2015/11/03

Gênesis 21 — Estudo Bíblico

Estudo Bíblico sobre Gênesis



Gênesis 21

“A vida cristã é uma terra de montes verdes vales”, disse o pregador escocês George Morrison baseando suas palavras em Deuteronômio 11:11. Salomão expressou a mesma idéia quando escreveu, em Eclesiastes 3:4, que há “tempo de chorar e tempo de rir”. O céu é um lugar de alegria sem fim; o inferno é um lugar de sofrimento sem fim. Contudo, enquanto estamos aqui na Terra, devemos esperar tanto alegrias quanto tristezas, tanto riso quanto lágrimas. Não há montes sem vales. Isso é verdade especialmente na vida familiar, pois as mesmas pessoas que nos dão alegria também podem nos causar tristeza. Os relacionamentos podem tornar-se desgastados e mudar de uma hora para outra, enquanto nos perguntamos o que aconteceu com um lar antes tão feliz. De acordo com um provérbio chinês: “Ninguém tem uma família que possa pendurar na porta de sua casa uma placa dizendo: 'Aqui não há nada de errado”'. A chegada de Isaque ao lar de Abraão e Sara trouxe-lhes tanto tristezas como alegrias. Ao observar as pessoas envolvidas nesse acontecimento importante, é possível aprender algumas lições preciosas sobre fundamentos da doutrina cristã e sobre como viver a vida cristã.

Abraão e Sara: fé e promessa (G n 21:1-7)
Sara havia carregado consigo o fardo da esterilidade durante muitos anos. Aliás, um fardo extremamente pesado naquela cultura e naquela época. As pessoas deviam sorrir quando ouviam que o nome de seu marido era Abraão, “pai de uma multidão”. Ele era pai de um filho, Ismael, mas isso não era muito, e Sara jamais havia dado à luz. Mas, agora, toda a sua vergonha havia se extinguido, e Abraão e Sara estavam se regozijando com a chegada de seu filho. Contudo, o nascimento de Isaque envolvia muito mais do que a alegria dos pais, pois significava o cumprimento da promessa de Deus. Quando Deus chamou Abraão, havia prometido fazer dele uma grande nação que abençoaria o mundo todo (Gn 12:1-3); e, em várias ocasiões, prometera que daria a terra de Canaã aos descendentes de Abraão (Gn 1 7:7) e que os multiplicaria grandemente (Gn 13:15-1 7). Abraão seria o pai do herdeiro prometido (Gn 15:4), e Sara (não Agar), a mãe (Gn 17:19; 18:9-15). O nascimento de Isaque lembra que, a seu modo e a seu tempo, Deus cumpre suas promessas. Apesar de seus lapsos ocasionais, Abraão e Sara criam em Deus, e o Senhor honrou sua fé (Hb 11:8-11). O nascimento de Isaque também significa a recompensa pela paciência. Abraão e Sara tiveram de esperar vinte e cinco anos pelo nascimento do filho, pois, “pela fé e pela longanimidade, [herdamos] as promessas” (Hb 6:12; ver Hb 10:36). Confiar nas promessas de Deus não apenas lhe propicia uma bênção no final, mas também lhe concede uma bênção enquanto espera. Assim como os atletas olímpicos desenvolvem suas habilidades ao treinar por muito tempo e com afinco antes do grande evento, também os filhos de Deus crescem em devoção e em fé enquanto esperam pelo cumprimento das promessas de Deus. A fé é uma jornada, e cada destino feliz é o início de uma nova caminhada. Quando Deus deseja desenvolver nossa paciência, ele nos dá promessas, nos manda provações e nos diz para confiar nele (Tg 1:1-8). O nascimento de Isaque certamente foi a revelação do poder de Deus. Esse foi um dos motivos pelos quais Deus esperou tanto tempo: ele queria que Abraão e Sara estivessem “amortecidos” para que o nascimento de seu filho fosse um milagre de Deus, não algum tipo de maravilha da natureza humana (Rm 4:17-21). Abraão e Sara experimentaram o poder de ressurreição de Deus em sua vida, pois se entregaram a ele e creram em sua Palavra. A fé nas promessas de Deus libera o poder divino (Ef 3:20, 21; Fp 3:10), “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1:37). Por fim, o nascimento de Isaque foi mais um passo no processo de cumprir o propósito de Deus. A futura redenção de um mundo perdido encontrava-se num bebê! Isaque geraria Jacó; Jacó daria ao mundo as doze tribos de Israel; e de Israel nasceria o Messias prometido. Ao longo dos séculos, alguns “elos viventes” na cadeia das promessas podem ter parecido insignificantes e fracos, mas ajudaram a cumprir os propósitos de Deus. Você pode se perguntar se aquilo que faz é, de fato, importante para Deus e sua obra aqui neste mundo. Mas se for fiel em confiar na Palavra de Deus e fizer a vontade dele, o que você faz tem valor. Da próxima vez que se sentir desanimado e derrotado, lembre-se de Abraão e de Sara e lembre-se de que a fé e a promessa andam juntas. Deus cumpre suas promessas e lhe dá o poder de que necessita para cumprir a vontade dele. Não importa quanto tempo demore, pode estar certo de que Deus realizará seus propósitos.

