2019/09/13

Apocalipse 13 — Explicação das Escrituras

Apocalipse — Explicação das Escrituras

Apocalipse 13 — Explicação de Apocalipse




Apocalipse 13
13.1 Uma besta (gr therion, “animal selvagem”, cf. 11.7). Os chifres simbolizam poder, e os diademas representam autoridade. “Este anticristo é dominado pelo dragão, Satanás (v. 4), que tinha em 12.3 sete cabeças e dez chifres. Sua natureza se descreve na conjuntura das três feras de Dn 7. 1) Leopardo, perigosamente malévolo; 2) Pés de urso, grande força; 3) Boca de leão, devora tudo; 4) Poder, trono e autoridade vindos da parte do dragão. Mostram a maneira satânica de dominar. Esta descrição é tipificada no rei Antíoco Epifânio (Cf. Dn 7.25) cuja perseguição aos fiéis judeus foi profetizada por Daniel (Dn 8.9-14) e prefigurava os imperadores romanos que deliberadamente desafiaram a Deus, quebrando Suas leis e martirizando os santos. Finalmente, prenuncia o anticristo, na época da grande tribulação que precede a segunda vinda de Cristo (Mt 24.15-31; 2 Ts 2.1-12)
13.3 Cabeças. As cabeças, possivelmente, se referem a sete reinados anticristãos.
13.4 Adorar a besta é o auge da idolatria; na realidade, é culto a Satanás.
13.7 Os vencesse. Pode ser que vence pelo martírio dos cristãos (6.9-11) e domínio externo sobre as suas vidas. É possível que essa será uma época na qual haja cristãos que neguem a Cristo publicamente para escapar à perseguição (cf. Mt 24.12: “o amor se esfriará”). Cada tribo. Esta é mais uma tentativa do diabo de colocar seu anticristo como substituto do Cristo de Deus, cujo domínio se descreve em 5.9 e 7.9. O anticristo, almeja este poder, que no Julgamento Final será só de Cristo. Tem ciúmes dos cristãos, pois estes só aceitam a autoridade de Jesus Cristo, e não a dele.
13.8 Desde a fundação do mundo. Em harmonia; com 1 Pe 1.18-21, ensina-se que o Sacrifício de Cristo fez parte do propósito divino antes da criação do mundo. Os decretos e propósitos de Deus são tão concretos e reais como o próprio acontecimento (At 2.23; Ef 1.4).
13.11 Besta... da terra. Este animal, uma paródia de Cristo, tem forma exterior de um cordeiro. Representa aquele que perverte a religião, unindo-se a ela para fins perversivos. Seria o falso profeta de 19.20. Chefia a religião falsa que unirá o mundo ao redor do culto ao anticristo. Foi assim na época de João quando exigia-se o culto ao Imperador, sob ameaça de morte. Assim será no fim antes da vinda de Cristo. • N. Hom. As blasfêmias de quem apóia o anticristo (13.11-18): 1) Exige homenagens à representação do anticristo (vv. 12 e 14); 2) Pratica milagres e portentos para impressionar o povo (v. 13 com Mt 24.24); 3) Faz crer que a imagem do anticristo fala (v. 15); 4) Força todos a pertencer à religião falsa (v. 16); 5) Retira o direito de pessoa jurídica de quem não ingressar na religião do anticristo (v. 17).
13.16 Marca. Símbolo de pertencer à besta, ou aceitar sua autoridade.
13.18 Número. Uma das muitas explicações vê no número sete o símbolo da perfeição; seis é imperfeição: daí 666 seria a cúmulo da maldade. O nome da besta se representa por este número. É impossível, para nós hoje, interpretar com segurança que nome o anticristo terá.

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