2016/03/27

João 6 — Explicação das Escrituras

João 6 — Explicação de João

João 6 — Explicação de João





João 6  

6.1 Tiberíades. Outro nome para o mar da Galileia. Uma cidade com esse nome foi edificada à beira do lago por Herodes Antipas entre 22-26 d.C., em honra ao imperador romano Tibério (14-37 d.C.).
6.2 Multidão. Agora a popularidade de Jesus atinge seu auge.
6.3 Subiu Jesus ao monte. Seria uma indicação da relação entre este ato messiânico e Moisés subindo o monte Sinai (cf. Mt 5.1; Mc 3.13). Jesus, “o Profeta”. (Dt 18.15, 18) supre as necessidades da multidão com pão e peixinhos assim como Moisés com maná e codornizes (Nm 11.31).
6.4 Páscoa. O pão que Jesus dá é a nova Páscoa (1 Co 5.7).
6.5,7 Filipe. Prático nos cálculos, pessimista nas conclusões; ele acha que pão no valor de 200 denários (cf. Mt 20.2) seria insuficiente.
6.9 Pães de cevada, comum entre os pobres, era pão inferior (2 Rs 4.42ss). Peixinhos. Cozidos ou salgados (gr opsaria, 21.9, 10).
6.10 Relva. Confirma, que era a primavera, época da Páscoa (Mc 6.39).
6.11 Aqui encontramos uma alusão às quatro ações da Ceia. “Tomou”. (Mc 6.41, ”abençoou”), deu graças (Lit. “tendo feito eucaristia”), “partiu” (só em Mc 6.41) e ”distribuiu”. Essa refeição previu a Ceia na Igreja e finalmente apontava para o banquete dos remidos no futuro Reino de Deus (cf. Ap 19.9).
6.13 Doze cestos. Não ajuntaram os pedaços no chão mas guardaram o pão que sobrou depois que todos se fartaram. Jesus é contrário ao desperdício desnecessário.
6.15 Rei. Jesus aceitaria apenas uma coroa de espinhos (19.5). A possibilidade da existência do Seu reino, “não deste mundo” (18.36), se baseia na Sua morte e ressurreição.
6.19 Trinta estádios equivalem a cerca de 5 a 6 km.
6.20 Em face do temor dos discípulas, Jesus pronuncia “sou eu” (gr egõ eimi; cf. Êx 3.14, LXX). Isso não deixaria de chamar atenção ao fato que Ele se chamaria pelo nome divino (cf. 8.24, 28).
6.21 Logo. • N. Hom. O Poder de Nosso Senhor. O milagre demonstrou três características. 1) Andou sobre a água - conquistou a gravidade; 2) parou a tempestade -controlou o cosmos; 3) logo (lit. imediatamente) o barco chegou - conquistou o espaço.
6.24 À sua procura. A busca de Jesus é nobre unicamente quando a motivação é certa. Aqui deparamos puro materialismo (26).
6.26 Não porque vistes... fartasses. Salienta-se o contraste entre o milagre e seu significado profundo espiritual.
6.27 Comida que perece. Como o maná do deserto que alimentou temporariamente o corpo A “comida que subsiste para a vida eterna”, refere-se a Cristo que pelo Espírito alimenta continuamente a crente (cf. 4.14). Seu selo. O atestado divino do Espírito que todo verdadeiro crente recebe (cf. 3.33; 1.32s; Ef 1.13; 4.30).
6.28 Realizar as obras de Deus. Os judeus pensaram na possibilidade de aprender a fazer os milagres como Jesus e Moisés fizeram. Jesus esclarece que a “obra” que antecipa todas as obras (14.12) é a fé submissa em Cristo, o Enviado de Deus.
6.30 Que sinal. Os judeus reclamaram que fé necessita de fundamento num sinal autenticador vindo de Deus. Jesus respondeu que: 1) não foi Moisés quem doou o naná, mas Deus; 2) e que Seu Pai agora oferece a eles o pão que traz a vida eterna (6.33).
6.32 Não foi Moisés. Jesus nega que o famoso legislador de Israel, em vez de Deus, podia produzir o “pão verdadeiro” que dá a vida celestial. Jesus tem em mente a Torá (Lei de Moisés) que os rabinos chamaram de “pão” e que achavam capaz de dar vida a quem à seguisse