Isaque e Ismael: Espírito e carne (Gn 21:8-11).
Em Gálatas 4:28, 29, Paulo deixa claro que Ismael representa o primeiro nascimento do cristão (a carne) e que Isaque representa o novo nascimento (o Espírito). Ismael foi “nascido da carne” (Gn 16), pois Abraão ainda não estava “amortecido” e ainda podia gerar filhos. Isaque foi “nascido do Espírito”, pois, quando foi concebido, seus pais estavam “amortecidos”, e só o poder de Deus seria capaz de concretizar sua concepção e nascimento. Ismael nasceu primeiro, pois o natural vem antes do espiritual (1 Co 15:46). Quando você crê em Jesus Cristo, passa por um nascimento miraculoso que vem de Deus (Jo 1:11-13) e que é obra do Espírito Santo de Deus (Jo 3:1-8). Abraão representa a fé e Sara representa a graça (Gl 4:24-26), de modo que Isaque nasceu “pela graça [...] mediante a fé” (Ef 2:8, 9). Essa e a única maneira de um pecador entrar para a família de Deus (Jo 3:16-18). É importante observar que, no registro bíblico, em várias ocasiões Deus rejeitou o primogênito e aceitou aquele que nasceu depois. Rejeitou Caim e escolheu Abel (Gn 4:1-15). Rejeitou Ismael, o primogênito de Abraão, e escolheu Isaque. Deixou de lado Esaú, o primogênito de Isaque, e escolheu Jacó (Rm 9:8-13). Escolheu também Efraim em vez de Manassés (Gn 48). No Egito, o Senhor condenou todos os primogênitos (Êx 11-12) e poupou apenas os que “nasceram de novo”, pois foram protegidos pela fé no sangue do cordeiro. Isaque é o retrato do filho de Deus não apenas em seu nascimento, mas também na alegria que trouxe. Isaque significa “riso”, e dessa vez não foi um riso de incredulidade (Gn 18:9-15). Nas parábolas registradas em Lucas 15, Jesus enfatizou a alegria resultante do arrependimento dos pecadores que se voltam para o Senhor. O pastor alegrou-se quando encontrou sua ovelha perdida; a mulher alegrou-se quando encontrou a moeda que havia perdido, e os dois convidaram seus amigos a participar de sua alegria. O pai alegrou-se quando o filho pródigo voltou para casa e convidou os vizinhos para um banquete, a fim de que compartilhassem de sua alegria. Há até mesmo alegria no céu quando os pecadores voltam-se para Deus (Lc 15:7, 10). Não lemos em parte alguma que Ismael trouxe grande alegria ao lar de Abraão. Abraão amava o filho e desejava o que havia de melhor para ele (Gn 17:18). Desde seu nascimento, Ismael foi a origem de conflitos dolorosos (Gn 16); depois que ficou mais velho, causou desavenças ainda maiores na família (Gn 21:9). Não importa quanto se esforce, a velha natureza não é capaz de produzir o fruto do Espírito (Gl 5:16-26). Observe, ainda, outra comparação entre Isaque e o filho de Deus: “Isaque cresceu e foi desmamado” (Gn 21:8, ênfase minha). O novo nascimento não é o fim, mas sim