2017/11/28

Atos 19 — Comentário Devocional

19.1 - Éfeso era a capital e o principal centro de negócios da Ásia (parte da atual Turquia). Era um centro de transporte marítimo e terrestre, tão importante quanto a Antioquia, na Síria, e Alexandria, no Egito. Éfeso era uma das maiores cidades no litoral do mar Mediterrâneo. Paulo permaneceu lá por pouco mais de dois anos, e escreveu sua primeira carta aos coríntios, na qual abordou vários problemas que a Igreja em Corinto enfrentava. Mais tarde, quando estava preso em Roma, escreveu sua carta aos Efésios. 

19.2-4 - Inicialmente, o batismo de João era um sinal de arrependimento pelo pecado, não um marco de uma nova vida em Cristo. Como Apolo (18.24 26), os cristãos de Éfeso tinham conhecimento apenas da mensagem de João; precisavam de uma instrução adicional sobre a mensagem e o ministério de Jesus Cristo. Eles criam em Jesus como o Messias, mas não entendiam a importância da obra do Espírito Santo. Tornar-se um cristão envolve o arrependimento e o abandono do pecado, mas também a aproximação de Cristo pela fé. Assim, os cristãos efésios tinham a mensagem incompleta. No livro de Atos, vemos que os cristãos recebem o Espírito Santo de várias maneiras. (1) Normalmente o Espírito Santo vem habitar nas pessoas assim que elas professam a fé em Cristo. (2) Mas o derramamento do Espírito ou batismo no Espírito Santo acontece depois, é um revestimento de poder que capacita o então para fazer a obra de Deus. Sabemos disso porque o Espírito foi derramado no Pentecostes, quando os discípulos souberam mais acerca da obra redentora de Jesus e receberam a missão de proclamar as Boas Novas a todos. Ao derramar seu Espírito, Deus confirmou aos cristãos como Corpo espiritual de Cristo e os capacitou para a Grande Comissão. O derramamento do Espírito Santo que encheu cada crente em Jesus no Pentecostes confirmou-os como Igreja. O Pentecostes foi o derramamento formal do Espírito Santo sobre ela. A marca da verdadeira Igreja não é somente a doutrina certa, mas as ações corretas, que são a evidência da obra do Espírito Santo!

19.6 - Quando Paulo impôs as mãos sobre esses cristãos efésios, eles foram batizados no Espírito Santo da mesma maneira que os discípulos no Pentecostes: e houve sinais exteriores visíveis da presença do Espírito Santo [eles falaram em línguas estranhas e profetizaram). O mesmo aconteceu quando o Espirito de Deus veio sobre outros gentios (ver 10.45-47).

19.9 - Paulo discursou em uma sala de conferência na escola de Tirano. Tais salas eram usadas de manhã para o ensino da filosofia, mas permaneciam vazias durante o período quente do dia (aproximadamente das 11 às 16h). Em razão de muitas pessoas não trabalharem nesse horário, podiam ir lá para ouvir a pregação de Paulo.

19.10 - A Ásia, ou a província da Ásia, é a área conhecida como Ásia Menor, a atual Turquia. Por dois anos. Paulo e seus companheiros divulgaram as Boas Novas naquela região.

19.13 - Esses judeus viajavam de cidade em cidade e reivindicavam curar as pessoas e expulsar os demônios. Frequentemente, em seus encantamentos, citavam vários nomes de divindades, para terem a certeza de ter invocado a certa. Nesse texto, vemos que tentaram usar o nome de Jesus, a fim de obterem o mesmo poder de Paulo.

19.13-16 Muitos efésios tomavam parte no exorcismo e nas práticas ocultas, visando aos lucros (ver 19.18,19). Os filhos do sacerdote Ceva ficaram impressionados com Paulo, cujo poder para expulsar demônios, maior do que o deles, vinha do Espírito Santo, não de feitiçarias. Então, tentaram expulsar o demônio em nome cie Jesus, a quem Paulo pregava, mas descobriram que ninguém pode controlar ou reproduzir o verdadeiro poder de Deus. Aqueles homens invocaram o nome de Jesus sem conhecê-lo. O poder para transformar vidas vem de Cristo, mas seu nome não pode ser usado como palavra mágica. O Senhor concede seu poder somente àqueles que Ele escolhe.

