2015/09/21

Significado de Lucas 10

Significado de Lucas 10

Significado de Lucas 10


Lucas 10

10.1 — A passagem em que Jesus designou outros setenta discípulos é exclusiva do Evangelho de Lucas. As instruções que o Salvador lhes deu são similares àquelas que Ele transmitiu aos 12 em Lucas 9.1-6.

10.2 — A ilustração de uma grande colheita sugere aos discípulos levar a mensagem do evangelho, mesmo sabendo que haveria muita rejeição.

10.3-7 — A expressão cordeiros ao meio de lobos é derivada de Isaías 40.11. Jesus usa uma ilustração similar em João 10.1-18. Na verdade, ninguém de fato viu cordeiros em meio a lobos. Cordeiros atacados por lobos, sim! Cordeiros entre lobos, não! Isso é naturalmente impossível. Mas pode ser possível com a presença do pastor Jesus! A chave é o enfoque no Pastor.

10.8-12 — Da mesma forma que Lucas 10.11, 11.20 e l7.21,este trecho bíblico mostra como os aspectos da autoridade do Reino acompanharam o ministério terreno de Jesus. A cura que Ele trouxe ilustrava o que o Reino oferecia (Lc 11.20). O ministério do Salvador foi a chegada dos estágios iniciais do domínio de Deus, o qual Jesus consumará com Seu retorno (Lc 17.20-37). O Reino de Deus possui dois estágios: quando Jesus veio ao mundo pela primeira vez, Ele foi rejeitado. Na Sua segunda vinda, o Salvador estabelecerá Seu governo completo sobre tudo.

10.13,14 — As maravilhas de Jesus seriam tão grandiosas que, se fossem executadas perante os piores pagãos daquela época, estes se arrependeriam. A observação de Jesus foi feita para que os indivíduos soubessem o que a rejeição a Ele significava.

10.15 — Como em Lucas 10.13, o foco aqui é as cidades, não os indivíduos. Estes julgamentos têm relação com o perigo que corre a nação que rejeita Jesus, embora também carreguem efeitos que se aplicam às pessoas que rejeitam Sua oferta.

10.16 — Escutar os mensageiros é a mesma coisa que ouvir aquele que os enviou. A autoridade não está naquele que transmite a notícia, mas na pessoa representada pelo emissário, a fonte da mensagem.

10.17 — Os discípulos regozijam-se da autoridade que exercem. A chave, como eles observam, é a autoridade que possuem, em nome de Jesus.

10.18 — Este versículo oferece um comentário sobre o que o ministério de cura dos discípulos significava. A reversão dos efeitos do pecado e da morte, os quais foram introduzidos neste mundo pelas investidas de Satanás (Gn 3), é representada expressivamente como a queda dele do céu. O ministério de Jesus e o que se origina dele representam a derrota de Satanás, do pecado e da morte.

10.19,20 — O versículo 19 registra a transmissão do poder de Jesus ao Seu imediato círculo de discípulos. E importante notar que uma autoridade similar não é concedida a outros que não este grupo de discípulos. Observe o poder que é dado aos 11 em Mateus 28.16-20 e Atos 1.8. Como Jesus deixou claro no versículo 20, a autoridade não foi a coisa mais importante que os discípulos receberam. O mais valioso foi a posição destes como filhos de Deus. Seus nomes seriam conhecidos por Deus e escritos no Livro da Vida. Esta era a maior bênção dos discípulos.

10.21 — Aqui Jesus ora ao Pai e demonstra Sua alegria por Deus ter revelado Seu plano redentor às criancinhas. O que Jesus quis dizer é que não foram os maiores, em termos de conhecimento e/ou posição social, que receberam estas verdades extraordinárias, mas sim as pessoas simples, que vieram a Ele na condição de servos.

10.22 — Tudo por meu Pai me foi entregue. Esta é a declaração de autoridade plena de Jesus como Filho de Deus (Jo 10.18; 17.2). Ele fez uma declaração parecida em Mateus 28.18. Ninguém conhece quem é o Filho, senão o Pai, nem quem é o Pai, senão o Filho. Jesus declarou Sua relação singular com o Pai. O Senhor revela-se apenas por intermédio de Jesus. Para conhecermos Deus, precisamos conhecer Seu Filho, Jesus.

10.23 — Jesus observou a honra de compartilhar aquilo que Ele oferece e ensina.

10.24 — Jesus contrastou a expectativa dos povos da época do Antigo Testamento, quando as pessoas desejaram ver o Messias e não o viram, com o tempo em que os discípulos estavam vivendo face a face com o Mestre. Se eles tivessem discernimento espiritual, poderiam testemunhar o cumprimento de muitas promessas de Deus em Jesus.