o começo, e o cristão deve alimentar-se da Palavra de Deus e crescer espiritualmente (Mt 4:4; 1 Co 3:1-3; Hb 5:12-14; 1 Pe 2:1-3; 2 Pe 3:18). Ao amadurecer no Senhor, devemos “[desistir] das coisas próprias de menino” (1 Co 13:9-11) e permitir que Deus venha a nos “desmamar” (Sl 131) das ajudas temporárias que se tornam empecilhos permanentes. A mãe desmama o filho, pois ela o ama e deseja que tenha a liberdade de crescer sem depender mais dela. No entanto, a criança interpreta suas ações como uma expressão de rejeição e de ódio. O filho apega-se ao conforto do passado, e a mãe tenta incentivar a criança a crescer e a encarar os desafios do futuro. Chega um momento, em toda vida cristã, que os brinquedos devem ser substituídos por ferramentas e que a segurança egoísta deve ser substituída pelo serviço altruísta (Jo 12:23-26). Como todo filho de Deus, Isaque foi perseguido (Gn 21:9; Gl 4:29). Ao que parece, Ismael era um filho obediente até que Isaque entrou na família. Então, a “carne” começou a opor-se ao “Espírito”. Alguém disse bem que a velha natureza não respeita nenhuma lei, mas a nova natureza não precisa de nenhuma lei; isso sem dúvida ficava claro nos dois filhos de Abraão. As crianças israelitas normalmente eram desmamadas por volta dos três anos de idade. Assim, nessa época, é provável que Ismael estivesse com cerca de dezesseis anos (Gn 1 6:16). Quanta arrogância de um adolescente atormentar um garotinho quatorze anos mais jovem! Mas Deus havia dito que Ismael se tornaria “um jumento selvagem” (Gn 16:12), e essa previsão se cumpriu. O constante conflito entre a carne e o Espírito persistirá até que vejamos o Senhor (Gl 5:16-26). . Quando, assim como Isaque, você é nascido do Espírito, nasceu na riqueza (Gn 21:10). Isaque era o herdeiro de tudo o que seu pai possuía, e os filhos de Deus são “herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Rm 8:17). Abraão cuidou de Ismael enquanto o menino estava em casa, mas “Abraão deu tudo o que possuía a Isaque” (Gn 25:5). Por fim, Isaque nasceu livre, enquanto Ismael era filho de uma escrava (Gl 4:22). A liberdade é um dos principais temas de Gálatas (5:1) e uma das maiores bênçãos da vida cristã (Gl 4:31). E claro que a liberdade cristã não é sinônimo de anarquia, uma vez que esse é o pior tipo de escravidão. A liberdade cristã significa desembaraço de tudo para ser e fazer tudo o que Deus tem para nós em Jesus Cristo. “Nenhum homem deste mundo obtém a liberdade de qualquer espécie de escravidão a não ser para entrar numa servidão mais elevada”, disse Phillips Brooks, e essa “servidão mais elevada” é a entrega pessoal a Jesus Cristo. Ninguém tem mais liberdade do que o filho de Deus que se agrada do Senhor e faz sua vontade de todo o coração.

