Anjos e Arcanjos na Teologia de Paulo




ANJOS, ARCANJOS
A palavra anjo deriva do grego angelos, pelo latim angelu, e é freqüentemente usada para traduzir essa palavra grega, que significa “mensageiro”. Na tradução grega do AT (LXX), angelos traduz a palavra hebraica mal’ak, ou “mensageiro”. Angelos e maVak podiam ser usadas com referência a um emissário humano e espiritual. Cada um dos catorze usos de angelos (quase sempre no plural) nas cartas paulinas parece presumir ou referir-se a uma comparação com um ser ou seres sobrenaturais bons ou maus. Archangelos ou “arcanjo” (que aparece só uma vez em Paulo: 1Ts 4,16) refere-se a um anjo da mais alta posição, como o arcanjo Miguel.

1. Os anjos no AT e no judaísmo
2. Os anjos em Paulo
3. Os anjos e a cristologia

Os anjos no AT e no judaísmo Embora sejam freqüentemente chamados maVakim (“enviados”) no AT, os anjos também são chamados cjdõsím (“santos”), benê ’èlim (“filhos de deuses”), b‘nê (hã) ’Hõhim (“filhos de Deus”), sebã ’ôt (“hostes”), mfsãf tim (“ministros”) ou, em alguns casos, recebem o título de sar (“chefe do exército”, Js 5,14). No AT, os anjos aparecem como mensageiros ou representantes do mundo celeste, quase sempre enviados pelo Senhor em pessoa. Fazem parte da ordem criada e servem aos propósitos divinos, ao ajudar e realizar importantes transações entre Deus e os homens, mas, principalmente, entre Deus e Israel. Eles são intermediários da revelação (2Rs 1,3), vêm em auxílio de indivíduos (Gn 16,9), associam-se a manifestações do Senhor (Gn 18; 32,1), participam da assembléia celeste (SI 89,69) e formam o exército celeste (Dt 33,2; Zc 1,11). Um anjo foi enviado para acompanhar e guiar Israel no deserto (cf. Ex 23,23 e Ex 33,2) e um anjo executa o julgamento contra Jerusalém (2Sm 24,16). Em cenários visionários e apocalípticos, os anjos assumem papéis mais distintos como personagens de aparência humana que guiam o profeta em visões e servem de intérpretes (Ez 40,3; Zc 1,7-17). Em Daniel, os anjos desempenham uma variedade de papéis, o mais notável sendo o do grande arcanjo Mikael, protetor de Israel (Dn 10,13; 12,1).
Parece que o título “anjo do Senhor” se refere a um anjo de posição ou estatura que desempenha missões especiais para o Senhor. Tal anjo aparece a Moisés no meio da sarça ardente (Ex 3,2), guia Israel para fora do Egito até a Terra Prometida (cf. Js 5,13-15 e Jz 2,1-5) e aparece a Guideon (Jz 6,11) em uma hora de crise.
Textos judaicos fora do AT comprovam um entendimento difundido da natureza e do papel dos anjos em alguns setores do judaísmo do Segundo Templo. Grande parte disso era apenas extensão e desenvolvimento daquilo que se encontrava no AT. Os anjos protegem individuos {lHen 100,5), executam sentenças (lHen 56,18), atuam como escribas celestes (Jub 1,27-29), povoam a corte celeste (lHen 14,18-24), tomam parte na liturgia celeste (lHen 61,9-13; 4Q400-407), vêm em auxílio de Israel na guerra (3Mc 6,18-21), são diferenciados por posto e nome {lHen 61,10; 2Hen 20; TLev 3) e guiam visões celestes e interpretam mistérios {lHen 17-36). Um notável desenvolvimento novo é a noção de duas forças opostas de poderes angelicais: uma força de anjos bons conduzida por Deus ou por um arcanjo e uma força de anjos maus conduzida por um poder angelical mau conhecido como Satanás, Mastema ou Belial.

