2015/09/08

Significado de Êxodo 24

Significado de Êxodo 24

Significado de Êxodo 24


Êxodo 24

24.1,2 — A expressão se chegará ao Senhor fala da graça de Deus e de Sua santidade. As pessoas só podiam aproximar-se dele de acordo com Suas ordenanças. Por causa de Sua maravilhosa graça, o profeta foi chamado para se achegar a Ele. Contudo, apenas Moisés poderia fazer isso. Arão e seus filhos Nadabe e Abiú, com mais 70 anciãos, tiveram permissão para subir ao Senhor, mas somente poderiam inclinar-se de longe. A posterior morte de Nadabe e Abiú (Lv 10.1,2) foi trágica, considerando o seu grande privilégio diante do Altíssimo.

No tocante aos anciãos, o número setenta é citado pela primeira vez e faz referência à quantidade de líderes capazes mencionados na conversa de Moisés e Jetro (Êx 18.24-27;24.9; Nm 11.16,24,25). O comando dado a todos, exceto a Moisés, foi inclinai-vos de longe. Nesta passagem, inclinai-vos significa literalmente curvar-se para a terra, num gesto de adoração a Deus.

24.3 — Palavras [...] estatutos. Este é um trecho em que percebemos claramente duas das várias formas nas quais a Palavra do Senhor chegou a Moisés (Êx 13.1).

24.4 — Moisés escreveu. Alguns estudiosos do Pentateuco acreditam que os líderes de Israel idealizaram ou exageraram a vida de Moisés com heróicas proposições de unificar a nação, e que as leis e as histórias encontradas em Êxodo foram escritas muitos séculos após sua morte. Entretanto, as Escrituras atestam que o profeta de fato redigiu as ordens e instruções que ouvira do S e nhor (Êx 17.14;34.27,28; Nm 33.2).

Além disso, Moisés edificou um altar e doze monumentos, que neste versículo não devem ser confundidos com os pilares dos deuses cananeus (Êx 23.24). Portanto, as doze tribos de Israel, ou seja, toda a nação seria representada em adoração.

24.5 — Jovens dos filhos de Israel ofereceram sacrifícios porque o sacerdócio ainda não havia sido estabelecido.

24.5 — Holocaustos eram ofertas queimadas por inteiro nos altares (Lv 1), e sacrifícios pacíficos eram ofertas de comunhão perante o Senhor (Lv 3).

24.6 — O derramamento de sangue sobre o altar deve ter sido uma cerimônia intimidadora e inspiradora. O sangue do sacrifício do Antigo Testamento prenunciou a morte do Salvador, Jesus Cristo. O sacrifício de bois e cabras era um sistema imperfeito que seria substituído pela crucificação do Filho unigênito de Deus (Ex 12.7; Rm 3.23-26; Hb 10.4,10).

24.7 — O livro do concerto provavelmente continha as instruções e as sentenças de Êxodo 20.22—23.33 que foram registradas por Moisés (v. 3,4). Embora o livro (mais precisamente, o rolo) existisse em sua forma escrita, este era lido para as pessoas. Os documentos escritos não estavam amplamente disponíveis para todos, e a literatura ficava restrita a poucos. Assim, a Lei era disseminada oralmente. Quanto à obediência a ela, pela segunda vez (v. 3) o povo fez um pronunciamento solene a respeito disso, como se verifica na declaração faremos e obedeceremos.

24.8 — A aspersão do sangue sobre o povo fixou a aliança entre Israel e Deus. Da mesma forma que as casas dos israelitas ficaram “sob o sangue” na época da passagem no Egito (cap. 12), agora, as próprias pessoas estavam sob o sangue da aliança do Senhor. Isto se assemelha ao nosso relacionamento com Ele, tornado possível pelo sangue do Cordeiro de Deus (1 Pe 1.2).

24.9-11 — As pessoas citadas no versículo 1 deste capítulo viram o Deus de Israel. A menção de seus pés e de sua mão indica que elas avistaram uma manifestação do Senhor em um tipo de forma humana. Talvez esta fosse a aparência de Jesus antes de Sua encarnação (Êx 23.20). A falta de detalhes nos lembra que qualquer tentativa de descrever a glória divina é, de certa forma, insuficiente.

