2019/08/15

Gênesis 47 — Estudo Bíblico

Estudo Bíblico sobre Gênesis


Gênesis 47

A Permissão para Residência Temporária (47.1-6)
Em termos atuais, pode-se dizer que José deu vistos de entrada para a família de Jacó. Mas a permissão para a residência temporária de alguns anos tinha de vir do próprio Faraó (1). Sabedor dos procedimentos egípcios, o próprio José cuidou da manei­ra mais apropriada de abordar Faraó. Os cinco irmãos selecionados (2) fizeram o apelo que José os instruiu a fazer. Ressaltaram o fato da terrível necessidade que os motivou a se mudar para o Egito (4).
Faraó ficou impressionado e, felizmente, deu permissão para habitarem na terra de Gósen. Faraó também fez um pedido inesperado. A família de Jacó recebeu a oferta de empregos privilegiados na economia egípcia: “Se sabes haver entre eles homens capa­zes, põe-nos por chefes do gado que me pertence” (6, ARA).

O Homem de Deus se Encontra com Faraó (47.7-12)
O próximo passo era apresentar Jacó a Faraó (7), ocasião repleta de contrastes interessantes. O povo considerava Faraó um ser divino, o filho do sol e regente sobre uma nação politeísta.' Jacó já havia tido vários encontros pessoais com o único Deus verdadeiro e estava em relação de concerto com Ele. Neste momento, Faraó tinha o poder de receber ou rejeitar Jacó, mas Jacó tinha a promessa do verdadeiro Deus de que Ele levaria os israelitas de volta para Canaã, e não haveria Faraó que impedisse isso. O povo esperava que Faraó tivesse poder sobre todos os aspectos da vida do Egito. Mas foi José, filho de Jacó, que de fato governou o país durante o período de crise. Com o decorrer do tempo, a linhagem faraônica acabou, mas os descendentes de Jacó e sua crença religi­osa ainda estão em vigor hoje.
Faraó notou que Jacó era idoso, cuja idade estava muito acima da expectativa de vida do egípcio comum. Quando perguntado: Quantos são os dias dos anos de tua vida? (8), Jacó revelou sua idade, mas não se vangloriou. Homens de vida longa têm suas recordações de tragédia. Mesmo cento e trinta anos (9) eram poucos compara­dos com a idade dos antepassados de Jacó. Este era outro contraste entre o homem-deus de vida curta e a longevidade de um homem de Deus.
Quando entrou e quando saiu da presença de Faraó, Jacó o abençoou (7,10). O texto de Hebreus 7.7 declara que, “sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior”.
Sob o cuidado atento de José, a família de Jacó prosperou. Todas as coisas necessárias lhes foram providenciadas. A terra de Ramessés (11) aludia a Gósen e era um título comum na ocasião em que o Pentateuco foi escrito.

O Programa de Prosperidade de José (47.13-26)
A seca, que no Egito (13) era a falta da inundação do rio Nilo em seus movimentos regulares de verão, continuou deixando as pessoas sem colheita. O plano de armazenamento de grãos implementado por José mostrou-se inestimável. Mas a porção de mantimentos não era dada de graça. Os alimentos tinham de ser comprados com qualquer coisa que o povo tivesse. Não se conheciam moedas ou cédulas nos dias de José, assim o dinheiro (14) que as pessoas levavam era provavelmente metais preciosos e joias. Quando estes produtos acabaram, o governo recebia gado (16), em seguida terras de particulares e, por último, as pessoas se tornaram escravas em troca de pão (19).
Teoricamente, toda a terra, gado e as pessoas pertenceram a Faraó, e em certos períodos da história do Egito esta era a verdadeira situação. Mas ocorreram períodos de fraqueza no poder quando as propriedades e empreendimentos particulares governavam. A fome era um meio pelo qual se restabelecia o antigo absolutismo. Houve somente uma exceção. A terra dos sacerdotes (22) não pôde ser tocada pela classe governante.
Para amenizar o sofrimento do povo (23), José lhes deu sementes com a condição de que um quinto da produção seria paga ao governo. Esta cifra é muito menor que os 50% ou mais que os meeiros têm de pagar, e é imposto mais baixo que muitos cidadãos pagam em países civilizados de hoje.

O Voto de José para seu Pai (47.27-31)
Durante dezessete anos (28) o patriarca morou no Egito, vendo sua família prosperar na terra de Gósen (27). Sentindo o fim se aproximar, chamou a José (29). Israel queria assegurar-se que seus restos mortais seriam colocados na cova de Macpela. Usando termos comuns à linguagem de concerto, como graça e usa comigo de benefi­cência e verdade, ele pediu solenemente que José jurasse que o enterraria em Canaã conforme as promessas de Deus registradas em 28.13-15 e em 35.11,12. Quando José fez o voto, agiu segundo o costume (ver 24.2) pondo a mão debaixo da coxa de Jacó. Era sublime momento de fé para Jacó e, assim que José se comprometeu, o patriarca agoni­zante adorou. O versículo 31 declara que Israel inclinou-se sobre a cabeceira da cama (31). Em Hebreus 11.21, seguindo a Septuaginta, lemos: “Jacó [...] adorou encosta­do à ponta do seu bordão”. No idioma hebraico, a diferença é mittah, “cama”, e matteh, “bordão”. Levando em conta que os manuscritos hebraicos só tinham consoantes, a dife­rença surge de duas tradições distintas de pronúncia.

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