2015/09/08

Significado de Êxodo 16

Significado de Êxodo 16

Significado de Êxodo 16


Êxodo 16

16.1 — O exato lugar do deserto de Sim é incerto. A posição descrita, entre Elim e o Sinai, depende da localização do monte Sinai. O termo mês segundo indica que se passou um mês após a saída do Egito (compare com Êx 12.2,18,40).

16.2 — Toda a congregação. Esta expressão indica que houve uma inconformidade geral, mas não que não houvesse exceção. O verbo murmurou usado neste versículo é o mesmo utilizado em Êxodo 15.24 e 16.7. A questão principal neste texto é a impaciência dos israelitas.

16.3 — Quem dera que nós morrêssemos por mão do Senhor. Como os israelitas puderam dar voz a esta ultrajante queixa? Tudo o que Deus fez por Israel usando a Sua destra teve como finalidade misericórdia e libertação. Essa reclamação era a respeito de comida (para um lamento similar acerca de água, leia Êx 15.22-26). Depois do grande resgate dos israelitas realizado por Deus e do abastecimento de água para o povo, eles ainda não conseguiam enxergar que a provisão de alimento seria um ato pequeno para o grande Deus?

16.4 — A resposta de Deus para a queixa do povo foi uma promessa de pão do céu (maná, v. 15). O Senhor pessoalmente supriria a necessidade de alimento dos hebreus. Entretanto, o recebimento desta bênção maravilhosa foi impedido pela atitude dos israelitas. O que poderia ter sido uma alegre descoberta se tornou uma manifestação amarga. Neste sentido, a porção necessária diz respeito à quantidade diária de maná (v. 5). A sentença para que eu veja se anda em minha lei ou não significa testar o que alguém realmente é (Êx 15.25;20.20), e não fazer com que alguém falhe.

16.5 — Conseguir o dobro do que recolheram no sexto dia permitiria o descanso do Shabat (v. 25).

16.6,7 — Sabereis. O povo experimentaria o poder de Deus de uma nova forma (v. 12). Além disso, os israelitas teriam um renovado sentido da presença divina, como indica a afirmação vereis a glória do Senhor, e uma posterior prova da Sua misericórdia.

16.8,9 — Chegai-vos para diante do Senhor. A ideia é relativa. Eles não chegariam tão perto (Êx 19.21).

16.10,11 — Deus é Espírito (Jo 4.24). Assim, Ele varia as formas nas quais se apresenta. A glória do Senhor é uma das grandes teofanias (aparições de Deus) registradas em Êxodo. Deus apareceu pela primeira vez para Moisés em uma sarça flamejante (cap. 3). Não sabemos ao certo o que as pessoas viram na nuvem, mas o sinal certamente faz com que elas ficassem cientes da majestade de Deus e de Sua onipotente presença (SI 97.2-5).

16.12 — Deus prometeu uma ampla provisão de carne e pão para Israel. O Senhor forneceu a comida para que os israelitas não tivessem dúvida alguma a respeito de que Ele estava ao lado de Seu povo e também zelava por este, como nos informa o verbo sabereis.

16.13 — Deus proveu carne por meio de um acontecimento natural, pela migração de codornizes para a região. Esta era a benevolente provisão divina. As codornizes vieram na hora certa e em grande número. Em uma ocasião posterior, as aves chegariam com um julgamento (Nm 11.31-35).

16.14,15 — Uma coisa miúda. Há várias tentativas de explicar o maná como uma substância de ocorrência natural que ainda possa ser encontrada no deserto. Alguns o identificam como um inseto ou uma seiva de planta. A construção frasal destes versículos dá a ideia de tal semelhança. Mas, a descrição do maná em dois trechos (v. 14,31) é realmente necessária, porque ele não era uma substância de ocorrência natural (leia a exposição em Nm 11.1-15).

A pergunta dos israelitas, que é isto?, deu origem ao nome do pão misterioso, maná (v. 31), pois esse questionamento é exatamente o significado dessa palavra no hebraico. O maná podia ser pilado e transformado em pão, por isso a afirmação de Moisés este é o pão. Ademais, era algo especial, um presente de Deus, como se verifica na declaração o Senhor vos deu.

16.16 — Haveria maná suficiente para cada pessoa. Desta forma, ninguém precisaria recolher mais do que o necessário. A medida hebraica de um gômer é usada somente neste capítulo da Bíblia. Corresponde a aproximadamente 2 litros. O versículo 36 explica que isso era um décimo da efa.

16.17-19 — A dependência diária dos israelitas para com o maná era um ato de fé, por isso foi dada a instrução: ninguém deixe dele para amanhã. As pessoas não precisariam recolher mais do que a quantidade necessária para o consumo diário, porque haveria mais maná no dia seguinte. Não fazer isso era mostrar-se em dúvida quanto à provisão divina.

16.20 — A palavra traduzida do hebraico como cheirava mal é uma forma do termo ha 'ash, também usado pelos oficiais israelitas para descrever como o povo hebreu se sentiu quando Moisés e Arão foram falar pela primeira vez com faraó: fizestes o nosso cheiro repelente diante de Faraó, ou, em outra versão, "Vocês atraíram o ódio do faraó” (Êx 5.21 nvi). A declaração indignou-se Moisés contra eles mostra que o líder de Israel se irritou em mais uma das várias ocasiões em que o povo não seguiu as instruções do Senhor!

16.21 — O maná não recolhido derretia-se durante o dia.

16.22-26 — Talvez a característica mais surpreendente do maná fosse relativa ao Shabat. No sexto dia da semana, as pessoas deveriam recolher, para cada indivíduo, uma quantidade suficiente para dois dias. Em qualquer outro dia, o maná guardado estragava imediatamente e criava bicho. Entretanto, no Shabat, o maná armazenado do dia anterior continuava fresco como se tivesse acabado de ser preparado.

Este é o argumento mais forte e convincente de que esse “pão” não era uma substância de ocorrência natural. As características do maná, como o período de colheita e armazenamento, expresso com as palavras seis dias [...] sábado, reforçavam a recordação da importância do Shabat na vida do povo de Israel (Êx 20.8-11).

16.27-31 — Alguns dos israelitas não respeitaram ou não compreenderam as instruções de Moisés e saíram no sábado para recolher o maná. A indignação do Senhor com o povo, demonstrada na expressão interrogativa até quando, ocorreu em virtude de o Seu comando ter sido bastante claro, mas, ainda assim, ignorado por algumas pessoas.

16.31 — Semente de coentro [...] mel. Aparentemente o maná era muito saboroso e também muito nutritivo. Este foi o alimento principal dos israelitas durante toda uma geração.

16.32,33 — Um vaso com maná seria para as futuras gerações como uma lembrança da miraculosa obra feita por Deus durante o período em que Israel esteve no deserto. De fato, esse recipiente de maná era um milagre contínuo, visto que a substância apodrecia rapidamente e enchia-se de bichos caso fosse armazenada mais do que um dia (v. 20). Contudo, o vaso com pão dos céus posto diante do Senhor seria conservado durante séculos sem estragar.

16.34-36 — Quarenta anos. O término da jornada no deserto é antecipado antes que os acontecimentos intermediários sejam registrados.

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