Sara e Agar: a graça e a lei (Gn 21:9-13)
Sara estava errada quando disse a Abraão para casar-se com Agar (Gn 16:1, 2), mas estava certa quando pediu a Abraão que expulsasse Agar e Ismael do acampamento. O apóstolo Paulo considerou esse acontecimento uma alegoria envolvendo a lei de Moisés e a graça de Deus (Gl 4:21-31). Sara representa a graça (a Jerusalém celestial) e Agar representa a lei (a Jerusalém terrestre em escravidão). A lição é, simplesmente, que os filhos de Deus devem viver sob as bênçãos da graça e não sob a escravidão da lei. Os conflitos dentro do lar de Abraão poderiam ter sido resolvidos de quatro maneiras. Isaque poderia ter sido mandado embora, mas isso significaria rejeitar as promessas de Deus e tudo o que ele havia planejado para o futuro. Isaque e Ismael poderiam ter vivido juntos, mas isso implicaria intermináveis conflitos. A natureza de Ismael poderia ter sido transformada de modo a torná-lo mais tratável, mas para isso seria preciso um milagre. “O que é nascido da carne é carne” (Jo 3:6) e sempre será carne. A única solução era expulsar Ismael e sua mãe do acampamento e tornar Isaque o único herdeiro. Ao refletir sobre os fatos referentes a Agar, você poderá entender melhor a relação entre a lei e a graça na vida cristã. Em primeiro lugar, Agar era a segunda esposa de Abraão. Ela havia sido acrescentada à família ao lado de Sara. Assim também a lei foi “acrescentada” ao lado das promessas já existentes de Deus, e seu caráter era temporário (Cl 3:19, 24, 25). Deus não começou com a lei; começou com a graça. Seu relacionamento com Adão e Eva baseava-se na graça e não na lei, apesar de ele os ter testado por meio de uma única e simples restrição (Gn 2:15-17). A redenção de Israel do Egito foi um gesto da graça de Deus, como foi sua provisão, os sacrifícios e o sacerdócio. Antes de Moisés dar a lei, a nação de Israel já se encontrava num relacionamento de aliança com o Senhor (“casada com Deus”) por meio das promessas de Deus aos patriarcas (Êx 1 9:1-8). Em segundo lugar, Agar era uma serva. “Qual, pois, a razão de ser da lei?”, pergunta Paulo em Gálatas 3:19, que, em seguida, responde. A lei servia a Deus como um “aio” ou “tutor” para manter a jovem nação de Israel sob controle e prepará-la para o Redentor que viria (Gl 3:24, 25; 4:1-5). A lei foi dada para revelar o pecado (Rm 3:20), mas não para nos redimir do pecado. A graça não serve à lei; é a lei que serve à graça! A lei revela nossa necessidade da graça, e a graça nos salva de modo absolutamente separado das obras da lei (Rm 3:20, 28). Há um terceiro fato que fica evidente: Agar não deveria ter um filho. A lei não pode dar aquilo que somente Jesus Cristo pode oferecer: vida (Gl 3:21), justiça (2:21), o Espírito Santo (3:2) e uma herança eterna 3:18). Todas essas bênçãos vêm somente “pela graça [Sara] [...] mediante a fé 'Abraão]” (Ef 2:8, 9). Isso nos leva ao quarto fato: Agar deu à luz um escravo. Se você decide viver sob a lei, torna-se filho de Agar, um escravo, pois a lei gera escravidão e não liberdade. A primeira batalha doutrinária da Igreja foi debater justamente essa questão. Foi decidido que os pecadores são salvos exclusivamente pela graça, independentemente de guardar a lei de Moisés (At 15:1-32). Os legalistas nas igrejas de hoje estão transformando filhos em escravos e substituindo a liberdade pela escravidão (Gl 4:1-11); no entanto, Deus nos chama à liberdade (Gl 5:1)! Agar foi expulsa. Não houve condescendência: ela foi completa e permanentemente expulsa e levou Ismael consigo. Em vez de subjugar a carne, a lei serve para incitá-la (Rm 7:7-12), pois “A força do pecado é a lei” (1 Co 15:56). Os cristãos não precisam de submeter-se a algum tipo de lei religiosa a fim de se tornarem semelhantes a Cristo, pois em Cristo já são aperfeiçoados e plenos (Cl 2:8-23) e têm o Espírito Santo para capacitá-los a vencer o pecado (Rm 8:1-4). Por fim, Agar nunca se casou de novo. Deus deu sua lei somente à nação de Israel e em momento algum a impôs sobre os gentios ou sobre a Igreja. Nove dos dez mandamentos são citados nas Epístolas, indicando sua aplicação para os crentes da atualidade, e devemos obedecer a esses mandamentos. No entanto, não recebemos qualquer prescrição que determine nossa obediência às leis cerimonias dadas apenas a Israel (ver Rm 13:8-10). Paulo afirma que é o amor que cumpre a lei. Quando amamos a Deus e uns aos outros, queremos obedecer a Deus e, pelo poder do Espírito, desejamos fazer aquilo que é certo. Antes de concluir esta seção, devemos observar que há uma “utilização legítima da lei” (1 Tm 1:1-11). Apesar de a lei não poder nos salvar nem nos santificar, revela a santidade de Deus e o horror do pecado. A parte cerimonial da lei serve para ilustrar a pessoa e a obra de Jesus Cristo. A lei é o espelho que nos ajuda a ver nossos pecados (Tg 1:21- 25), mas você não lava o rosto no espelho! Ela é apenas um espelho que revela a glória de Jesus Cristo e, ao meditar nele, podemos ser transformados de modo a nos tornarmos mais parecidos com ele (2 Co 3:18). Qualquer sistema religioso que o leve à escravidão não serve para engrandecer o evangelho do Novo Testamento da graça de Deus (2 Co 3:17; Jo 8:31-36).

