2015/09/08

Significado de Êxodo 28

Significado de Êxodo 28

Significado de Êxodo 28


Êxodo 28

28.1 — Arão e seus filhos. A primeira menção a Arão se dá quando ele reencontra o irmão Moisés, após o exílio de 40 anos do profeta em Midiã (Êx 4.14,27-31). A descendência de sua família e uma grande experiência são mencionadas em Êxodo 6.14—7.7.

No versículo em questão, a natureza do verdadeiro sacerdócio é comentada pela expressão do meio dos filhos de Israel. Como o sacerdote tinha de ser um autêntico representante do povo, ele também deveria pertencer ao povo (Hb 5.1). Para que o Senhor Jesus se tomasse nosso Sumo Sacerdote, foi necessário primeiro que Ele se tornasse membro da nação que representaria. Assim, a encarnação era uma necessidade não apenas para Sua vida humana, Sua morte e Sua ressurreição, mas também para o ministério sacerdotal para aqueles que herdarem a vida eterna (livro de Hebreus). Os sacerdotes prestavam serviços para o bem do povo, mas seu principal foco era servir ao S e nhor, como se verifica na sentença para me administrarem o ofício sacerdotal. Assim como os anjos são espíritos que se dedicam a Deus, os sacerdotes são os israelitas escolhidos pelo Senhor para se consagrar a Ele.

28.2 — As vestes santas se tornavam santas por sua consagração no culto a Deus, da mesma forma que acontecia com a mobília e os utensílios do tabernáculo. É provável que as magníficas vestes dos sacerdotes representassem o conceito da justiça imputada perante o Senhor (Zc 3.1-5), para glória e ornamento.

28.3 — Sábios de coração. Esta é a primeira descrição da destreza humana que moldaria os itens para a adoração no tabernáculo (em Êx 35.25, a mesma expressão é usada para definir as mulheres habilidosas que fizeram a tecelagem). Essas pessoas possuíam uma habilidade que lhes fora concedida pelo Senhor. Além disso, Deus adicionou a essa capacidade um dom especial do Espírito para auxiliar em Sua obra, por isso a especificação a quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria. O estudo dos dons do Espírito (Rm 12.3-8; 1 Co 12.1-11) pode começar com esse registro dos artesãos guiados espiritualmente.

28.4 — As vestimentas sacerdotais foram especificadas: um éfode (v. 5-14), um peitoral (v. 15- 30), um manto (v. 31-35), uma túnica (v. 39), uma mitra (v. 36-38) e um cinto (v. 39). Outras vestes foram feitas para os filhos de Arão (v. 40-43).

28.5-14 — O éfode (uma transliteração do hebraico da palavra 'ephod) tem sido descrito de forma variada. Algumas vezes se encontra a referência a um manto sem mangas; outras vezes, a um colete feito de linho fino de cores vibrantes. Suas duas partes cobriam o peito e as costas, com costuras nos ombros e uma faixa na cintura. Os ombros eram ornados com belas pedras memoriais.

28.5,6 — Há muitas ideias a respeito do possível significado para o uso das diversas cores. É difícil, entretanto, descobrir no texto das Escrituras os valores simbólicos. Aparentemente, a melhor aproximação que se faz desse significado é, simplesmente, que o uso'de cores vibrantes foi resultado de uma bela e extraordinária ornamentação. Como o texto diz, foi uma obra esmerada.

28.7-12 — A s duas pedras sardônicas, talhadas com os nomes das tribos de Israel, eram presas em engastes de ouro. Elas simbolizavam o trabalho intercessor de um sacerdote. Ele deveria representar o povo perante Deus. Os nomes das tribos estavam literalmente escritos em seus ombros, de forma que o sacerdote pudesse levar seus nomes como um memorial diante de Deus.

28.13,14 — O uso do ouro acentuava a beleza e o valor do ornamento. Todo tipo de enfeite nas vestes de um sacerdote falava da maravilha de sua aproximação com o Deus vivo. Imagine como nossas vestimentas serão no céu, quando veremos o Senhor!

28.15 — O peitoral era uma pequena bolsa que ficava pendurada abaixo do pescoço do sacerdote. Era decorado com 12 pedras, uma para cada tribo de Israel. Nele ficavam o Urim e o Tumim (v. 30). Esse assessório era usado pelo sacerdote em julgamentos solicitados, isto é, quando ele necessitava de uma decisão vinda do Senhor acerca de uma questão que fora apresentada para sua apreciação. O peitoral era feito dos mesmos tecidos que o éfode, no qual deveria ser devidamente amarrado.