2. Os anjos em Paulo
2.1. Os anjos como testemunhas. Em diversos casos, os anjos são citados como observadores ou testemunhas de Cristo* ou de fiéis. Em ICor 4,9, Paulo compara a situação difícil dos verdadeiros apóstolos com a dos coríntios, que, segundo a idéia que faziam da escatologia* concretizada, já eram “reis” (1 Cor 4,8). Em contraste, os verdadeiros apóstolos*, em suas tribu-lações* e sua loucura, foram dados em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens (1 Cor 4,9). Neste caso, a natureza dos anjos, boa ou má, não está imediatamente clara. E bem possível que Paulo coloque, por ironia, os anjos ao lado dos coríntios* escatologicamente completos, que observam os apóstolos como curiosidade. Mas o fato de serem os anjos relacionados com o “mundo” {kosmos) e os “homens” {anthrõpoi) sugere que Paulo tinha em mente espíritos hostis.
A passagem 1 Timóteo 3,16 foi identificada como fragmento de tradição pré-formada, talvez um hino*, que anuncia uma série de contrastes entre a vida terrena de Jesus e sua posição exaltada. Os seis versos do hino formam três pares de contraste entre as esferas mundana e espiritual (seguindo um padrão a b b a a b). O terceiro verso, “[Cristo] foi contemplado pelos anjos”, está em harmonia com o segundo e o sexto versos: “[Ele foi] justificado pelo (ou “no”) Espírito”; “[ele foi] exaltado na glória*”.
A nota positiva que soa nesses três versos sugere que o aparecimento de Cristo diante dos anjos se refere a sua exaltação na presença de anjos de glória que aclamaram honra e louvor ao Senhor exaltado, talvez em procissão triunfal. A idéia de anjos que acompanham Deus e o Cristo exaltado reaparece em 1 Timóteo 5,21, onde Timóteo é exortado “na presença de Deus e de Cristo Jesus, bem como dos anjos eleitos”, a observar as normas da disciplina da Igreja.
Em 1 Coríntios 11,10, Paulo instrui que “a mulher deve trazer sobre a cabeça uma marca de autoridade, por causa dos anjos”. O contexto (ICor 11,2-26) suscita diversas questões exegé-ticas complexas (ver comentários) e exige uma análise mais ampla {ver Autoridade; Cabeça; Homem e mulher); aqui o enfoque limita-se à natureza e ao papel dos anjos. Está claro que, para Paulo, a questão é a ordem correta na adoração*, em que as mulheres e também os homens oram* e profetizam* (ICor 11,4-5). A sugestão que os anjos, como os “filhos de Deus” de Gênesis 6,2, podem ser sexualmente tentados pelas cabeças descobertas das mulheres (o cabelo feminino sendo atração sexual) ou que as mulheres estariam sujeitas à investida de anjos demoníacos malignos não tem apoio exegético convincente e presume que a “autoridade” sobre a cabeça da mulher seja uma cobertura de cabeça (ver Fee, 490-530). O interesse de Paulo na ordem litúrgica sugere que os anjos preocupam-se com a manutenção dessa ordem. Indícios de Qumran atestam a crença judaica na presença de anjos “na congregação”, razão pela qual o portador de deficiência física devia ser excluído da assembléia sectária (1 QSa 2,4-10; ver Cadbury, Fitzmyer). Entendimento semelhante pode ter sido introduzido em Corinto, com a “autoridade” sobre a cabeça da mulher a fim de satisfazer os requisitos angelicais para a ordem correta. Mais adiante, em 1 Coríntios 13,1, Paulo refere-se a falar “em línguas, a dos homens e a dos anjos”. Talvez isso aluda ao discurso profético, ou a falar em línguas*, e sugira, mais uma vez, uma relação entre a adoração inspirada pelo Espírito e a dos anjos.
2.2. Os anjos maus. Está claro que, como os judeus, os cristãos primitivos pensavam que alguns anjos eram maus. Em Mateus 25,41, Jesus fala com veemência do “fogo eterno que foi preparado para o diabo e para seus anjos”, e, embora Paulo não empregue essa linguagem impressionante, em Romanos 8,38 parece que ele inclui realmente anjos entre as forças hostis do universo que ameaçam separar os fiéis do amor* de Deus* em Cristo. Talvez Paulo tivesse em mente os anjos das esferas inferiores do céu que, segundo alguns, bloqueavam o acesso a Deus, ou talvez ele se referisse aos anjos das nações (Dt 32,8; Dn 10,13; Sr 17,17; Jub 15,3132), os quais se acreditava que, como divindades nacionais, impediam o acesso dos gentios* ao amor redentor de Deus em Cristo. Entretanto, em geral quando fala dos seres angelicais hostis a Cristo e seu povo, Paulo emprega a variedade de nomes associados a “Autoridades e poderes”* (observe archai em Rm 8,38).
