2016/04/30

Êxodo 23 — Explicação das Escrituras

Êxodo 23 — Explicação de Êxodo

Êxodo 23 — Explicação de Êxodo

23.1 Notícias falsas. Espalhar boatos que danifiquem o nome de outrem ou assustem o povo, faz parte da proibição do nono mandamento (Êx 20.16). Ser testemunha maldosa, continuando o pensamento do mandamento, inclui mentir para ajudar alguém a vingar-se do inimigo (1); deixar seu depoimento ser influído pela maioria (2); valer-se de sua posição social contra um semelhante, em detrimento da verdade (3); ou, como juiz, fazer uso de tais testemunhas, julgar falsamente, aceitar suborno para pronunciar uma sentença improcedente, ou oprimir ao forasteiro no seu julgamento (6-9). Tudo isto faz parte do falso testemunho.
23.4 A inimizade pessoal não pode paralisar a vida normal da sociedade, nem secar as fontes de compaixão e de piedade. Quantas vezes o povo paralisa as fontes de alimentação da nação, para a extorquir com um preço mais alto.
23.9 Forasteiros. A hora mais própria de se falar nesta lei de compaixão é justamente a da fuga do Egito.
23.10-13 O quarto mandamento, o do sábado (20.8-11), aqui se aplica à terra, à obra humana, e aos animais. O sétimo ano é para a terra descansar (que aliás é uma necessidade agrícola), e tudo que ela produz sozinha é para alivio dos pobres, juntamente a fauna terrestre e as aves, das quais Jesus disse que o Pai Celestial as sustenta (Mt 6.26)
23.13 Apercebidos. Tudo que Deus nos diz na Sua Palavra é para nos ensinar a amá-lo, confiar nele e servi-lO na terra e nos céus. As leis que aqui aparecem são para separar o povo de Deus de todo sintoma de paganismo, da idolatria, e do deslize mental que o acompanha. Assim, a primeira Epístola de João, que tanto fala do amor de Cristo e da vida espiritual, se encerra Com as palavras: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21).
23.14-19 As três festas religiosas em que o povo todo se reunia para o culto solene. Quando o povo se tornou em uma grande nação, tais festas se realizavam no Templo de Jerusalém.
23.15 Pães asmos.. Continuação da festa da Páscoa, na qual se dava graças a Deus pela libertação da escravidão (veja as referências).
23.16 Primeiros frutos. É o Pentecostes, a festa das semanas, assim chamada por contar sete semanas ou cinquenta dias, desde o começo dos produtos da terra até ao dia da festa. “Pentecostes” é a transcrição do numeral grego que significa “cinquenta”. É a festa de gratidão por todos os benefícios de Deus na vida diária. Festa do colheita. É a festa dos tabernáculos, celebrada depois de colher tudo aquilo que o ano produziu. Naqueles dias, todos viviam em tendas de ramos e folhas, para lembrar-se do tempo, no deserto, quando Deus supria tudo sem a contribuição do esforço humano.
23.19 Leite. A gula humana não pode suprimir a compaixão. • N. Hom. Deus tem autoridade para nos dar Suas Leis, pois Ele criou o mundo e nos tirou da escravidão (20.2). Mas, à autoridade, Deus sempre acrescenta Sua graça e Seu amor. No fim dessas instruções legais que Deus deu a Moisés, vem a promessa da companhia de um Anjo para garantir a herança prometida. A este Anjo deve-se obediência (22), é preciso ser Seu discípulo (21) e a condição para permanecer nessa bênção é a fidelidade integral a Deus e o afastamento total da idolatria (24). Esta relação concede saúde ao homem (25 e 26), coragem sobre-humana (27), intervenção divina em nossa ajuda (28), e Sua providência que faz todos as coisas concorrerem em benefício do servo de Deus (29-30), tudo lhe proporcionando (31). Esta descrição é aplicável àquilo que Jesus Cristo faz para os homens. Se a rocha de água (17.6) era Cristo (1 Co 10.4), é muito mais claro que o Anjo de Deus seja Cristo também.
23.25 As enfermidades. O povo de Deus deve orar em favor dos doentes. A paz com Deus lança fora as múltiplas doenças causadas pelos vícios, pela preocupação, pelo ódio e pelo medo.
23.26 Completarei. Da mesma forma, o ideal para o crente é ir amadurecendo, até a velhice, para depois ser colhido como um feixe de trigo, a seu tempo (Jó 5.26).
23.28 Vespas. Ou se refere às forças naturais que Deus põe à disposição do Seu povo, ou pode ser o símbolo do império do Egito, que tinha limitado as forças dos cananitas, mas que justamente naquele ano estava em declínio, o que significa que o território de Canaã estava sem proteção organizada.
23.29 Num só ano. Seria impossível cultivar uma terra abandonada, de uma hora para outra; a luta contra a natureza seria malograda.

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