28.16 — Quadrado. O peitoral media um palmo de comprimento e um palmo de largura. O palmo é verificado com a mão estendida, fazendo - se a medição do polegar até o dedo mínimo.

28.17-28 — Quatro ordens de pedras preciosas e semipreciosas seriam fixadas ao peitoral. Essas 12 pedras levariam os nomes das 12 tribos de Israel, outro símbolo da representação sacerdotal do povo perante Deus. Nem todas as pedras podem ser precisamente identificadas hoje.

28.29 — Sobre o seu coração é uma tocante expressão que lembrava o sacerdote de sua solene responsabilidade. Ele representava a nação perante o Deus vivo. Qualquer dedicação menor merecia o divino julgamento (veja o triste destino de Nadabe e Abiú, filhos de Arão, em Lv 10.1,2).

28.30 — O peitoral continha as misteriosas pedras chamadas de Urim e Tumim. Estas palavras, transliteradas do hebraico, significam luzes e perfeições (ambas no sentido superlativo e plural). Juntos, seus nomes significam perfeito conhecimento, ou uma ideia similar. Não se sabe como Arão e seus sucessores fizeram uso dessas pedras (e se, de fato, eram pedras). Só sabemos que Deus instruiu seus sacerdotes de muitas maneiras. É possível que esses elementos minerais garantissem ao sacerdote que Deus revelaria Sua verdadeira ordem para ele. Entretanto, a expressão to consult with the Urim and the Thummim (consultar com o Urim e o Tumim), na versão em inglês New King James, pode indicar a apresentação de uma questão perante o Senhor com o Urim e o Tumim no peitoral, o que seria um sinal de que o sacerdote esperava confiantemente que o S e nhor resolvesse o caso (compare com Lv 8.8; Nm 27.21; Dt 33.8; 1 Sm 28.6; Ed 2.63; Ne 7.65).

28.31,32 — O manto era uma vestimenta longa e esvoaçante feita de fios de tecido azul. Foi, provavelmente, uma peça de roupa sem costura. Uma abertura para a cabeça é mencionada, mas nenhuma para os braços. Talvez houvesse cortes para estes.

28.33-35 — As romãs em volta da borda eram decorativas. Os sinos tiniam à medida que o sacerdote se movia nos lugares santos. Esse som provavelmente assegurava às pessoas do lado de fora que um sacerdote estava intercedendo em favor delas.

28.36-38 — A mitra do sumo sacerdote era feita de linho branco, na qual havia fixada uma lâmina de ouro onde estavam gravadas as palavras: Santidade ao Senhor. A lâmina ficava na altura da testa do sacerdote. O significado da expressão leve a iniquidade das coisas santas parece indicar que as sagradas ofertas do povo seriam aceitas somente quando apresentadas pelas mediações do sacerdote consagrado. Essas palavras antecipavam a obra do Salvador, que carregou nossos pecados em Seu próprio corpo (1 Pe 2.24).

28.3 9 — O registro da completude destes itens está em Êxodo 39.27-29.

28.40,41 — E vestirás [...] e os ungirás, e os consagrarás. Os ritos de consagração dos sacerdotes para executarem seu ofício são detalhados de forma completa em Êxodo 29 e 40.13-15, e em Levítico de 8 a 10.

28.42 — A instrução para usar calções de linho visava proteger a nudez dos sacerdotes. Visto que a sexualidade fazia parte da adoração praticada pelos vizinhos de Israel, esse procedimento era uma manifestação da contracultura do povo de Deus.

28.43 — Para que não levem iniquidade e morram. E difícil compreender o nível de responsabilidade que os sacerdotes tinham, na medida em que ministravam em nome do Deus vivo. Eles tinham de servir ao Senhor com o coração puro, representar o povo sem enganá-lo, e adorar sem desviar-se dos Dez Mandamentos. Falhar era sinônimo de julgamento e morte. Infelizmente, sacerdotes morreram porque fracassaram em mostrar o devido respeito pela santidade de Deus (Lv 10.1,2; 1 Sm 4.17; 2 Sm 6.7).

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