2016/11/13

Deuteronômio 10 — Estudo Devocional

Deuteronômio 10 — Estudo Devocional

Deuteronômio 10 — Estudo Devocional





Deuteronômio 10 

As novas placas da lei
Êxodo 34.1-9
10.1-22 Corte duas placas. Nosso Deus se mostra superior aos delírios idolátricos do povo (e dos nossos também). Ele escreve uma segunda vez os mandamentos nas placas, que agora são guardadas numa arca. Deuteronômio acentuará o sentido mais importante, a disposição primordial de Deus: cuidar da vida, do pobre, da viúva, do órfão e do estrangeiro. Essas atitudes farão um forte contraste com as emoções que ficaram gravadas no período de servidão no Egito. Sempre que despertassem, eles se lembrariam novamente da libertação, para cantar louvores ao Senhor Todo Poderoso, que fez a família de setenta indivíduos “crescer” para um povo de milhões de pessoas.

10.1-5 venha se encontrar comigo. Deus convidou Moisés a estar novamente em Sua presença. É um convite para um novo contato e uma nova entrega das placas; um momento de reconciliação. Ambos desejam manter a vida dessa gente teimosa, a quem amam de todo coração. Eu fiz. Moisés conta que fez exatamente como o Senhor lhe havia solicitado. É possível perceber que por trás desse relato está um homem tranquilo, amoroso e temente a Deus. Tranquilo porque conhece e ama o seu Deus de todo o coração, sabe que pode confiar nele porque Ele mesmo reescreveu os mandamentos, sinalizando assim que deseja manter contato direto com o povo escolhido. Amoroso porque ele “carregou” o povo (apesar da sua teimosia) pelo deserto por quarenta anos, e temente a Deus porque Ele lhe foi fiel e o guardou durante essa jornada. Moisés lembra ao povo de como não foram destruídos por causa dos seus pecados e afirma o amor, a paciência e a misericórdia do Deus de Abraão com ele, pois poderia ter virado pó.

10.6 Ali Arão morreu e foi sepultado. Com altos e baixos em sua compreensão dos fatos, profundamente humano, Arão morreu próximo da Terra Prometida. Seu filho ocupa o seu lugar como guia sacerdotal, sinal de amor do Pai para com ele. O fato de que Arão, Moisés e uma geração do povo morrerem no deserto não significa que foram condenados à perdição eterna; eles perderam o privilégio de ver realizado o sonho da conquista da terra, promessa de Deus que só seus filhos e filhas vivenciaram.

10.7 onde há muitos ribeirões. A peregrinação segue por lugares onde há muitos rios, o que foi marcante após tanto tempo no deserto! Água lembra renovação e estes ribeirões são um sinal da graça que os israelitas encontrariam na Terra Prometida. A água vai conduzindo-os mais mansos e aliviados: o deserto está ficando para trás. As águas estimulam a olharmos para a Vida, erguendo em nossos corações o desejo do encontro com o criador. A água corrente dos ribeirões, restabelece a alegria de prosseguir em direção a promessa sem, no entanto, esquecer que o deserto, por vezes, transformou-os em descrentes, e que lá ficaram seus pais. O deserto os preparou para verem um novo mundo, e agora caminham junto das águas que lhes refrescam o coração, alegrando-os nas promessas do Senhor.

10.8-9 Deus escolheu a tribo de Levi. Foi nesse contexto de esperança (veja nota anterior) que Deus anunciou que os homens da tribo de Levi deveriam carregar a Arca, que é o símbolo da Sua aliança com os israelitas. Eles estariam na presença do Senhor e junto do povo, para abençoá-los em nome do Pai. No caminho, ao lado dos ribeirões, o Senhor anuncia ainda que os homens de Levi não receberiam terras para trabalhar, portanto teriam a mente e as mãos livres para carregarem a Arca da Aliança, cultivar a presença de Deus e fazer o serviço no Templo do Senhor.

10.10 Deus atendeu o meu pedido. Ao relatar ao povo os seus encontros com o Deus Todo Poderoso, Moisés reconstitui a sua própria paz. Ele se restabelece da aflição e da angústia de ter estado muito perto de ver o seu povo ser destruído; assim restabelecido, ele pode seguir na luta como homem de Deus em favor do povo. Sua fala não é a de um homem orgulhoso por ter sido ouvido, ou por ter estado na presença do Pai, mas de alguém que carrega no coração o respeito e o temor, como também a certeza de crer em um Deus justo e fiel, que deseja o bem para os seus filhos.

O que Deus exige
10.12-16 escute o que o Senhor Deus exige de você. Moisés sabe o que fala quando diz ao povo que ame a Deus com todo o coração e alma. Ele e todo o povo viram com seus próprios olhos a glória e o poder de Deus, além da Sua misericórdia em perdoar a dureza do seu coração. Ele lembra os israelitas que foi por amor que Deus os escolheu dentre todos os povos da terra e, apesar de tudo, eles continuam a ser o povo de Deus. Por isso, Moisés pede que os israelitas sejam obedientes a Deus e deixem de ser teimosos.

10.17-20 Ele trata a todos igualmente. Nosso Deus ama sem preconceitos. Como sociedade humana, vivemos uma longa luta para estabelecer um mundo mais justo e mais inclusivo. A bem da verdade, essa tarefa nunca consegue ser totalmente cumprida. pois os relacionamentos com os outros acontecem a partir de padrões culturalmente aprendidos, que são concebidos por idealizações relacionais: o que é bonito, o que é correto, o estado civil ideal, a família ideal, a sociedade ideal, e também os bairrismos e nacionalismos. Essas idealizações são construídas diariamente, em todos os lugares onde há agrupamentos humanos. Mas esse não é o padrão de um Deus de amor, que não rejeita ninguém por suas particularidades. Após deixar claro que Deus merece ser temido, Moisés assegura que esse mesmo Deus trata a todos igualmente, sem torcer a justiça. É um Deus que preserva a vida, especialmente do mais necessitado. Portanto, não percamos de vista a possibilidade de aprendermos com o nosso Deus a nos relacionarmos de uma forma mais justa e inclusiva, como Ele fez e ainda faz.

10.21-22 Louvem a Deus. O privilégio de conhecer e se relacionar com o único Deus vivo nos inspira louvor e alegria — esta é a resposta que melhor cabe perante tantos cuidados e sinais de amor recebidos!

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