2015/09/08

Significado de Êxodo 25

Significado de Êxodo 25

Significado de Êxodo 25


Êxodo 25

25.1,2Que me tragam [...] voluntariamente. Deus não precisa de presentes de Seu povo, mas Ele os recebia como parte de uma verdadeira adoração. Contudo, nesta passagem, o Senhor pediu aos israelitas ofertas específicas e voluntárias. Isto porque Ele almejava presentes dados livremente e de bom grado, não sob coação. Além disso, o Senhor descreveu a natureza da oferta para que Moisés pudesse cumprir o plano que Ele estava prestes a revelar.

25.3-7 — A lista fornecida pelo Senhor a Moisés continha itens e materiais de grande valor, entre eles o cobre, comumente usado nesse período. A larga utilização do ferro só aconteceria séculos depois. Tais presentes deveriam ser dados a Deus pelo povo para expressar seu desejo de adorá-lo em espírito e em verdade.

25.8 — Santuário significa lugar santo (hb. migdash). Assim como o solo se tornou sagrado por causa da presença divina na sarça em chamas (Êx 3.5), o santuário também seria sagrado (migdash está relacionado com a palavra que no hebraico significa ser sagrado, qadash) por causa da presença de Deus protegendo a estrutura e os seus símbolos e habitando no meio deles. O Senhor, cuja verdadeira morada é o céu, queria que fosse erguido um lugar que representasse Sua santidade entre os israelitas. Assim, o templo é uma notável condescendência da graça de Deus. Ele, que habita genuinamente as alturas celestes, almejou a criação de uma estrutura que servisse de centro simbólico de Sua presença entre os hebreus. Neste sentido, a forma verbal habitarei está associada ao verbo no hebraico do qual deriva a palavra shekinah, que indica o esplendor, a glória e a presença de Deus residindo entre Seu povo.

25.9 — O modelo sugere que há uma realidade no céu com a qual o tabernáculo terreno deveria assemelhar-se (Êx 25.40;26.30;27.8; At 7.44; Hb 8.5).

25.10 — O mais importante símbolo religioso associado ao tabernáculo era a arca ou caixa sagrada. Em contraste com a idolatria dos vizinhos de Israel, o santuário do Deus vivo não possuía semelhança com o templo deles ou ídolos de qualquer tipo (Êx 20.2-6). A arca, cuidadosamente moldada e majestosamente decorada, guardava o documento que confirmava o relacionamento de Deus com a nação — as duas tábuas de pedra dos Dez Mandamentos — e outros símbolos da misericórdia divina para com ela. A madeira de cetim (traduzida como acácia na nvi) era durável e resistente ao desgaste e aos insetos, o que a tornava o material apropriado para a construção da arca. No tocante às dimensões desta, o côvado era uma medida que correspondia ao comprimento entre o cotovelo e o dedo médio de um homem. A gradação pode variar; entretanto, a estimativa mais aceita para a medida de um côvado é 45 cm. Assim, a arca tinha aproximadamente um metro e dez centímetros de comprimento, 70 cm de largura e 70 de altura.

25.11-15 — O ouro deve ter feito com que a arca ficasse resplandecente e muito valiosa. Além de ter sido usado para revesti-la por dentro e por fora, esse metal também foi empregado na confecção de uma coroa posta ao redor dela, adornando- a. As argolas de ouro com as varas permitiam que a arca fosse transportada. Ela não poderia ser tocada (2 Sm 6).

25.16 — O Testemunho era as duas tábuas de pedra com os Dez Mandamentos.

25.17 — Propiciatório é uma tradução conhecida para um substantivo no hebraico (kapporet) derivado do verbo que significa congraçar, cobrir ou conciliar. O substantivo significa o local para expiação. O propiciatório era a tampa da arca e também a base na qual os querubins deveriam ser postos. N a antiga aliança, era o lugar da expiação dos pecados, que proporcionava ao povo paz com Deus. Ele significava, para os antigos israelitas, o mesmo que a cruz para os cristãos.