19.18, 19 - Éfeso era um centro de magia negra e outras práticas ocultas. As pessoas forjavam fórmulas mágicas para alcançar riqueza, felicidade e sucesso no casamento. A superstição e a feitiçaria eram comuns naquela sociedade, mas Deus proíbe claramente tais práticas (Dt 18.9-13). Você não pode ser um cristão e fazer uso da magia negra, do ocultismo ou da feitiçaria. Uma vez envolvido nestas práticas, é extremamente fácil tornar-se obcecado por elas, porque Satanás tem muito poder. Mas o poder de Deus é infinitamente maior (1 Jo A. A: Ap 20.10). Então, se você está envolvido com o ocultismo, aprenda uma lição com aqueles efésios e livre-se de qualquer coisa que possa mantê-lo preso a tais práticas.

19.21 - Por que Paulo disse que tinha de ir a Roma? Aonde quer que fosse, podia ver a influência romana. Paulo queria levar a mensagem de Cristo a capital do império, ao centro de influência e poder do mundo da época. 19.22 Mais tarde Paulo escreveu cartas a Timóteo, a primeira e segunda epístolas a Timóteo. Erasto era um seguidor compro metido com Cristo, não apenas um assistente útil de Paulo; era também o tesoureiro da cidade de Corinto (ver Rm 16.23).

19.23 - “O Caminho” era a maneira como se referiam ã religião cristã. Cristo é o Caminho, aqueles que o seguem são os cristãos.

19.24 - Ártemis (ou Diana) era a deusa da fertilidade. Era representada por uma figura feminina com muitos seios. Uma grande estátua de Ártemis, que diziam ter vindo do céu (19.35), ficava no grande templo de Éfeso, uma das maravilhas do mundo antigo. A festa de Ártemis envolvia orgias (libertinagem sexual e bebedeira). Obviamente a vida religiosa e comercial de Éfeso refletia a adoração que a cidade prestava àquela divindade paga.

19.25-27 - Quando Paulo pregou em Éfeso, Demétrio e seus companheiros artesãos não discutiram a doutrina cristã. Ficaram irados porque a pregação do apóstolo ameaçava o lucro deles, pois fabricavam ídolos de prata da deusa efésia Ártemis. Os artesãos sabiam que, se as pessoas começassem a crer em Deus, descartariam os ídolos, e o sustento deles seria prejudicado.

19.27 - A estratégia de Demétrio para iniciar uma revolta contra Paulo consistiu em despertar nos colegas de profissão o amor ao dinheiro e encorajá-los a esconder sua cobiça atrás da máscara do patriotismo e da lealdade religiosa. Os amotinadores não demonstravam as motivações egoístas de sua revolta; viam a si mesmos como heróis que defendiam sua pátria e suas convicções religiosas.

19.29 - Paulo frequentemente procurava outros para ajudá-lo em seu trabalho. Nessa ocasião, seus companheiros de viagem eram Aristarco (que o acompanharia em outras viagens - ver Atos 20.3,4: 27.1,2), e Gaio (provavelmente não o mencionado em Rm 16.23 e 1 Co 1.14).

19.30 - Paulo queria ir ao anfiteatro para defender seus companheiros, mas os outros cristãos não permitiram que fosse, temendo pela segurança dele.

19.31 - Esses oficiais da província eram funcionários do governo, responsáveis por manter a ordem religiosa e política da região. A mensagem do Paulo alcançou todos os níveis da sociedade, transpondo todas as barreiras e garantindo a Paulo amigos em altos postos civis e militares.

19.33, 34 - A multidão se voltou contra os judeus e os cristãos. Alexandre deve ter sido escolhido pelos judeus como um porta-voz para explicar que eles nada tinham a ver os cristãos. Deste modo, não estavam envolvidos no problema dos artesãos que trabalhavam com prata.

19.40 - Éfeso estava sob o domínio do Império Romano. A principal responsabilidade dos líderes da cidade era simplesmente manter a paz e a ordem. Se falhassem em controlar o povo. Roma destituiria os funcionários designados para o cargo. A cidade inteira poderia ser posta sob a lei marcial, perdendo grande parte de sua liberdade cívica.

19.41 - A revolta em Éfeso convenceu Paulo de que era hora de partir. Mas ele também mostrou que a lei romana ainda oferecia alguma proteção aos cristãos que desafiavam a adoração à deusa Ártemis e ã religião mais idólatra da Ásia.

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