2015/09/08

Significado de Êxodo 19

Significado de Êxodo 19

Significado de Êxodo 19


Êxodo 19

19.1,2 — A chegada da comunidade de Israel ao monte Sinai foi o importante acontecimento que moldaria a história subsequente. O narrador (Moisés) ficou tremendamente impressionado com a sincronia de tempo do Senhor (Êx 12.41,51). Provavelmente, mesmo dia indica exatamente dois meses após o êxodo, o décimo quarto dia do terceiro mês (Êx 12.2,18;13.4;16.1). A primeira vez que Moisés se encontrou com Deus foi diante de um monte. Naquela época, o Senhor prometeu que israelitas adorariam a Deus nesse lugar (Êx 3.12). Esta promessa divina estava para ser cumprida.


19.3 — E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte. O profeta era o único que tinha acesso pessoal ao Senhor (Êx 33.9-11; Nm 12). Moisés era o intermediário entre Deus e o povo. 19.4 — A expressão poética sobre asas de águia é uma maravilhosa forma de descrever a libertação dos israelitas da escravidão egípcia. O Senhor resgatara Seu povo do cativeiro e levara-o até Ele. Esse tipo de linguagem não apenas representa a salvação de Israel dos egípcios, como também retrata nossa salvação do pecado.

19.5-8 — Pela primeira vez em Êxodo, o termo concerto (hb. berit) é usado para descrever o acordo solene entre o Senhor e os israelitas no monte Sinai, algumas vezes chamado de aliança mosaica (Êx 24-1-8;31.12-18;34.27,28). Em passagens anteriores no livro de Êxodo, esse termo foi usado para a aliança abraâmica (Ex 2.24;6.3-5). A mesma palavra é utilizada em referências aos tratados que ligavam Israel a outras nações (Êx 23.32;34.12,15).

19.9 — Deus planejou revelar uma parte de Seu esplendor a um povo que estava despreparado para uma revelação completa. Assim, Ele apareceu em uma nuvem espessa. Um grande estudioso chama este fenômeno de “Sua elusiva presença”, indicando que a santidade de Deus requer Seu caráter quando se trata da revelação de Suas maravilhas ao povo.

19.10,11 — As pessoas seriam instruídas de forma que estivessem preparadas para a visita do Deus vivo. Elas deveriam ser santificadas, isto é, passar por ritos de purificação para que ficassem cerimonialmente prontas para o encontro.

19.12 — Deus ordenou a Moisés que estabelecesse limites para o povo. Ninguém poderia chegar perto de onde o Todo-poderoso e o profeta estavam, mantendo assim certa distância. No primeiro encontro de Deus com Moisés, junto à sarça em chamas, o Senhor determinou que ele tirasse suas sandálias (Ex 3.5). No caso em análise, as pessoas sequer se aproximariam.

19.13 — Não viverá. A ameaça de morte demonstrava a seriedade do que estava para acontecer. Como deve ter sido antecipar com terror e maravilha o tão próximo encontro com o Deus vivo? Quando a buzina, que era um chifre de carneiro (como em Js 6.4), soasse longamente, o povo poderia subir o monte.

19.14,15 — As relações sexuais também estavam proibidas durante os três dias, pois tornariam a cerimônia impura.

19.16,17 — A aparição do Senhor foi um espetacular acontecimento envolvendo trovões, relâmpagos e a espessa nuvem. O deus cananeu Baal estava associado a estes elementos na época. Seus seguidores achavam que ele era o senhor da tempestade. Assim, nuvens, trovões e raios eram frequentemente associados a tal divindade. Entretanto, Israel aprendeu que seu Senhor era o Deus vivo. Ele próprio se envolveu em uma espessa nuvem, enviou relâmpagos e trovoadas, iluminou a terra e encheu os céus com Suas maravilhas. Surpreendentemente, uma trombeta ressoou, mas não era ninguém no acampamento de Israel; era algo celestial (compare com Is 27.13; 1 Co 15.52; 1 Ts 4 -16). Os israelitas nunca tinham ouvido semelhante som. Não é de espantar- se que tremeram de medo (Êx 20. 18, 19).

19.18 — Mesmo que saibamos que Deus é onipresente, o uso da expressão o Senhor descera nos dá uma perfeita noção de Sua graça misericordiosa. O onipotente Criador veio a terra para encontrar os israelitas. Sua presença despertou um esmagador sentimento de medo. A fumaça era um invólucro para a glória de Deus, e o fogo junto à fumaça também lembrava o povo de Seu grande esplendor.

19.19-25 — O sonido da buzina (v. 19) não era apenas uma simples distração. Tudo fazia parte da investida que aflorava todos os sentidos — a sobrecarga espetacular de sons e imagens. Apesar da contínua e cada vez maior demonstração da glória divina, Moisés se aproximou de Deus, mesmo que todas as outras pessoas estivessem retrocedendo diante de tal acontecimento.

Índice: Êxodo 1 Êxodo 2 Êxodo 3 Êxodo 4 Êxodo 5 Êxodo 6 Êxodo 7 Êxodo 8 Êxodo 9 Êxodo 10 Êxodo 11 Êxodo 12 Êxodo 13 Êxodo 14 Êxodo 15 Êxodo 16 Êxodo 17 Êxodo 18 Êxodo 19 Êxodo 20 Êxodo 21 Êxodo 22 Êxodo 23 Êxodo 24 Êxodo 25 Êxodo 26 Êxodo 27 Êxodo 28 Êxodo 29 Êxodo 30 Êxodo 31 Êxodo 32 Êxodo 33 Êxodo 34 Êxodo 35 Êxodo 36 Êxodo 37 Êxodo 38 Êxodo 39 Êxodo 40

Nenhum comentário:

Postar um comentário