2015/09/08

Significado de Êxodo 14

Significado de Êxodo 14

Significado de Êxodo 14


Êxodo 14

14.1— 15.21 — A travessia do mar Vermelho (ou mar de juncos), o ápice da saída do Egito, é narrada em prosa em uma passagem (cap. 14) e em poesia em outra, como um cântico de louvor a Deus (cap. 15).

14.2 — As áreas que correspondem a Pi-Hairote, Migdol e Baal-Zefom são desconhecidas hoje em dia.

Pi-Hairote pode ser a tradução de um nome egípcio, talvez morada de Hator [no panteão egípcio, a deusa protetora das mulheres, a divindade dos céus, do amor, da alegria, do vinho, da dança e da fertilidade; era uma das mais veneradas do Egito antigo], ou algo similar. Migdol quer dizer torre, e provavelmente faz alusão a uma característica topográfica. Baal-Zefom significa Baal do norte, uma palavra que sugere que as crenças dos cananeus se estenderam a essa região. Deus disse aos israelitas para acamparem à beira-mar, para que Ele pudesse, mais tarde, libertá-los milagrosamente.

14.3 — Os egípcios notaram a rota de escape de Israel e perceberam a mudança de direção (v. 2) . Assim, concluíram que os israelitas estavam embaraçados na terra (ou vagando confusos, de acordo com a nvi). Esta era uma estratégia, claro, orquestrada pelo próprio Deus.

14.4,5E eu endurecerei o coração de Faraó. Acerca desse assunto, veja Êxodo 3.19;4.21;5.2; 7.3,13,14; 14-8. Mais um golpe foi desferido contra o rei do Egito. O significado da expressão serei glorificado é importante. A primeira vez que Moisés e Arão se aproximaram de faraó (Êx 5.1-9), este tratou com desprezo a Deus e aos dois homens. Com a derrota final do monarca, o nome do Senhor (isto é, Yahweh) e Sua associação com o povo de Israel seriam conhecidos e honrados em toda a terra.

14.6,7— E tomou [...] todos os carros do Egito. Ao comando de faraó, os oficiais perseguiram os israelitas. Seiscentos carros escolhidos eram uma força enorme. Os carros de guerra nos tempos antigos exerciam uma larga vantagem sobre os soldados a pé.

14.8 — O Senhor endureceu o coração de Faraó, como Ele prometera em Êxodo 14-4-

14.9-11 — Não podemos culpar as pessoas por temerem. O medo em si não é um pecado. Entretanto, o comentário sarcástico dirigido a Moisés (e, consequentemente, ao Senhor) de que não havia sepulcros no Egito demonstrava pouca fé. Esta é apenas a primeira de uma série de reclamações que o povo proferiu contra Moisés. Uma após a outra, suas queixas foram crescendo em hostilidade (Êx 16.2,3;17.2,3).

14.12 — A declaração deixa-nos, que sirvamos aos egípcios reporta-nos à réplica de Israel a Moisés e Arão após sua primeira e infeliz conversa com faraó (Êx 5.21).

14.13 — Não temais é uma grande afirmação de fé de Moisés.

14.13,14 — Apesar das ásperas palavras dos homens, Moisés não se revoltou contra o povo que o acusava. Em vez disso, ele encorajou os israelitas com a promessa de ver o livramento do Senhor. A palavra no hebraico para livramento, yeshú'â, vem de um termo que tem a ver com cômodo ou espaço. As pessoas estavam sob grande pressão, sem saída e espremidas entre as águas e o exército de faraó. O livramento aliviaria a pressão de uma maneira comovente. Esta salvação viria do Senhor, e Ele seria louvado por causa disso (Êx 14.30; 15.2).

14.15 — A ordem dada aos israelitas era: marchem; eles não deveriam retroceder nem desistir.

14.16-18— A vara de Moisés é o mesmo célebre cajado por meio do qual Deus operou milagres (Êx 4-20); o mesmo que Moisés e Arão usaram para evocar muitas das pragas contra os egípcios (Êx4.1-8;7.9,20;8.5,16;9.23;10.13,22;17.5,9). O poder de Deus seria manifesto de uma maneira tremenda. Os israelitas provavelmente pensavam que o mar seria um obstáculo intransponível. A divisão do mar Vermelho, por obediência à ordem de Deus dada a Moisés, estende a tua mão, seria uma demonstração inesquecível de que as forças da natureza em toda a criação estavam definitivamente sob o comando divino (SI 93).