O trecho ele não estendeu a sua mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel se refere aos anciãos dos versículos 1 e 9 e, provavelmente, sugere que o Senhor de fato pôs Sua mão sobre Moisés (v. 12-18). A repetição da afirmação viram a Deus dá ênfase ao acontecimento.

Após verem a Deus, os escolhidos comeram e beberam. A refeição festiva da aliança provavelmente incluía a carne dos sacrifícios pacíficos, o pão e o vinho. Esta era uma grande celebração da presença do Deus vivo. Constituía também um relance profético da Ceia do Senhor Jesus com Seus discípulos, na qual Ele transformou os antigos símbolos de libertação do Egito (pão e vinho) em novas representações de Sua iminente morte e ressurreição (Mt 26.17-30).

24.12 — O comando sobe a mim demonstra que apenas Moisés pôde chegar perto de Deus naquela hora. Hoje, todos nós somos chamados a ter uma viva comunhão com Ele por intermédio de Jesus (Hb 4-14-16).

Neste versículo também é feita a primeira menção às tábuas de pedra, nas quais o Senhor escreveu Sua lei e os mandamentos. A maioria das pessoas imagina que os primeiros quatro mandamentos (que falam sobre o relacionamento pessoal de um homem com Deus) foram escritos de um lado das tábuas e os outros seis (relativos à responsabilidade de um indivíduo perante sua família e sua comunidade), do outro lado. Entretanto, é mais provável que os Dez Mandamentos tenham sido escritos em cada uma das tábuas de pedra. Os tratados do Oriente Médio eram feitos em duplicata. Colocava-se cada uma das cópias no respectivo templo das partes envolvidas no acordo. Assim, os deuses de ambos os povos testemunhavam a aliança. Contudo, no caso dos Dez Mandamentos, possivelmente ambas as cópias foram dispostas perante o único Deus vivo. O objetivo de Deus ao fornecê-las a Moisés era instruir o povo, ideia transmitida pela forma verbal ensinares, a qual, neste texto, é a origem do substantivo traduzido como lei (hb. tôrâ).

24.13,14 — Neste trecho, o vocábulo servidor (hb. misharet) é geralmente traduzido como ministro. Josué foi a primeira pessoa mencionada durante a batalha de Israel com os amalequitas (Êx 17.9-14;32.17;33.11).

No discurso de Moisés, o plural usado com o pronome nos na instrução esperai-nos aqui sugere que Josué acompanhou Moisés até pelo menos parte do caminho de subida do monte Sinai. Talvez Josué tenha ajudado o profeta durante a vigorosa ascensão à montanha, mas não tenha recebido permissão para se aproximar da presença de Deus junto com seu líder (v. 15,18). Josué não estava com o povo durante esse período, mas podia ouvir o barulho dos israelitas, por causa da corrompida adoração ao bezerro de ouro. Mais tarde, Josué comunicou ao profeta o alarmante ruído que escutava. Quanto à menção a Hur, veja Êxodo 17.10.

24.15,16 — Moisés testemunhou o aparecimento do Senhor no meio de uma nuvem (Êx 19.9), a qual é intimamente associada à glória de Deus, como em Êxodo 33.9. Após seis dias no monte, Moisés foi chamado pelo Todo-poderoso. É possível que o sétimo dia de espera fosse também o sétimo dia da semana, o sábado (Shabat). Nesta passagem, o emprego da palavra glória (hb. kabôd) faz referência à relevância, importância e influência do Altíssimo (Êx 16.7,10;33.18,22;40.34,35).

24.17,18 — A expressão aos olhos dos filhos de Israel indica que, novamente, o que eles viram não nos é descrito. Tudo o que o povo pôde enxergar foi um fogo consumidor. Moisés já havia presenciado algo parecido ao deparar-se com a sarça em chamas (Êx 3.2). Logo, podia reconhecer que isso simbolizava a manifestação de Deus. Apesar de as Escrituras nos informarem que o profeta ficou no monte quarenta dias e quarenta noites, o significado desse período não é especificado. Entretanto, se atentarmos para a reação das pessoas (Êx 32.1), talvez possamos concluir que a ausência de Moisés se deu por um longo período.

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