2019/08/15

Gênesis 43 — Estudo Bíblico

Gênesis 43 — Estudo Bíblico

Estudo Bíblico sobre Gênesis 43



Gênesis 43

O Retorno Cheio de Medo ao Egito (43.1-34)
A continuação da fome (1) forçou a família de Jacó a ir ao Egito (2) pela segunda vez para comprar mantimentos. Judá (3) insistiu que não ousariam ir sem Benjamim Israel (6, Jacó) protestou incoerentemente que eles não deveriam ter contado ao oficial de Faraó sobre a existência de Benjamim. Mas Judá (8), como seu irmão Rúben (42.37), ofereceu-se como fiador (9), ou seja, como garantia de que Benjamim voltaria em segurança.
Enfrentando bravamente o que parecia o inevitável, Israel (11) instruiu os filhos a levarem um presente para o varão, que consistia em algumas iguarias de Canaã. Deviam devolver o dinheiro (12) em dobro pelo pagamento da primeira compra, só para o caso de o reembolso ter sido mesmo um erro. O idoso pai concluiu suas palavras com uma nota de confiança resignada na misericórdia do Deus Todo-poderoso (14) para que seus filhos voltassem, mas agora ele estava pronto a aceitar a perda de todos, se chegasse a esse ponto.
Vendo, pois, José a Benjamim com eles (16) ficou satisfeito pela grande mudança ocorrida na atitude dos irmãos e ordenou que os criados preparassem um banquete para todos. Os irmãos ficaram ressabiados com a ida à casa (18) do oficial e imediatamente suspeitaram que algo ruim lhes sucederia. Temiam a acusação de roubar o di­nheiro que estava nos sacos, sendo escravizados por isso. Por precaução, abordaram o varão que estava sobre a casa de José (19) para explicar que tinham ficado perple­xos quando acharam o dinheiro nos sacos e que agora os devolviam a José. Também garantiram que dispunham de mais dinheiro para pagar por mais comida. Nosso di­nheiro por seu peso (21) é interpretado por Smith-Goodspeed assim: “Todo o nosso dinheiro” (cf. ARA).
A resposta do administrador deve tê-los deixado mais surpresos e ressabiados. Tratou-os com amabilidade e admitiu que ele foi o responsável pelo dinheiro nos sacos. O vosso dinheiro me chegou a mim (23) significa “Recebi o vosso dinheiro”. Sem ter conhecimento disso, tinham acabado de provar que não eram os homens gananciosos que venderam o irmão por vinte moedas de prata. Estavam agindo como homens honestos.
Simeão (23) foi trazido da prisão e se juntou aos outros. Todos foram adequadamente tratados, inclusive os animais. Os irmãos ficaram esperando ansiosamente com os presentes em mãos. Quando José chegou para a refeição do meio-dia (25), apresenta­ram-lhe os presentes e se inclinaram humildemente aos seus pés. Perguntando-lhes so­bre o pai, José viu a Benjamim, seu irmão (29), novamente. Foi demais. Sufocado pela emoção, deixou seus irmãos e, no silêncio do quarto, chorou (30). Recompondo-se, lavou o rosto (31) e voltou à sala de jantar.
Em típico estilo oriental, eles comeram em grupos separados de acordo com distinções de cargo e etnia. Os egípcios (32) eram particularmente cuidadosos em se manter separados dos outros, sendo fortemente preconceituosos contra os hebreus. Conforme prosseguia a refeição, assim continuava o padrão de incidentes inexplicáveis. Percebe­ram que estavam sentados em ordem do mais velho ao mais moço (33). José não só compartilhou com os irmãos parte dos pratos que comia, mas deu a Benjamim porção de comida cinco vezes maior do que a de qualquer deles (34). Além disso, a ocasião revelou festejo e alegria (34).

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