25.18-20 — Dois querubins. As únicas imagens permitidas por Deus foram essas duas belas representações artísticas de seres misteriosos e angelicais. O querubim (hb. kerub) provavelmente era uma criatura que tinha corpo de leão, rosto de homem e asas de um grande pássaro. Outras culturas antigas tinham modelos similares. Exemplos de querubins adornados também foram bordados na tapeçaria das cortinas do tabernáculo (Êx 26.1). Suas asas se estendiam para cima, cobrindo e sombreando a tampa. Suas faces tinham o olhar voltado para baixo, fixo na misericórdia do propiciatório.

25.21,22 — O Senhor prometeu a Moisés que se encontraria com ele em cima do propiciatório. A palavra usada para falar desse encontro é virei, que carrega um significado específico: encontrar-se em um lugar determinado. O Senhor também encontraria Moisés na tenda da congregação (Êx 29.42,43;30.36). Algumas pessoas defendem a ideia de que o propiciatório e os querubins se arranjavam de modo a formar uma espécie de trono para o Senhor, com as asas dos anjos estendidas produzindo um extraordinário assento para Ele, ou talvez uma espécie de escabelo (1 Cr 28.2).

25.23 — A mesa era usada para dispor os 12 pães na presença do Senhor. Ela possuía aproximadamente 90 cm de comprimento, 45 de largura e 70 de altura.

25.24,25 — Da mesma forma que a arca, a mesa deveria ser coberta com ouro e possuir uma moldura de ouro decorativa (v. 11). A borda era um elemento embelezador e também impedia que os objetos em cima da mesa fossem desarrumados.

25.26-28 — A mesa deveria ter argolas e varas para que pudesse ser propriamente transportada. As varas protegiam o objeto sagrado de ser tocado por mãos humanas.

25.29 — Ouro puro. Todos os utensílios feitos com este magnífico material eram majestosamente moldados para representar fisicamente a santidade, para mostrar que Israel era um povo consagrado a Deus.

25 .3 0 — Os pães da proposição são descritos com maiores detalhes em Levítico 24.5-9. Os 12 pães, que representavam as 12 tribos de Israel, ficavam dispostos em duas fileiras com seis pães cada uma. Isso era chamado de os pães da proposição (hb. lehem panim, literalmente pão da face), porque eram colocados de forma que estivessem sempre simbolicamente diante da “face” de Deus.

25.31 — Talvez o mais notável ornamento do tabernáculo fosse o menorah, um castiçal de ouro. A iluminação naquela época era comumente feita em tigelas de barro cozidas no forno que continham azeite de oliva. Uma extremidade com um sulco ou uma prega segurava o pavio. Sete lâmpadas, modeladas com muito cuidado e precisão, ficavam dispostas nesse magnífico castiçal. O capítulo 37 (v. 17-24) nos conta como os artesãos fizeram essa peça. A expressão um castiçal indica que todos os elementos do castiçal deveriam ser fixados em uma sólida peça de ouro, o que demandava habilidade e conhecimento dos artesãos. Este foi um grande trabalho artístico.

25.32 — Uma das sete lâmpadas deveria ser colocada no meio, flanqueada por três braços de cada lado. Este se tornou o modelo básico do menorah no judaísmo posterior. O simbolismo do número sete remete à passagem da criação em Gênesis e representa a completude.

25.33-36 — Os copos, as canas e as maçãs produziam um impressionante efeito de decoração. A lâmpada iluminava o interior do lugar santo, mas era também um trabalho de arte por si só, mostrando o prazer de Deus em obras artísticas.

25.37 — Alumiar defronte. Os pavios estavam todos no mesmo lado do castiçal, a fim de que a luz fosse vertida principalmente em uma direção. Eles permaneceriam acesos mesmo quando nenhum sacerdote estivesse presente.

25.38 — Os utensílios usados na manutenção das lâmpadas também eram feitos de ouro.

25.39 — Um talento pesava aproximadamente 35 quilos. É muito difícil estimar o valor monetário do castiçal, visto que não havia moeda corrente ou dinheiro em circulação naquela época. Só podemos dizer que era altamente valioso e primorosamente belo.

25.40 — Moisés não recebeu apenas instruções sobre como fazer todos estes utensílios. Ele atentou, no Sinai, para o modelo segundo o qual os objetos deveriam ser criados (Êx 25.9;26.30;27.8; At 7.44; Hb 8.5).

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