2015/12/16

O Messias Prometido do Novo Testamento

O Messias Prometido do Novo Testamento

O Messias Prometido no Novo Testamento


A primeira pergunta que devemos formular em relação ao Novo Testamento é: O Libertador prometido por Deus no Antigo Testamento realmente veio? O Novo Testamento responde à pergunta do Antigo Testamento com um retumbante “sim”! E Ele não é apenas um Libertador humano comum, Ele é Deus que veio em carne. O Filho unigênito, Jesus, que manifesta perfeitamente o Pai, para que o povo de Deus o possa conhecer e ser libertado de seus pecados. O Novo Testamento concentra-se diretamente em Cristo. Ele é a essência do Novo Testamento. Ele é o centro da mensagem do Novo Testamento. Deus sempre teve um plano para a criação.

O Novo Testamento ensina que, antes mesmo do princípio da história, Deus planejou enviar seu Filho como ser humano para morrer pelos pecados de seu povo. Depois de Deus criar o universo e a raça humana, Adão e Eva rebelaram-se contra o justo governo do Senhor. Por isso, Deus chamou um povo especial para si mesmo em Abraão. Por intermédio do descendente de Abraão, Jacó, ou Israel, a família cresceu para ser uma grande nação. Depois, a maior parte dessa nação foi destruída por exércitos invasores por causa de seus pecados; enquanto os sobreviventes foram levados cativos, foram exilados, dispersos, e apenas parte deles se reuniu de novo depois do exílio. Contudo, o plano de Deus permaneceu firmemente no lugar em meio a tudo isso. Nesse remanescente aos pedaços seria encontrado o Libertador por vir, o Ungido — em hebraico, o “Messias”; em grego, o “Cristo”.

A coletânea de 27 livros que compõem o Novo Testamento começa com quatro relatos da vida desse Messias — Jesus de Nazaré. Olhe o sumário de sua Bíblia. Sob o título Novo Testamento, você encontra quatro livros no topo da lista — Mateus, Marcos, Lucas e João. Depois desses quatros livros, tem um quarto — Atos dos Apóstolos. Esses cinco livros afirmam que Jesus de Nazaré é o Messias. Esses livros, por assim dizer, são documentários da vida de Jesus e defendem o a sua chamada messiânica. Eles apresentam a seus leitores a incrível notícia de que o Libertador prometido realmente veio! AquEle por quem o povo de Deus esperava, veio! Quando Adão e Israel falharam e foram infiéis, Jesus provou ser fiel. Ele resistiu às tentações. Ele levou uma vida sem pecado. Além disso, Jesus cumpriu a promessa que Deus fez a Moisés de um profeta por vir (D t 18.15,18, 19). Jesus cumpriu a promessa que Deus fez a Davi de um rei por vir (2 Sm 7.12,13). Jesus cumpriu a profecia do Filho do Homem divino feita por Daniel (Dn 7.13,14). Esses quatro Evangelhos dizem que todas essas promessas e mais outras foram cumpridas em Jesus de Nazaré.

Na verdade, de acordo com João I, Jesus é a Palavra de Deus encarnada — o próprio Deus vivendo na forma humana. Ao nos voltarmos para esses Evangelhos individualmente, observamos que é provável que o Evangelho de Mateus tenha sido escrito por uma comunidade judaica. Ele enfatiza o cumprimento das profecias do Antigo Testamento em Jesus, bem como as muitas profecias a respeito do seu nascimento. Mateus inclui cinco seções principais de ensinamento, cada uma delas mostra que Jesus é o grande profeta prometido por Moisés. Talvez Marcos registre as lembranças de Pedro.

O livro não diz isso, mas várias coisas nele nos fazem pensar que Marcos compilou as lembranças de Pedro a respeito de Jesus para os cristãos romanos, talvez por volta da época em que Pedro foi morto por ser cristão. Talvez a igreja, ao ver os primeiros apóstolos mortos, tenha desejado registrar fatos por escrito. O relato de Marcos é o mais curto de todos os Evangelhos e talvez o mais antigo. Lucas, o terceiro Evangelho, às vezes é chamado de Evangelho para os gentios. Lucas enfatiza que o Messias não veio apenas para o povo judeu, mas para todas as nações do mundo, e ele faz bom uso das profecias do Antigo Testamento que envolvem essa promessa. Lucas também escreveu um segundo volume, o livro de Atos dos Apóstolos. Esse livro é a “parte dois” da obra de Lucas. Atos dos Apóstolos mostra como Jesus expandiu ativamente sua igreja por intermédio do seu Espírito.

Por isso, a obra de Jesus — mesmo após sua crucificação, ressurreição e ascensão — continua à medida que a igreja cresce e à medida que Deus estabelece essa nova sociedade. Lucas conclui sua narrativa com a prisão de Paulo — embora este continue a ministrar — em Roma. O quarto livro é o Evangelho de João, talvez o mais amado dos Evangelhos. De alguma forma, ele é diferente dos outros Evangelhos. Ele não ensina uma teologia diferente, mas enfatiza de forma especialmente evidente, a identidade de Jesus como Messias e o fato de que o Messias é Deus. No capítulo 20, João afirma de forma explícita esse propósito para seu Evangelho: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (20.31). Estes são os quatro Evangelhos e o livro de Atos dos Apóstolos. Eles iniciam o Novo Testamento mostrando que as promessas feitas a respeito do Messias, no Antigo Testamento, foram cumpridas em Cristo.

Eles proclamam as Boas Novas de que Deus não só cumpre as promessas feitas ao seu povo do Antigo Testamento, mas também a nós, se nos arrependermos de nossos pecados e seguirmos seu Filho. Se a coletânea dos Evangelhos e de Atos dos Apóstolos o impressiona apenas como um livro de histórias antigas um pouco mais embolorado, você não os leu muito bem. Leia-os de novo. Acho que você descobrirá mais do que imagina, da mesma forma que eu descobri quando, como agnóstico, comecei a lê-los com todo cuidado. Os Evangelhos mostram que Jesus, o Messias, não é apenas Senhor das pessoas que viveram dois mil anos atrás, mas é o Senhor que você precisa na sua vida.

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