. Ou seja, ninguém será declarado íntegro (v. 20) pelas obras da Lei. Sendo assim, a salvação é apenas pela fé (Rm 4-23-25; 5.1). Nada que fizermos nos tornará capazes de alcançarmos nossa própria salvação. Só Deus é capaz de salvar, e a salvação é um dom gratuito que somente Ele pode nos conceder. Ninguém poderia estar diante de Deus gloriando-se pelas suas próprias boas ações. Deus é o único que é integralmente justo e, por essa razão, Ele deve ser louvado.

3.29 — Se Deus desse a salvação através da Lei de Moisés, Ele seria Deus apenas dos judeus, porque a Lei mosaica foi dada aos judeus.

3.30 — Deus é um só. Ele é o Deus de judeus e gentios. Ele justificará a ambos pela fé.

3.30 — E possível fazer uma distinção entre por e por intermédio. Paulo, porém, usa ambos os termos provavelmente para expressar a mesma ideia, já que tanto os circuncidados quanto os incircuncisos são salvos da mesma maneira — pela fé.

3.31 — A lei pode ter três significados diferentes nesta passagem, e o evangelho satisfaz todos eles. Se a palavra lei aqui é uma alusão à Lei de Moisés, ou seja, ao Pentateuco, então a passagem diz respeito ao modo pelo qual Jesus cumpriu completamente as exigências da Lei. Se, porém, o termo Lei referir-se a todo o Antigo Testamento, então o evangelho cumpre as promessas da vinda de Cristo e resulta no perdão dos pecados. Se a palavra lei for uma norma moral, então o evangelho a cumpre, porque é através de Cristo que as pessoas são capacitadas, pelo Espírito Santo, a viverem de modo agradável a Deus.

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Um comentário:

EMERSONFRANCA disse...

DEUS PROVERA O CORDEIRO-GENESIS-22.14

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