2016/09/13

Estudo sobre Neemias 8

Estudo sobre Neemias 8

Estudo sobre Neemias 8



Neemias 8
Durante os 52 dias da construção dos muros de Jerusalém, provavelmente houve poucas oportunidades para esse tipo de convocação; mas, assim que o trabalho foi concluído, todo o povo juntou-se como se fosse um só homem na praça, em frente da porta das Aguas. Pediram ao escriba Esdras que trouxesse o Livro da Lei de Moisés (v. 1). O fato de que o povo pediu a Esdras que lesse em público o Livro da Lei mostra que eles estavam familiarizados com esse tipo de encontros e se beneficiavam deles. Essa convocação é descrita em detalhes em virtude da importância do momento em que ocorreu.
A porta das Águas era a porta do lado leste de Jerusalém pela qual os cidadãos passavam quando desciam à fonte de Gion para buscar água. Ao raiar do dia, a multidão se reuniu na praça do lado de dentro dessa porta, e desde o raiar da manhã até o meio dia (v. 3) ouviram a leitura que Esdras e os seus colegas sacerdotes fizeram dos vários rolos do Pentateuco. Gertamente foi lido o trecho de Lv 23.23-25, que descreve a celebração da festa das trombetas naquele dia específico; mas evidentemente devem ter lido muitas instruções morais das diversas partes do Pentateuco. Leram o Livro da Lei de Deus, interpretando-o e explicando-o, a fim de que o povo entendesse o que estava sendo lido (v. 8). Acerca da expressão explicando-o, alguns pensam que signifique “traduzindo-o”, mas não há evidências de que os judeus em Jerusalém não fossem capazes de usar uma língua comum nessa época. Que havia uma específica “língua de Judá” pode ser deduzido de 13.24. E melhor considerar que a palavra está sendo usada em seu sentido natural, significando “claramente”.
À medida que o povo ouviu a leitura dos mandamentos da Lei a que ele tinha desobedecido, começou a chorar (v. 9). Neemias, Esdras e os sacerdotes ficaram contentes com essa reação penitencial, mas acharam que, por ser consagrado ao Senhor (v. 9,10, 11), aquele era um tempo de regozijo, e não de tristeza. Assim, todo o povo saiu para comer, beber e compartilhar as coisas boas com os outros (como em Et 9.19-22) e a celebrar com grande alegria (v. 12).

2) A festa das cabanas (8.13-18)
No dia seguinte, o segundo dia (v. 13) do sétimo mês, os líderes judeus reuniram-se com o escriba Esdras para estudarem as palavras da Lei em particular. Sabendo que duas semanas mais tarde (começando no décimo quinto dia do sétimo mês) seria celebrada a festa que é descrita em Lv 23.23ss, na qual os judeus comemoravam o cuidado de Deus pelos seus ancestrais quando vagaram pelo deserto desde o Egito até Canaã, decidiram ler com atenção aquele trecho para terem certeza de que a forma em que tinham celebrado essa festa estava de acordo com o ensino da Lei. Exemplos de celebração anterior dessa “festa do sétimo mês” são mencionados em lRs 8.2, nos dias de Salomão, e em Ed 3.4, nos dias de Zorobabel. Há mais uma referência a essa festa em Os 12.9, em que Deus anunciou aos habitantes do Reino do Norte que, em virtude de seus pecados, seriam desapossados de suas casas e teriam de morar em tendas. “Eu vos farei habitar em tendas novamente como nos dias da festa designada” (RSV). Isso mostra que essa festa era comemorada durante o período da monarquia israelita e, que durante os sete dias, os israelitas viviam em tendas (feitas na sua maioria de peles de cabra). Quando agora os líderes judeus estudaram junto com Esdras o texto de Lv 23.23ss, deduziram que o mais correto seria que, durante a festa, o povo morasse não em tendas de pele de animais, mas em cabanas feitas de galhos de árvores (v. 14). Foi dada a instrução ao povo de que a festa que seria celebrada em duas semanas seria comemorada dessa forma (v. 15). Isso foi feito (v. 16), e pela primeira vez dessa maneira desde os dias de Josué, filho de Num (v. 17). E grande foi a alegria deles.

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