6.34 Dá-nos sempre. Cl 4.15. Não se restringe à época da multiplicação dos pães, mas até a Sua vinda, a mensagem de Cristo alimenta os que crêem
6.35 Eu sou. Primeira das sete reivindicações introduzidas por “ego eimi” (6.35; 8.12, 28; 10.7; 11.11, 25; 15.1; cf. Êx 3.14n). • N. Hom. Como se alimentar de Cristo: 1) Vindo a Ele em contrição e fé (40, 44); 2) Vendo e reconhecendo quem Ele é (40). Os benefícios:
1) Satisfação contínua (35); 2) Aceitação e proteção permanentes (37, 39); 3) Vida eterna agora (40); 4) Ressurreição (40).
6.41-59 Objeções dos judeus e respostas de Jesus.
6.42 Os judeus negam a origem celestial de Jesus. Jesus responde que apenas os que forem ensinados por Deus reconhecerão Sua encarnação e nascimento virginal (44, 45).
6.49 O maná foi incapaz de afastar a morte para os israelitas. Põe em contraste a mensagem salvadora de Cristo, o “Pão do céu”.
6.51 A segunda objeção se levanta contra a declaração de Cristo que Ele era a carne, o pão do céu. Resposta: Sendo vítima sacrificial que pelo corpo crucificado e sangue vertido oferecerá vida ao mundo. A confirmação desta verdade se verificará na ressurreição.
6.52 A terceira objeção: “Como pode este dar-nos a comer sua própria carne”? A resposta é espiritual, não material. Sem comer sua carne crucificada (cf. 1.14) pela fé e beber Seu sangue que lava todos os pecados não terão a vida eterna (53). “Carne” e “sangue” significam a plena humanidade de Cristo (1 Jo 4.2, 3). No sacrifício o sangue obrigatoriamente pertencia a Deus (Gn 9.4; Dt 12.16, 23) porque nele estava a vida. Jesus declara que se não assimilarmos Sua vida não participamos nele.
6.55 Verdadeira. Quer dizer, “a única”. Pode haver neste trecho uma sugestão da Ceia em que se dramatiza a permanência em Cristo pela participação nos símbolos de Sua vida e morte (cf. Ap 3.20).
6.57 Eu vivo pelo Pai. A relação entre Cristo e o Pai prefigura a mesma entre o crente e Cristo. A parte dEle não se pode viver.
6.60 Duro (gr skleros) não difícil de entender mas duro de aceitar.
6.61 Escandaliza. (gr skandalizei “provocar tropeço”). Cf. Mt 15.7-9. A doutrina da expiação substitutiva tem sido um escândalo para o mundo através dos séculos.
6.62 Subir... Jesus não procura com provar suas afirmações. Declara que sua ascensão demonstraria a veracidade de sua reivindicação (3.13).
6.63 Espírito... carne. Veja o contraste em 3.6. O espírito do homem fornece ponto de contato com Deus. O Espírito Santo dá o entendimento necessário da verdade que salva (14.26). As palavras de Cristo comunicam Sua pessoa e, assim, a vida para quem crê e almeja obedecer-lhe. Cf. 15.4s com 15.7 onde a pessoa e as palavras se identificam.
6.65.66 • N. Hom. Quem é Discípulo de Verdade? 1) Quem for trazido a Jesus pelo Pai (44, 65); 2) Quem não abandona a Cristo (Mt 14.13) e anda com Ele (66; Gn 5.24; Cl 2.6); 3) Quem não é atraído por outrem (68; Gl 3.1): 4) Quem fundamenta sua fé nas palavras de Cristo (68; 5.24); 5) Quem reconhece Jesus como o Santo de Deus (69).
6.66 Discípulos. Além dos doze (Mc 3.14) houve muitos seguidores ocasionais de Jesus impressionados com Ele e Sua mensagem (3.1s).
6.70 Se entre os escolhidos de Jesus houve alguém que em vez de entregar seu coração a Jesus o abriu para o diabo (Jo 13.27), não nos deve surpreender que na Igreja haja casas iguais. No caso de Pedro, que se arrependeu, a ocupação satânica foi temporária (Mc 8.33).

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