10.25,26 — A pergunta feita pelo doutor da lei representava, na verdade, um desafio, considerando que estes versículos falam da provação de Jesus. Este é um acontecimento similar àqueles de Mateus 22.34-40 e Marcos 12.28-34- Herdar é receber algo. Em outras palavras, o homem estava perguntando: “o que eu devo fazer para receber a recompensa da ressurreição dos justos no final?” (Fp 3.11-14). O fundamento do Antigo Testamento para esta questão é a esperança da ressurreição em Daniel 12.2. Jesus contra golpeou a pergunta do doutor da Lei fazendo com que este respondesse a sua própria pergunta.

10.27 — O doutor da Lei respondeu à pergunta de Jesus citando Deuteronômio 6.5, um texto que era recitado duas vezes ao dia por todo judeu fiel. Este texto resumia o padrão ético central da Lei. O doutor também aludiu a Levítico 19.18. O fundamento da resposta do homem é uma expressão de lealdade e devoção que também pode ser vista como a demonstração natural de fé, visto que a pessoa por completo — o coração, a alma, as forças e o entendimento — está envolvida.

O tema do amor a Deus é desenvolvido nos versículos 38 a 42, com sua ênfase na devoção a Jesus, e em Lucas 11.1-13, onde os discípulos são instruídos a serem devotos a Deus em oração. Em Lucas 10.30-37, Jesus desdobra o tema do amor pelo próximo.

10.28 — Faze isso e viverás. Aqui Jesus não estava dizendo que a retidão é o resultado das obras. Ele dizia que o amor e a obediência a Deus são as consequências naturais quando se coloca a fé no Senhor. Aqueles que acreditam em Jesus e seguem-no receberão recompensas eternas. Jesus estabeleceu este princípio a Pedro em Mateus 19.27-30.

10.29 — Lucas deixa claro que o doutor estava tentando colocar-se em posição de satisfazer as mais altas exigências da Lei. E quem é o meu próximo? Esta pergunta era uma tentativa de limitar as demandas da Lei pela sugestão de que algumas pessoas seriam identificadas como o próximo e outras não. O doutor da Lei estava buscando a obediência mínima, enquanto Jesus queria a obediência absoluta.

10.30 — De Jerusalém para Jericó era uma jornada de 27 km em uma estrada conhecida por ter muitos ladrões. Eles se escondiam em cavernas ao longo do caminho e atacavam suas vítimas.

10.31,32 — Ocasionalmente. Este é um belo toque literário. O homem estava precisando de ajuda, e o socorro parecia estar vindo fortuitamente em sua direção.

Passou de largo. Esta expressão mostra que o sacerdote e o levita não socorreram o homem. E muito fácil para aqueles que lidam com os rituais religiosos se tornarem insensíveis e tratarem as oportunidades de ministrar como coisas comuns e triviais.

10.33 — Parte da beleza da história do bom samaritano é a reversão dos estereótipos. O sacerdote e o levita tradicionalmente seriam os “mocinhos”. O samaritano seria o “bandido”, um homem desprezado como raça mestiça e de religião profana. Entretanto, o samaritano sabia como tratar seu próximo. A pessoa em questão aqui não era ninguém que o samaritano conhecesse ou alguém da mesma etnia, era apenas um indivíduo que precisava de ajuda.

10.34 — O azeite foi usado para acalmar os ferimentos. O vinho foi utilizado como esterilizante.

10.35 — Considerando o fato de que o homem fora roubado, tal auxílio se fez necessário. A compaixão foi expressa concretamente em tempo e dinheiro. O samaritano também estava preparado para fazer mais, se fosse necessário. Ê bastante diferente de dizer: ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos (Tg 2.16).

10.36 — A questão principal não é determinar quem é o próximo de alguém, mas fazer o bem a todos.

10.37 — Ao que tudo indica, o doutor da Lei não conseguiu dizer samaritano e ratificou a surpreendente reversão de estereótipos da história.

10.38 — Se estas fossem Marta e Maria de João 11.1— 12.8, então o local seria Betânia, fora de Jerusalém (Jo 11.1,19; 12.1). Este texto sugere que a “jornada de Jerusalém” de Lucas 9.51—19.44 não teve uma rota direta a este lugar, mas foi uma viagem que teria como destino a hora da morte de Jesus.

10.39— Assentando-se também aos pés de Jesus. Esta é uma ilustração da condição de discípulo, pois Maria ouvia os ensinamentos de Jesus.

10.41 — A resposta tenra de Jesus fica evidente quando Ele fala Marta, Marta (Lc 6.46; 8.24; 13.34; 22.31). O Salvador nota que Marta estava muito preocupada com questões naturais.

10.42 — Maria, em seu silêncio, foi um exemplo. Ela não disse nada, mas fez o que era certo e atentou para os ensinamentos de Jesus.


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