2016/06/29

Estudo sobre Apocalipse 19

Estudo sobre Apocalipse 19

Estudo sobre Apocalipse 19


A exultação sobre a Babilônia (19.1-5)
v. 1. Depois disso ouvi nos céus algo semelhante à voz de uma grande multidão: O colapso da rebelião e da opressão impiedosa na terra suscita o júbilo no céu. Para homens mortais, a vindicação da justiça de Deus é um espetáculo que os faz pensar com seriedade, mesmo quando é mais do que bem-vindo, pois não há ninguém que não esteja sujeito ao seu juízo de alguma forma: “Se tu, Soberano Senhor, registrasses os pecados, quem escaparia?” (SI 130.3). Mas os santos e anjos no céu com a vista purificada enxergam este mundo inferior à luz da glória de Deus, e o seu louvor não é perturbado por pensamentos desagradáveis.

VI. O CASAMENTO DO CORDEIRO (19.6-10)
v. 6. Aleluia!, pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso: Essa é a tônica de todo o livro. Embora os inimigos de Deus se enfureçam contra o seu povo como animais selvagens e a grande Babilônia exulte no seu atrevimento, ele permanece soberano, “guardando os seus”, e está pronto a chamar os seus inimigos à responsabilidade quando a sua rebelião tiver passado do ponto de retorno. O tempo presente reina representa o aoristo grego ebasileusen (cf. 11.17), que aqui segue a LXX de SI 93.1 etc., em que o aoristo serve como equivalente do perfeito hebraico (“O Senhor reina!”, NVI). v. 7. chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou: O tema antigo do casamento sagrado é introduzido perto do final do drama apocalíptico. Acerca do tema messiânico da noiva, cf. Jo 3.29 (a figura de linguagem aparece de forma mais geral em Mt 25.lss; Mc 2.19,20; 2Co 11.2; Ef 5.25ss). O Cordeiro é o Messias; a noiva é a comunidade messiânica (cf. 21.2,9ss). v. 8. Para vestir-se, foi-lhe dado linho fino, brilhante e puro: Cf. as vestes brancas da multidão em 7.9ss. O linho fino representa “o total dos atos santos dos membros de Cristo, realizados neles por seu Espírito” (H. B. Swete). v. 9. o anjo me disse-, O anjo intérprete de 1.1 (cf. 17.1; 21.9). Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro: Enquanto a comunidade amada é a noiva, os seus membros individuais podem ser retratados como os convidados do casamento. Cf. a observação piedosa em Lc 14.15. Estas são as palavras verdadeiras de Deus: Essa segurança é repetida em 21.5; 22.6. v. 10. Não faça isso!: Cf. 22.9. Tendo em mente Cl
2.18, podemos reconhecer aqui uma advertência às igrejas da Ásia contra a adoração de anjos. Sou servo como você. Os anjos, “embora sendo maiores em força e poder” (2Pe 2.11), não compartilham a natureza divina, mas são “espíritos ministradores enviados para servir” (Hb 1.14). Adore a Deus!: Cf. Mt 4.10,11; Lc 4.8, citando Dt 6.13. O testemunho de Jesus é o espírito de profecia: Aqui se tem em mente a profecia no NT; acerca de um tratamento semelhante da profecia do AT, v. IPe 1.10,11 (cf. Jo 5.39; At 10.43).

VII. A GUERRA SANTA (19.11-21)
v. 11. Vi os céus abertos: Cf. 4.1; Ez 1.1. um cavaio branco: Um símbolo de vitória como em 6.2. cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro: Esse cavaleiro é diferente do cavaleiro do cap. 6; ele é o Messias vitorioso, a “testemunha fiel e verdadeira” de 3.14. Ele julga e guerreia com justiça: Cf. Is 11.4. O tema da guerra santa do final dos tempos (já anunciada em 16.14,16; 17.14) ocorre com frequência na literatura apocalíptica; suas características estavam bem definidas, mas João as torce resolutamente, por recalcitrantes que sejam ao seu propósito, para servirem como símbolos da vitória do Leão da tribo de Judá conquistada por meio da sua morte (5.5,6). v. 12. Seus olhos são como chamas de fogo: Cf. 1.14; 2.18. em sua cabeça há muitas coroas-. Mais do que as sete do dragão (12.3) ou as dez da besta imperial (13.1); elas representam a lealdade universal que ele recebe (5.11-13). ... e um nome que só ele conhece, e ninguém mais: Cf. o nome secreto dado ao vencedor em 2.17. Aqui há a sugestão do mistério da pessoa de Cristo (cf. Mt 11.27; Lc 10.22); esse nome evidentemente não é nenhum dos nomes revelados nos v. 13,16. v. 13. Está vestido com um manto tingido de sangue: Em vez de “tingido” (gr. bebammenon, de baptõ), alguns manuscritos e versões antigos trazem “salpicado” (gr. rerantismenon, de rhantizõ-, cf. ARC). O quadro é extraído de Is 63.1-3, em que as roupas do vencedor que “estão vermelhas” foram tingidas com o sangue dos inimigos edomitas. Essa é uma das características recalcitrantes das figuras de linguagem que João reformula para retratar o evangelho do Cristo que venceu ao derramar o seu próprio sangue, e o seu nome é Palavra de Deus: Um notável ponto de contato com o evangelho de João (cf. Jo 1.1-14).
v. 14. Os exércitos dos céus: Os “chamados, escolhidos e fiéis” de 17.14. vestidos de linho fino, branco e puro: Cf. o v. 8. em cavalos brancos: Cf. o v. 11; eles compartilham a vitória do seu líder (cf. 12.11). v. 15. De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações: De Is 11.4; cf. 1.16; 2.16. A espada simboliza o poder irresistível da sua palavra de juízo e graça. Ele as governará com cetro de ferro: De SI 2.9; cf. 12.5 (tb. 2.27). Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso: De Is 63.2,3,6; cf. 14.19,20. v. 16. em sua coxa: Com base na suposição de que um original semítico está por trás do texto grego de João, tem sido conjectu-rado que o termo hebraico ou aramaico regei (“perna”) substituiu de forma inadvertida o original degel (“estandarte”). REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES: Esse nome de domínio universal (cf. 17.14) assemelha-se à designação do Deus de Israel em Dt 10.17; a Cristo é dado o “nome que está acima de todo nome” (Fp 2.9), e o domínio do mundo é seu. v. 17. um anjo que estava em pé no sol: De onde ele pode ser visto por todos os pássaros do ar. Venham, reúnam-se para o grande banquete de Deus: Esse quadro medonho é extraído de Ez 39.17-20. A batalha de Armagedom, uma vez começada, é vencida rapidamente; os poderes que militaram contra Deus e seu povo sofrem destruição definitiva e irreparável. Cf. o destino do quarto animal de Daniel, cujo cadáver foi “atirado no fogo” (Dn 7.11). Mas aqui os seres que encarnam a força imperial e o culto ao imperador são lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre (v. 20) — o símbolo de João para “a segunda morte” (cf. 20.14; 21.8).
Com esse v. 21, essas palavras destacam a completude da derrota dos inimigos de Deus. Do começo ao fim, Apocalipse é o livro do triunfo de Cristo. Não foi por armas materiais, mas pelo poder do evangelho, que Cristo venceu o império pagão dos romanos; por meio desse mesmo poder, ele continuou a vencer ao longo da história, e vai vencer até o final. A analogia das Escrituras desencoraja a ideia de que Cristo, tendo vencido assim durante as eras precedentes, vai mudar as suas armas para a batalha final e lançar mão daquelas que ele rejeitou no dia da tentação no deserto.

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