Deus e Agar: a promessa e a provisão (Gn 21:12-21)
Foi “penoso” (Gn 21:11, 12) para Abraão despedir-se de seu filho, mas era a ordem de Deus, e ele precisava obedecer. O que ele não sabia é que sua obediência era uma preparação para um teste ainda maior, no qual teria de colocar Isaque sobre o altar. A palavra traduzida como “penoso” significa “sacudido violentamente”, como cortinas agitando-se com o vento. Abraão foi profundamente movido em seu interior e talvez te nha ficado um tanto descontente com essa mudança de rumo nos acontecimentos. No entanto, Deus não abandonou Agar e Ismael, pois Ismael era filho de Abraão, o amigo de Deus (v. 13). Se Ismael e Agar guardavam qualquer mágoa de Abraão, certamente não estavam com a razão; tudo o que Deus fez por eles foi por causa de sua fidelidade a Abraão. O Senhor reafirmou sua promessa de que Ismael tornar-se-ia uma grande nação (vv. 13, 18; 1 7:20) e cumpriu essa promessa (Gn 21:12-16). Hoje em dia, o mundo árabe é uma potência digna de reconhecimento, e tudo começou com Ismael. Apesar das ilustrações que às vezes aparecem em revistas de escola dominical e em livros de histórias da Bíblia, Ismael era um adolescente, não uma criança, quando isso aconteceu. A palavra traduzida por “meni no” pode referir-se a um feto (Êx 21:22), a bebês recém-nascidos (Êx 1:17, 1 8), a crianças pequenas (1 Rs 1 7:21-23) ou até mesmo a adolescentes (1 Rs 12:8-14; Dn 1:4ss). Nesse caso, refere-se a um menino de pelo menos dezesseis anos de idade. Ismael e Agar se perderam no deserto, a água acabou e, desesperados, entregaram-se à sua sorte. Essa experiência foi bem diferente da primeira vez em que Agar encontrou-se com Deus no deserto (Gn 1 6:7ss). Dezesseis anos antes, ela havia encontrado uma fonte; mas dessa vez não via esperança alguma. Ao que parece, Agar havia se esquecido das promessas que Deus havia lhe feito sobre seu filho, mas Ismael deve ter se lembrado delas, pois clamou ao Senhor pedindo socorro. Deus ouviu o clamor do rapaz e salvou-os por amor a Abraão. Quantas vezes, durante as provações da vida, somos incapazes de ver as provisões divinas preparadas para nós e nos esquecemos das promessas que Deus nos fez. Es tendemos as mãos buscando e pedindo aquilo que julgamos necessário, em lugar de pedir que Deus abra nossos olhos para vermos o que já temos. A resposta à maior parte dos problemas está a nosso alcance, caso sejamos capazes de enxergar (Jo 6:1- 13; 21 : 1 -6). Sem dúvida, Agar é um retrato das multidões necessitadas do mundo de hoje: pessoas vagando sem destino, cansadas, sedentas, cegas e se entregando ao desespero. Como é importante levar a essa gente as boas novas de que a água da vida está à sua disposição e de que o poço não fica longe (Jo 4:10-14; 7.37-39)! Deus é cheio de graça e de bondade para com todos os que o invocam, por amor a seu Filho amado, Jesus Cristo. Horatius Bonar escreveu estas palavras: Ouvi a voz de Jesus dizer: “Eis que te dou liberalmente Da água viva, ó sedento. Abaixa-te, bebe e passa a viver”. Fui a Jesus e bebi, Do manancial vivificador; Minha sede saciada, minh’alma revigorada, Agora vivo no Senhor. “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7:37). “E quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22:17).       

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