2015/09/08

Significado de Êxodo 22

Significado de Êxodo 22

Significado de Êxodo 22


Êxodo 22

22.1-4 — Assim como o roubo nos EUA, no século 19, era muitas vezes punido com o enforcamento (pois havia uma grande perda sofrida pela vítima), a subtração de um boi ou uma ovelha também acarretava pesadas penalidades. Geralmente, a indenização era maior do que o valor do próprio animal.

Se um ladrão entrasse em uma casa durante o dia e fosse morto, ou seja, se o sol houver saído sobre ele, aquele que o matou teria feito uso indevido da força (lex talionis, Êx 21.23-25). O correto seria levar o ladrão aos juízes para que ressarcisse a perda da pessoa lesada. Caso o ladrão não pudesse pagar pela perda, o que é chamado na Bíblia de restituição, seria vendido como escravo.

22.5-13 — A restituição também era imposta quando alguém permitia que seu rebanho pastasse em um campo que não fosse o próprio (v. 5); quando um indivíduo causasse um incêndio que prejudicasse as plantas e a colheita de outrem (v. 6); quando posses e mercadorias fossem deixadas aos cuidados de terceiros e estas desaparecessem em circunstâncias suspeitas (v. 7,8). Como nas leis anteriores, acreditamos que cada uma dessas sentenças foi o resultado de casos específicos de queixas levadas até Moisés para que este proferisse uma resposta vinda de Deus.

22.10-13 — Em alguns casos de má administração, um juramento diante do Senhor era aceito como testemunho de inocência. Em outras situações, requeria-se uma restituição, a.menos que se provasse que a perda se dera em circunstâncias que fugiam ao controle do responsável pela segurança do animal.

22.14,15 — O empréstimo também tinha as suas consequências, da mesma forma que acontece hoje em dia. Entretanto, se algo fosse perdido ou danificado na presença do dono do bem, não haveria a necessidade de restituição.

22.16,17 — Deitar-se com uma mulher virgem sem o compromisso do casamento era considerado uma afronta grave. Logo, o homem deveria pagar o preço de seu dote e casar-se com ela (com a permissão do pai). Esta penalidade visava desencorajar o comportamento negligente dos rapazes.

22.18-21 — A Bíblia não registra nenhuma execução de feiticeiros, mas relata as mortais consequências da falsa adoração (Êx 32; Nm 25).

22.22-24 — Uma preocupação em particular foi expressa a respeito das viúvas e dos órfãos, pois eram pessoas desamparadas. Assim, aqueles que poderiam vir a ser seus potenciais molestadores precisavam ficar cientes de que não sairiam impunes, pois Deus estava do lado mais fraco. A afirmação eles clamaram a mim e a consequência desse clamor demonstram o quão importantes para o Senhor eram os oprimidos. [Veja comentário em Êxodo 8.2.] Isso é corroborado pela declaração minha ira se acenderá. Ninguém em perfeito juízo provocaria a ira divina. A destruição do ofensor colocaria a sua própria família em igual condição de desamparo. A questão que envolve o modo de tratar as viúvas e os órfãos se configura um tema importante da moralidade pública e privada no pensamento bíblico.

22.25-27 — Deus também teve uma preocupação especial com os pobres de Israel. Estes não deveriam ficar sujeitos às práticas abusivas dos agiotas e tampouco ter as posses de que necessitavam para sobreviver confiscadas como garantia. Concluindo este versículo, o Senhor declara por que é certo e apropriado para aquele em desgraça clamar por Ele. Deus diz: sou misericordioso, antecipando a grande revelação de Seu caráter compassivo a Moisés em Êxodo 34.6,7.

22.28 — Os juízes não amaldiçoarás. A mesma honra dada a Deus, o soberano Rei, tinha de ser devida aos Seus representantes. Então, blasfemar contra um juiz ou um príncipe, proferindo maldição, representava um desrespeito à autoridade divina.

22.29,30 — A oferta dos primeiros frutos e a apresentação dos primogênitos ao Senhor deveriam ser feitas prontamente. Os filhos tinham de ser consagrados a Deus (Êx 13.11-16) no oitavo dia. Este ato lembrava os israelitas de que tudo o que eles possuíam era um presente do Senhor.

22.31 — A ordem ser-me-eis homens santos demonstra que Israel foi separada pelo Senhor das outras nações, considerada povo de Deus (Êx 19.5,6). Em virtude disso, foi-lhe exigido não comereis carne despedaçada no campo. Provavelmente, tal alimento não podia ser consumido porque todo o sangue ainda não tinha se esvaído da carne. A ingestão de sangue tornava a pessoa impura (Lv 7.24-27).

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