2015/11/03

Gênesis 40 — Estudo Bíblico

Estudo Bíblico sobre Gênesis




Gênesis 40

Aprendendo a interpretar (40:1-13, 16- 22).

Tendo em vista que estava numa prisão onde eram colocados os prisioneiros do rei, José conheceu alguns homens de altos cargos oficiais e que tinham acesso ao Faraó, dentre eles o mordomo (copeiro-chefe) do Faraó e o padeiro-chefe. A função do copeiro era certificar-se de que o vinho do Faraó fosse preparado corretamente e seguro para beber (Ne 1:11- 2:1). Uma vez que servia na presença do Faraó, era um homem poderoso que tinha acesso ao rei. Deus colocou esses dois homens na vida de José para que, no devido tempo, pudesse libertá-lo e colocá-lo no trono que havia preparado para ele. Os sonhos tinham um papel importante na vida dos governantes do Egito, e a capacidade de interpretá-los era uma aptidão extremamente respeitada. Até então, José havia refletido sobre seus próprios sonhos, sendo esta a primeira vez que interpretou o sonho de outros. O fato de ter notado o semblante perturbado daqueles homens mostra que José era um homem atencioso e de discernimento, e o fato de ter dado a glória a Deus (Gn 40:8) demonstra que era humilde. A expressão “[tirar] fora a cabeça” (vv. 13, 19) significa “levar o pleito ao rei e ser | restaurado” (ver 2 Rs 25:27; Jr 52:31). Contudo, no que se referia ao padeiro, a expressão tinha um sentido duplo, pois ele seria executado por ordem do Faraó. Os egípcios não usavam a forca; em vez disso, decapitavam a vítima e, depois, empalavam o corpo numa estaca (“madeiro”). Assim, num sentido duplo, a cabeça do padeiro foi “tirada fora”. A interpretação de José se realizou. O copeiro foi restaurado a seu cargo, e o padeiro foi executado. Apesar de, sem dúvida, José ter lamentado pelo que havia acontecido ao padeiro, deve ter se animado ao ver que sua interpretação havia sido correta e que o Faraó, de fato, ouvia o pleito de prisioneiros e libertava alguns deles. Aprendendo a confiar (Vv. 14, 15, 23). No que se refere ao registro em Gênesis, José demonstrou incredulidade em apenas duas ocasiões, e esta é a primeira. (A segunda aparece em Gênesis 48:8-20, quando José tentou dizer a Jacó de que modo deveria abençoar seus dois netos.) Sabendo que o copeiro seria libertado e que teria acesso ao Faraó, José pediu que não se esquecesse dele e que procurasse tirá-lo da prisão. Depositou sua confiança naquilo que um homem podia fazer e não em Deus. Estava ficando impaciente, em lugar de esperar pelo tempo de Deus. José não mencionou seus irmãos e nem os acusou de ter feito mal a ele. Disse apenas que havia sido “roubado” (sequestrado) de sua casa e que, portanto, era um homem livre que merecia um tratamento melhor. A palavra “masmorra”, usada por José em Gênesis 40:1 5 (ver também Gn 41:14), não significa que ele e os prisioneiros estavam num lugar terrivelmente miserável. Ficavam num cárcere reservado aos prisioneiros do rei (Gn 39:20) e chamado de “casa do comandante da guarda” (Gn 40:3), de modo que certamente não era uma masmorra. E bem provável que se tratasse de um tipo de “prisão domiciliar”. José estava falando da mesma forma como você e eu nos expressaríamos ao querer que outras pessoas simpatizassem com nossa situação difícil: “Estou no fundo do poço!” Depois de ser libertado e restaurado a seu cargo, não só o copeiro não disse nada ao Faraó sobre José como também se esqueceu completamente dele! Esse é o resultado de se confiar em pessoas em vez de esperar no Senhor. “Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação.[...] Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor , seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade” (SI 146:3, 5-6). 

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