14.19 — Neste versículo, observa-se que o Anjo de Deus e a coluna de nuvem agiram para proteger e guiar os israelitas (Êx 23.20,23;33.9-11). O termo Anjo de Deus é outra expressão para anjo do Senhor. A coluna é, posteriormente, associada ao próprio Senhor (Êx 33.9-11).

14.20 — A coluna de nuvem atuava de duas maneiras diferentes: era escuridade para os egípcios, não permitindo que caminhassem e se aproximassem dos hebreus; e funcionava como uma barreira protetora para os israelitas. Toda a noite Deus confundiu os egípcios e fez com que os israelitas passassem por entre o mar.

14.21 — Moisés estendeu a sua mão [...] e o Senhor fez retirar o mar. O Senhor ordenou a Moisés que estendesse seu cajado (v. 16). Este não era uma varinha de condão. O poder emanava do próprio Senhor, e não do objeto. Uma das forças da natureza que Deus usou para separar as águas foi um forte vento oriental. Assim, imaginamos um vento extraordinariamente impetuoso, com foco direcionado, abrindo um corredor e formando duas paredes de água.

14.22 — O efeito do vento foi tão forte que o leito do mar secou totalmente. Foi um ato de fé da parte de Israel atravessar peio meio do mar em seco. Os hebreus poderiam ter-se recusado a cruzá-lo e, assim, não seriam livrados do exército egípcio.

14.23 — Os egípcios seguiram-nos. Os assustados e confusos egípcios perseguiram os israelitas até mesmo no caminho que se abriu entre o mar Vermelho.

14.24 — O Senhor esperou até que chegasse a hora certa. Assim, Ele fez com que acontecesse um alvoroço entre os egípcios no fim da madrugada, enquanto ainda estava escuro.

14.25-27 — Sem as rodas, os carros de guerra ficaram tão imprestáveis que não representavam mais uma ameaça. Diante desse quadro desesperador, os egípcios disseram: o Senhor por eles peleja contra os egípcios. Esta era a confissão que Deus esperava. As notícias se espalharam vastamente e de forma rápida. O Senhor lutava pelos israelitas (v. 4,17,18).

14.28,29 — Todos os soldados egípcios e os cavalos que entraram na parte seca do mar não sobreviveram quando as águas voltaram ao seu lugar. A derrota foi completa. Não há dúvida de que alguns guerreiros egípcios não entraram no corredor de água e sobreviveram. E foram justamente estes homens que espalharam as notícias a respeito do Senhor, o Guerreiro de Israel.

14.30 — A forma verbal salvou, neste versículo, traduz uma maravilhosa imagem de libertação expressa em hebraico pela palavra yasha. Agora, os israelitas tinham “espaço para respirar”.

14.31 — A grande mão significa a grande obra, isto é, Deus realizou, e Moisés foi apenas um instrumento (Êx 15.16). Este apoteótico versículo fala do genuíno sentimento dos israelitas no fim de sua experiência de libertação divina e no começo de sua jornada de fé. Quando lemos temeu o povo ao Senhor e as palavras que se seguem, compreendemos que Israel confiou em Deus e também renasceu como povo. Os hebreus creram no Senhor (a mesma expressão é usada para descrever a fé libertadora de Abraão em Gênesis 15.6; leia o comentário de Paulo em Romanos 4). Também foi muito importante o fato de que as pessoas confiaram no servo de Deus, Moisés. No começo dessa miraculosa provação, elas não tinham acreditado no profeta (Êx 6.9). O povo foi transformado espiritualmente à medida que foi liberto fisicamente. Logo, não causa surpresa sua entoação de um cântico (cap. 15).

Índice: Êxodo 1 Êxodo 2 Êxodo 3 Êxodo 4 Êxodo 5 Êxodo 6 Êxodo 7 Êxodo 8 Êxodo 9 Êxodo 10 Êxodo 11 Êxodo 12 Êxodo 13 Êxodo 14 Êxodo 15 Êxodo 16 Êxodo 17 Êxodo 18 Êxodo 19 Êxodo 20 Êxodo 21 Êxodo 22 Êxodo 23 Êxodo 24 Êxodo 25 Êxodo 26 Êxodo 27 Êxodo 28 Êxodo 29 Êxodo 30 Êxodo 31 Êxodo 32 Êxodo 33 Êxodo 34 Êxodo 35 Êxodo 36 Êxodo 37 Êxodo 38 Êxodo 39 Êxodo 40

Um comentário:

Missionária Cleide Rodrigues Cleidinha disse...

Quem é este que o vento oriental e as águas do mar lhe obedecem? A respeito do livramento do seu povo, o Supremo Deus!

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