2016/06/29

Estudo sobre Apocalipse 9

Estudo sobre Apocalipse 9

Estudo sobre Apocalipse 9


Apocalipse 9

A quinta trombeta (9.1-12)
Como na sequência dos selos, assim nas trombetas a quinta e a sexta são descritas em mais detalhes do que as primeiras quatro, v. 1. uma estrela que havia caído do céu sobre a terra\ Provavelmente um anjo caído (cf. 12.4), talvez o mesmo Abadom-Apoliom, o “anjo do Abismo” (v. 11). Em 1 Enoque 86.1, “uma estrela caiu do céu” é uma referência ao primeiro anjo caído, que foi seguido de outras “estrelas” (v. comentário de 12.4,9; 20.1-3). A estrela foi dada a chave do poço do Abismo-, O abismo é a habitação dos demônios, como em Lc 8.31; é retratado aqui como um lugar vazio no coração da terra, conectado ao ar acima por meio de uma entrada de mina ou poço (gr. phrear), cuja tampa está trancada, v. 3. Da fumaça saíram gafanhotos que vieram sobre a terra. Lembramos a praga dos gafanhotos no Egito, um enxame tão denso que a terra “escureceu” (Ex 10.15), e a praga dos gafanhotos predita por Joel, trazendo um “dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e negridão” (]1 2.2). Mas os gafanhotos vistos por João agora não são gafanhotos comuns, mas gafanhotos-demônios do abismo; ao contrário de gafanhotos comuns, eles deixam a vegetação em paz e com a picada das suas caudas de escorpião atormentam as pessoas que não receberam o selo de Deus na testa (cf. 7.3). A menção repetida de cinco meses (v. 5,10) como o período da sua atividade tem sido explicada pelo ciclo de vida de cinco meses de certas espécies de gafanhotos naturais. v. 6. os homens procurarão a morte, mas não a encontrarão-, A morte física concederia um alívio da dor física, mas não do tormento da consciência má. v. 7. Os gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha-, Cf. J1 2.4: “Eles têm a aparência de cavalos”; mas o que é um símile ousado na descrição que Joel faz dos gafanhotos toma forma na visão de João, e é elaborado em mais detalhes nos v. 7-10. v. 9. como o barulho de muitos cavalos e carruagens-, Cf. J1 2.5: “Com um barulho semelhante ao de carros”, v. 11. Tinham um rei sobre eles, o anjo do Abismo-, Esse “anjo do Abismo” possivelmente é a “estrela” caída do v. 1. cujo nome, em hebraico, é Abadom-, Abadom (lit. “destruição”) ocorre seis vezes na Bíblia hebraica (Jó 26.6; 28.22; 31.12; SI 88.11; Pv 15.11; 27.20) como um sinônimo poético de sheol, morte, ou túmulo; aqui recebe significado personificado (“o destruidor”) e é traduzido para o grego por “Apoliom” (Apollyon), particípio presente do verbo apollymi (“destruir”) — talvez com um olhar para o deus Apoio, que em algumas fases da sua atividade simbolizava forças destrutivas.
6) A sexta trombeta (9.13-21) v. 13. uma voz [...] das pontas do altar de ouro-. Talvez a voz do anjo que foi visto oferecendo incenso em 8.3. O altar celestial de incenso está equipado com pontas como sua cópia terrena (Ex 30.2,3). v. 14. Solte os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates: O Eufrates (cf. 16.12) é significativo como fronteira oriental do Império Romano, além da qual ficava a ameaça dos partos (v. comentário de 6.2). Esses cavaleiros-demônios com sua montaria, aqui mantidos atrelados, são agora soltos como fúrias vingadoras sobre as províncias romanas na hora, dia, mês e ano designados (v. 15). v. 15. para matar um terço da humanidade. Os gafanhotos-demônios foram proibidos de matar os homens, mas a cavalaria de demônios é mais letal; as primeiras pragas das trombetas eliminaram um terço da natureza, agora um terço da humanidade é massacrado, v. 16. duzentos milhões (lit. “duas miríades de miríades”; cf. 5.11): Expressar o resultado desses números de forma trivial é perder suas nuanças evocatórias. v. 17. Os cavalos e cavaleiros [...] tinham este aspecto-. As cores das couraças dos cavaleiros — vermelhas como o fogo, azuis como o jacinto e amarelas como enxofre — correspondem respectivamente ao fogo, fumaça e enxofre que saem da boca dos cavalos, assim denotando sua natureza demoníaca (cf. 14.10, 11; 19.20 etc.), e destroem Um terço da humanidade (v. 18). A cabeça dos cavalos, parecida com a de um leão (v. 17), e a cauda como de cobras (v. 19) destacam ainda mais o seu poder destruidor. Por simbólicas que sejam na sua retratação, não há como duvidar da realidade dessas forças demoníacas que vicejam sobre a incredulidade dos homens e estão determinadas a causar sua ruína; mas os que estão aliados com o seu Vencedor são imunes à malignidade delas. v. 20. O restante da humanidade [...] nem assim se arrependeu: A praga e desastres semelhantes, que trazem à tona as melhores qualidades em algumas pessoas, trazem à tona as piores em muitas outras. Samuel Pepys fala da peste de Londres (1665) como “tornando-nos mais cruéis uns contra os outros do que se fôssemos cães”; Tucídides fez uma observação semelhante sobre a peste de Atenas mais de 2.000 anos antes. Deus prometeu seu pronto perdão sempre que houver um vislumbre de arrependimento, mas o que fazer se os homens permanecem na impenitência?

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