2019/09/13

Apocalipse 12 — Explicação das Escrituras

Apocalipse — Explicação das Escrituras

Apocalipse 12 — Explicação de Apocalipse



Apocalipse 12
12.1 Grande sinal. Depois dos sete selos e das sete trombetas e antes das sete taças (15.7 e cap. 16) intervém uma visão portentosa. Uma mulher. primeira das sete personagens mencionadas nos caps. 12 e 13. Cada uma destas toma sua parte nesta visão de lutas e conflitos: 1) A Mulher, simbolizando Israel, ou a povo ideal de Deus (cf. Gl 4.26), personificada em Maria (não está claro se devemos ver aqui uma referência ao nascimento de Jesus, 12.1-2); 2) O Dragão, símbolo do diabo (12.3-4); 3) O Filho, símbolo de Cristo (12.5-6); 4) Miguel, anjo guarda de Israel (Dn 10.13, 21; 12.1), símbolo do socorro divino (12.7-12); 5) Os Restantes, símbolos dos crentes (12.17); 6) A besta que emerge do mar, que poderia se referir historicamente ao Imperador Domiciano (81-96 d.C.), mas que finalmente simboliza o anticristo (13.1-10); 7) A besta que emerge da terra, lembrando os primeiras leitores do Apocalipse dos sacerdotes, que impunha o culto pagão ao Imperador; seria apenas uma sombra da encarnação do poder satânico que o falso profeta exercerá (13.11-18). As bestas designam o anticristo e seu profeta que hão de surgir num período da tribulação antes do Milênio.
12.3 Dragão. Interpretado como Satanás no v. 9. Vermelho (gr purros), “cor de fogo”. Seu intento é devorar o Filho que estava para nascer, e lutar contra os irmãos (v. 10) que seriam os crentes.
12.5 Um filho. O Messias que, reinará sobre as nações com cetro de ferro (cf. Is 11.4). Arrebatado. Alusão à Ressurreição de Cristo.
12.6 Deserto. O simbolismo lembra a proteção divina oferecida a Cristo no Egito. Jesus foi guardado por Deus durante toda a Sua vida, até à cruz. Na Sua ressurreição venceu a morte. Essa vitória foi repartida com Seus seguidores que vencem o diabo pelo sangue justificador de Cristo (v. 11). Na destruição de Jerusalém, em, 69-70 d.C., os crentes escaparam em tempo para a cidade de Pela, no deserto; além do Jordão.
12.7 Peleja no céu. O diabo não consegue destruir na terra. Agora, procura invadir a própria Glória celestial, para continuar sua luta contra o Filho de Deus, mas acaba sendo derrotado. Isto ainda aumenta seu ódio contra Cristo, o qual se lança contra os Seus seguidores. • N. Hom. Os motivos do triunfo dos santos de Deus, 12.11. 1) O Sangue do Cordeiro - os santos venceram a batalha por meio da Vitória de Cristo, e não por seus própria méritos; 2) Seu testemunho - o fato de sempre testificarem de Cristo e da Palavra, alimentava-os com poder para enfrentar o desafio do mal dia após dia; 3) Não amaram a própria vida - as vitórias espirituais pertencem àqueles que se dedicam a Deus (Rm 12.1).
12.13 O diabo, lançado de volta à terra, redobrou sua fúria contra os seguidores de Cristo, e contra a mulher. Deste modo explicam-se as terríveis perseguições que caracterizarão o período da grande tribulação (13.7, 17; Mt 24.21).
12.14 Um tempo, tempos e metade de um tempo. Veja 11.2n.
12.17 Restantes da sua descendência. Aponta para o futuro, a geração dos crentes que enfrentará a ira satânica exercida pelo anticristo (cf. cap. 13).

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