2019/08/15

Gênesis 23 — Estudo Bíblico

Estudo sobre o Livro de Gênesis





Gênesis 23

A Morte e Sepultamento de Sara (23.1-20)
O registro da morte e sepultamento de uma mulher é incomum no Antigo Testamento. Mas Sara (1) foi a mãe do tão esperado filho e atingiu a idade madura de cento e vinte e sete anos. Ela é proeminente na história, porque foi a primeira da família de Abraão a morrer. O respeito e a decência comum exigiam que o corpo fosse colocado em algum lugar. Mas a verdadeira significação desta história é que, depois de longo tempo, uma porção da Terra Prometida se tornou posse do patriarca. Veio Abraão lamentar (2) é mais bem compreendido por Moffatt como: “Indo Abraão para dentro de casa”.
Nos dias de Abraão, era costume enterrar os mortos em cavernas e Abraão sabia que havia uma caverna perto de Quiriate-Arba, mais tarde conhecida por Hebrom (ver Mapa 2), que era adequada para suas necessidades. Ele estava ansioso em ter um título de propriedade que, sem sombra de dúvida, fosse reconhecido como seu.
A maneira apropriada de negociar tal compra era barganhar pela propriedade na presença de uma assembleia de líderes da comunidade. Neste caso, os líderes eram os filhos de Hete (3), que poderiam ter sido colonizadores da terra dos hititas ou residentes de longa data na localidade. Abraão estava em desvantagem e sabia disso. Admitiu publicamente que era estrangeiro e peregrino (4), ou seja, algo comparável a um estrangeiro residente. Fez forte apelo aos filhos de Hete (5) para lhe permitirem com­prar a terra como lugar de sepultamento.
Logo Abraão ganhou a aprovação da influente família de Hete, que o chamou prín­cipe de Deus (6). O próximo passo era obter seus serviços como intermediários entre ele e Efrom, filho de Zoar (8), o dono da cova de Macpela (9). Abraão garantiu a todos que estava disposto a pagar pela propriedade o devido preço.
Então falou Efrom (10). Ele ofereceu dar de presente o campo, junto com a cova (11), para Abraão. Esta era maneira indireta de começar o negócio. Mas Abraão não queria um presente. Queria um título de propriedade legalmente comprovado, e só uma compra poderia cumprir este propósito. No típico modo do Oriente Próximo, Efrom (13) casualmente mencionou um preço exorbitante de quatrocentos siclos de prata (15). Provavelmente para surpresa de todos, Abraão não pechinchou. Prontamente tirou a provisão de moeda corrente e pesou quatrocentos siclos de prata (16). A expressão correntes entre mercadores significa que a prata foi avaliada por taxa de câmbio que os comerciantes da localidade aprovaram. Não há como saber o valor da prata no dinhei­ro de hoje, mas comparado com os 17 siclos de prata que Jeremias pagou pela herdade em Anatote (Jr 32.9), o preço parece altíssimo.
O conteúdo do versículo 17 impressiona como os dizeres de uma escritura de terreno. O local e os vários aspectos da propriedade, inclusive o campo (17), a cova e todo o arvoredo, foi autenticado na presença de todos na assembleia. Depois de tanto tempo, uma porção da terra, ainda que pequena, pertencia a Abraão (19) e seus descendentes. Sara foi imediatamente sepultada na cova do campo de Macpela.

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