2019/08/22

Interpretação de 2 Reis 1

Interpretação de 2 Reis 1

Interpretação de 2 Reis 1



2 Reis 1


I. Fim do Ministério de Elias até Jeú – 1:1 – 9:10.
2 Reis 1
1:1. Revoltou-se Moabe. Este versículo ficaria melhor em I Reis 22:51-53, dando uma conclusão à passagem. Era muito comum que, com a morte de um monarca reinante, houvesse uma revolta. Mesa, o rei de Moabe, conforme descobertas arqueológicas, deixou uma inscrição (conhecida por Pedra Moabita), descrevendo sua revolta triunfante contra Acabe por causa da “opressão” do rei israelita sobre Moabe.
1) Fim do Ministério de Elias até Sua Trasladação. 1:1 - 2:11.
Esta seção, que inclui a narrativa da tentativa do Rei Acazias de prender Elias e a morte do rei, ensina diversas lições importantes. Mostra que é fatal abandonar a Deus, que é necessário honrar o seu profeta e que o poder e proteção só se encontram na obediência à palavra profética dada por Deus.
2. Acazias . . . adoeceu. A doença de Acazias foi provocada por uma queda da janela de um quarto no segundo andar. Ide, e consultai a Baal-Zebube. De acordo com as tabuinhas cuneiformes do alfabeto ugarita, este nome deve ser soletrado Baal-Zebul. Possivelmente a soletração foi modificada por algum copista para tornar o nome ridículo. O primeiro significa Baal da mosca. O outro, Baal da habitação, isto é, o deus da vida cananita, a principal divindade cananita. Acazias tentou sincretizar o culto a Baal com o culto a Jeová. Elias prova aqui que Baal não tem poder. Acabe, por seu lado, violara a aliança introduzindo o culto a Baal, substituindo a adoração ao Senhor pela idolatria. O pedido que Acazias fez de buscar um oráculo foi um desafio ao Deus de Israel. Se sararei desta doença. Uma doença prolongada resultante da queda despertara a preocupação do rei, levando-o a procurar um oráculo.
3. O anjo do Senhor disse. Gênesis 22:15, 16 faz do “anjo do Senhor” e do Senhor a mesma pessoa. Deus aceitou o desafio. Não há Deus em Israel. A idolatria do povo excluíra Deus dos seus corações.
4b. Sem falta morrerás. Um oráculo adverso indicava que pecado público e afastamento deliberado de Deus deviam terminar com a morte.
4c. Elias partiu. Elias foi ao encontro dos mensageiros do rei.
5. E os mensageiros voltaram para o rei. Os mensageiros, tendo se encontrado com Elias e recebido a sua mensagem, imediatamente retornaram para o rei, isto é, para Acazias – para Samaria. A idolatria tinha de tal forma obscurecido seus corações que não reconheceram a intervenção divina através de Elias.
6. Um homem nos subiu ao encontro. Os mensageiros fielmente repetiram as palavras de Elias a Acazias.
7. Qual era a aparência do homem? Não tendo se esquecido das aventuras de Acabe com Elias, Acazias conjeturou que Elias estava agindo novamente.
8. É Elias, o tesbita. A descrição de Elias confirmou suas conjecturas. As vestes de Elias eram características dos pregadores do arrependimento. Um ministério de arrependimento era oportuníssima naquele período de apostasia em Israel (cons. Mc. 1:6, 7).
9. Então lhe enviou o rei. A segunda fase desta luta entre o Senhor e Baal começou então. Acazias pretendia castigar Elias pelo insulto. Homem de Deus... Desce. A maneira de tratar era desrespeitosa. O soldado não compreendia que o tratamento desonrava a aliança porque desonrava o profeta de Deus.
10. Elias ... respondeu. O desacato do capitão teria de resultar em morte. É com muita freqüência que o “mundo” trata os servos de Deus do mesmo modo. O pecado e o mundo cegam os olhos dos homens. Fogo desceu do céu, e o consumiu. O Senhor Deus confirmou a palavra de Elias e comprovou-se vitorioso no conflito.
11. Outro capitão de cinqüenta. Na segunda tentativa de apanhar Elias, o rei aumentou o seu pecado acrescentando a palavra depressa.
12. Veja o versículo 10. O pecado ainda não tinha dominado essa gente.
13, 14. Indo ele, pôs-se de joelhos. O terceiro capitão, percebendo ou não o significado dos acontecimentos, convenceu-se da posição e poder profético de Elias e o tratou com o devido respeito. Ele disse, com efeito, “eu sou apenas o servo do rei, cumprindo o meu dever; por isso, por favor, conceda-me a honra de vir comigo à presença do rei”.
15. O anjo . . . disse a Elias. O poder do rei era vão. Elias não devia temer Acazias, pois o Senhor defenderia o Seu profeta.
16. E disse a este. Elias repetiu a primeira mensagem já transmitida aos mensageiros.
17. Assim, pois, morreu. A palavra de Deus nunca é enunciada em vão (veja E.R. Thiele, Mysterious Numbers of the Hebrew Kings, pág. 61). Jorão . . . começou a reinar no seu lugar . . . porquanto Acazias não tinha filho. Um irmão (cons. 8:16) de Acazias subiu ao trono (cons. 3:1; 1 Reis 22: 51). O reinado de Acazias, de pouco mais de um ano, foi curto demais mais para que ele gerasse um herdeiro. No ano segundo de Jeorão. Jorão de Israel veio a ser rei no décimo oitavo ano de Josafá e no segundo ano de Jeorão, reis de Judá. Nessa ocasião havia uma co-regência em Judá (cons. 3:1. Veja Introdução, Cronologia). 

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