Em 2 Cormtios 11,14, Paulo adverte que até Satanás* se disfarça em anjo de luz. Paulo toma a tradição judaica de Satanás se disfarçando (cf. Adão e Eva 9; TJó 6,4) e a aplica a seus adversários em Corinto que se tinham disfarçado de apóstolos. Na verdade, afirma Paulo, eles são servos de Satanás (2Cor 11,15). Outro emprego metafórico de angelos ocorre em 2 Coríntios 12,7, em que Paulo chama o “espinho” que foi posto em sua carne — talvez uma incapacidade ou doença* física — de angelos Satana, um “anjo” ou “ministro” de Satanás.
2.3. Os anjos como inferiores ou obstruções à vontade divina. Embora em alguns contextos Paulo tivesse os anjos em alta conta—chegando a comparar sua calorosa acolhida pelos gálatas à de “um anjo de Deus” (Gl 4,14) —, ele também empregou os anjos como contrastes para a insuperável glória do evangelho de Cristo. Se Paulo “ou um anjo do céu “anunciasse um evangelho diferente” (Gl 1,8) do que lhes foi anunciado originalmente, esse evangelho deveria ser considerado anátema. Ou ainda o fato de, como em algumas tradições judaicas, a lei* ter sido promulgada pelos anjos (Gl 3,19; cf. At 7,53; Hb 2,2) e por um mediador coloca-a em contraste com a obra de Deus em Cristo. Parece que essa noção do papel dos anjos na entrega da lei no Sinai se origina da tradução da LXX de Deuteronômio 33,2 e se encontra na interpretação rabí-nica mais tardia do Salmo 68,18.
A autoridade escatológica dos fiéis é ressaltada em 1 Coríntios 6,3, onde Paulo faz aos coríntios uma pergunta retórica: “Acaso não sabeis que nós julgaremos os anjos? Com maior razão as questões desta vida!”. O contexto é de desavenças entre fiéis sendo levadas aos tribunais (ver Ação judicial). Paulo discute desde o papel escatológico maior e a autoridade dos fiéis até o domínio temporal, mundano do comportamento nas relações sociais. Embora não seja certo se os anjos a ser julgados são bons ou maus, a interpretação mais provável é que Paulo se referia ao julgamento de poderes do mal (cf. 2Pd 2,4; Jd 6). Nesse caso, Paulo estaria lembrando aos cormtios que, tendo sido exaltados com Cristo que reina sobre todos os poderes, os fiéis vão desempenhar um papel no juízo final desses poderes.
Colossenses 2,18 adverte contra os que querem persuadir os colossenses da necessidade de humilhação própria e o “culto dos anjos” (thrèskeia tõn angelõn) [Bíblia Sagrada, tradução da Vulgata por Pe. Matos Soares. São Paulo, Paulinas, 1989]. Essa alusão a “culto dos anjos” tem dois aspectos problemáticos: 1) se o genitivo “dos anjos” deve ser interpretado como genitivo objetivo (culto dirigido aos anjos [TEB; BMD]) ou subjetivo (culto guiado pelos anjos); e 2) em qualquer um dos casos, qual seria o cenário religioso da prática. A solução exegética deste problema envolve questões mais amplas relacionadas com o falso ensinamento em Colossas (ver Colossenses). Se equivalem aos “elementos do mundo*” (stoicheia tou kosmou, Cl 2,8.20), os anjos parecem ser poderes que se intrometem entre os fiéis e o objeto legítimo de culto, Deus em Cristo. Nesse caso, Paulo adverte contra um ensinamento ou prática espiritual que se apóia nos anjos a tal ponto que eles são praticamente cultuados — ou um ensinamento que, de fato, defende o culto deles.
Se Paulo fala do culto promovido pelos anjos (genitivo subjetivo), a imagem é de práticas religiosas de abstinência e disciplina espiritual que visa alcançar experiências visionárias* nas quais compartilhamos o culto celeste dos anjos (ver Francis). Esse ensinamento assemelha-se ao entendimento do culto citado em textos de Qumran* nos quais seres humanos participam da liturgia angelical (4Q400-407) ou à tradição visionária esotérica de Merkabah, atestada em textos judaicos mais tardios, segundo a qual adeptos espirituais entram nos céus até o trono de Deus e tomam parte na liturgia celeste (cf. 3 Henoc).
2.4. Os anjos na parusia. Quando fala da parusia de Cristo, Paulo emprega as imagens tradicionais da revelação do Senhor que virá do céu “com os anjos do seu poder num fogo flamejante” (2Ts 1,7) e “da vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos” (1Ts 3,13). Vemos a idéia de anjos que acompanham o guerreiro divino em Zacarias 14,5, em que, no dia do Senhor, ele virá “acompanhado de todos os sus santos” — referência clara ao exército celeste (cf. Dt 33,2; 1 Hen 1,9; Jd 14). De modo semelhante, em 1 Tes 4,16, Paulo fala da ‘Voz do arcanjo”, juntamente com o “toque da trombeta de Deus”. Também sugeriram que “aquele que o retém” mencionado em 2Tes 2,6.7 refere-se a uma figura angelical, possivelmente Miguel (cf. Dn 10,13.20, “Mikael”; ver Goulder, 99), que retém o mal, para o bem da pregação do evangelho (Marshall, 199-200).

