Explicação de Atos 2

Explicação de Atos 2

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Atos 2

2.1 Dia de Pentecostes. A festa das Semanas, ou das Primícias, celebrada sete semanas depois da Páscoa. Todos. Os cento e vinte (1.15). Atos não nos informa onde eles estavam quando o Espírito desceu; talvez na área do templo, oferecendo-lhes oportunidade de evangelizar uma grande multidão.
2.3 Línguas, como de fogo. Experiência extática e milagrosa e, portanto, difícil de explicar. Para a relação entre o Espírito e o fogo veja Mt 3.11; Lc 4.16 e 1 Ts 5.19.
2.4 Todos... cheios... A Igreja unida, esperançosa e que presta culto passou pelo batismo do Espírito segundo a promessa de Cristo (1.5). Significou: 1) A presença e atuação do Espírito dentro do crente (Jo 14.17), não apenas exteriormente (cf. Jz 6.34; 15.14; Ez 36.26); 2) Presença contínua em vez de esporádica; 3), Habitou em toda a igreja (1 Co 3.16; 12.12, 13), antes somente em indivíduos excepcionais; 4) Sua presença enche a Igreja de vida, provendo poder para propagar o evangelho; (4); confrontar o mundo sem temor (14), ganhar almas (41) e operar milagres (43). Conclui-se que há apenas um batismo da Igreja e dos indivíduos, mas repetidas plenitudes para serviço (Ef 5.18) e exercício dos dons do Espírito (1 Co 12.7-11). Línguas (gr heterais glõssais “línguas diversas'). Ou ajudou aos apóstolos a comunicarem a mensagem ou aos ouvintes entenderem, ouvindo seus próprios dialetos (cf. 1 Co 14.23) Estas línguas “estrangeiras” antecipam a penetração do evangelho em toda tribo, nação, povo e língua; contraste o julgamento em Babel (Gn 11.7-9).
2.5 Homens piedosos. Provavelmente eram gentios interessados no judaísmo sem serem verdadeiros prosélitos batizados e circuncidados.
2.9-11 Houve quatro classes de judeus da dispersão: 1) Orientais ou babilônios; 2) Sírios; 3) Egípcios e 4) Romanos, que, como Paulo, eram cidadãos do império, embora não da cidade de Roma.
2.13 Embriagados. O gr original acrescenta “com vinho doce” i.e., ainda em processo de fermentar. A vindima era no mês de agosto.
2.15 Terceira hora. Cerca das, nove horas da manhã. O costume dos judeus era de tomar o desjejum às dez horas e no sábado ao meio dia.
2.17 Últimos dias. O cumprimento da profecia de Joel inaugura a “era messiânica”. Pedro cita também os, acontecimentos apocalípticos que serão prenúncio da segunda vinda de Cristo e julgamento final.
2.18 Profetizando. Deus falará por meio de Seus servos escolhidos. Profecia era um reconhecido dom do Espírito na Igreja primitiva (1 Co 14.1).
2.23 Pedro não tem receio em confrontar a multidão com sua iniquidade, em grande parte o mesmo povo que um pouco antes clamara “Hosana”... Barrabás... crucifica-o”. Sua iniquidade foi frustrada pela ressurreição. A cruz não era a derrota, mas a chave do plano divino. • N Hom. 2.24 “Impossibilidade Divina” que os grilhões da morte prendam a Cristo. 1) A ressurreição foi a vindicação divina de Seu caráter e Sua palavra; 2) Garante a aceitação de Sua expiação; 3) Abre caminho para Sua exaltação “à minha direita” (cf. Fp 2.9-11; Mt 22.41ss).
2.27 Morte. Gr hades, que traduz a palavra hebraica sheol, túmulo.
2.29 Seu túmulo permanece. Todos podiam apontar para o túmulo de Davi, mas quanto a Cristo é diferente; ninguém poderá apontar para um sepulcro por Ele ainda ocupado, porque se esvaziou pela ressurreição.
2.32 Deus ressuscitou. Cf. 2.24; 3.15; 10.40; 13.33-37; 17.31; Rm 6.4, 9, etc. Deus Pai também exaltou o Senhor Jesus (36).
2.33 À destra de Deus. Refere-se à autoridade e majestade. Sl 118.16 introduz a citação de Sl 110.1 no v. 34 (cf. 7.55, 56). Recebido... Espírito Santo. Ele é recebido pela meditação de Cristo (cf. Jo 7.39; 14.16, 26; 16.7 com Sl 68.18).
2.34 Davi não subiu aos céus. Davi não foi ressurreto nem exaltado por Deus. Só Cristo cumpriu a profecia de Sl 110.1. Esta frase milita contra a opinião de alguns que as almas dos santos do AT foram transferidas do hades para o céu, quando Cristo ressurgiu ou subiu ao Céu. Senhor... Senhor. O primeiro representa Yahweh; o segundo ãdõn, ”senhor”.
2.36 Senhor e Cristo. Apresenta o mais primitivo Credo (cf. Rm 10.9; 1 Co 12.3; Fp, 2.11, etc.).
2.38 Arrependei-vos. Marca-se o fim de cada mensagem principal apostólica com o apelo ao arrependimento para receber o perdão dos pecados (3.19, 26; 5.31; 10.43; cf. 17.30; 26.20). Implica numa mudança de pensamento radical, (metanoia) que surge de convicção de pecado. Em nome de Jesus Cristo. A profissão pública de fé no batismo e invocação do nome de Cristo, foram a base de recepção na igreja (cf. 2.21; Rm 10.13). O dom do Espírito. A regeneração se realiza somente com entrada do Espírito, não por uma espécie de magia no rito do batismo.
2.39 Estão longe. Esta frase refere aos gentios (cf. Ef 2.13). Vós... vossos filhos refere aos judeus presentes e futuras gerações.
2.40 Salvai-vos. Os salvos formam o remanescente profetizado no AT. Eles escaparão da condenação do Senhor.
• N Hom. 2.41-47 Uma Igreja Exemplar. 1) Formada de crentes batizados, unidos com padrões definidos de doutrina, comunhão, amor e oração. 2) Rege-se segundo a autoridade dos apóstolos; seu ensino deriva-se de Cristo sendo preservado no NT. 3) O centro da comunhão se manifesta no Agape (festa ou refeição de amor incluindo a Santa Ceia, 42, 46), comunidade de bens (44, 45) e socorro dos necessitados. 4) Louvor e alegria no Senhor (47). 5) Frequência no culto (46). 6) Crescimento e excelente reputação (41,47).
2.43 Temor. Trata-se do pavor gerado pela presença majestosa do Deus que opera milagres (cf. 1.50n)., 2.46 Casa em casa. Os cultos em que se reuniam os crentes de Jerusalém se realizavam no templo (cf. Lc 24.53). O Agape e a Ceia se celebravam forçosamente em casas particulares.

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