3. Os anjos e a cristologia
A pesquisa da cristologia* neotestamentária apela à angelologia judaica como categoria conceituai existente de intervenção divina que auxiliava os cristãos primitivos a se reconciliarem teologicamente com o Cristo exaltado (ver Hurtado). No judaísmo, entendia-se que certos anjos proeminentes ocupavam uma posição de poder, honra e autoridade sobrepujada apenas por Deus. Eles tinham forma humana e eram conhecidos pelos nomes de Gabriel (Dn 8,15-26; 10,2-9; lHen 9,1; 10,9; 40,9-10), Miguel (Dn 10,13-21; 12,1, Mikael; lHen 9,1; 40,9-10; 1QM 17,6-8; 13,10), Rafael (lHen 10,4; 40,9-10; Tb 12,15), Melqui-sedec (1 lQMelch; cf. Sl 110,4, Málki-Sédeq) e Iahoel (ApAbr 10,3-4; 11,1-4). Esses anjos principais devem, provavelmente, ser entendidos em continuidade com o anjo do Senhor que aparece nas narrativas do Pentateuco (cf. Gn 16,7-14; 22,11-18; Ex 14,19-20). A tradição recebeu impulso significativo de textos como Ez 1,26-28; 8,2-4, onde “a glória do Senhor” aparece em forma humana, e Daniel 7,9-14; 10,2-9, onde aparecem “um como Filho de Homem” e anjos importantes. Em alguns textos judaicos do século I aproximadamente, esses anjos superiores agem como servos ou agentes de Deus e parecem contribuir para uma bifurcação na concepção judaica da imagem de Deus. O anjo Iahoel pode ter sido concebido como personificação do nome divino (Fossum) ou a força interior desse nome (Yahweh e El = Iahoel; cf. Ex 23,2021) em um ser angelical (Hurtado). Assim, embora seja preciso considerar também outros fatores, um proveitoso curso de investigação foi descoberto para entender como os cristãos primitivos mantiveram uma continuidade com o monoteísmo judaico e contudo falavam de Jesus e o adoravam como o Filho* de Deus preexistente* (ver Deus).
Ver também Elementos/espíritos elemen-tais do mundo; Deus; Autoridades e poderes; Qumran e Paulo; Satanás, diabo.

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D. G. Reid


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