2017/11/16

Atos 3 — Comentário Devocional

Atos 3 — Comentário Devocional

Atos 3 — Comentário Devocional



Atos 3

3.1 - Os judeus observavam a oração três vezes ao dia: de manhã (às 9h), à tarde (às 15h) e à noite (no pôr-do-sol). Nessa época. os judeus devotos e os gentios que criam em Deus iam frequentemente ao Templo para orar. Pedro e João iam ao Tem pio, para o culto de oração da tarde.

3.2 - A Porta Formosa era uma entrada do Templo, não da cidade. Era uma das entradas preferidas; muitos passavam por ela a caminho da adoração. O homem coxo escolheu mendigar onde pudesse ser visto pela maioria das pessoas.

3.2 - Na religião judaica, dar dinheiro aos mendigos era uma atitude considerada louvável. Por isso, o mendigo sabiamente se colocou onde as pessoas piedosas, a caminho da adoração no Templo, poderiam vê-lo.

3.5, 6 - O homem coxo pediu dinheiro, mas Pedro lhe deu algo muito melhor: a possibilidade de usar novamente as pernas para andar. Frequentemente pedimos a Deus para resolver problemas pequenos, mas Ele quer nos dar uma vida inteiramente nova e a ajuda de que precisamos para resolver todos os nossos problemas. Quando pedimos ajuda a Deus, Ele pode dizer, “Eu tenho algo muito melhor para você”. Você pode pedir o que quiser a Deus, mas não fique surpreso quando Ele der o que você realmente precisa.

3.6 - Falar “em nome de Jesus Cristo” significa agir “pela autoridade de Jesus Cristo”. Os apóstolos ministravam curas pelo poder do Espírito Santo, não por seu próprio poder.

3.7-10 - Em seu entusiasmo, o homem que antes era coxo começou a saltar e caminhar. Ele também louvou a Deus! Então, muitos ficaram impressionados com o poder de Deus. Não se esqueça de agradecer às pessoas que o ajudam, mas lembre-se também de louvar a Deus por seu cuidado e proteção.

3.11 O alpendre de Salomão era um pórtico coberto ou uma entrada sustentada por colunas.

3.11ss - Pedro tinha um público, e aproveitou a oportunidade para compartilhar as Boas Novas a respeito de Jesus Cristo. Ele apresentou claramente sua mensagem, dizendo: (1) quem é Jesus. (2) como os judeus o rejeitaram, (3) por que a rejeição foi fatal. e (4) o que eles precisavam fazer para mudar a situação. Pedro disse ã multidão que ainda tinham uma escolha; Deus ainda lhes oferecia a oportunidade de crerem e receberem Jesus Cristo como o Messias e como seu Senhor. Demonstrações da misericórdia e da graça de Deus, como a cura daquele homem coxo, frequentemente criam situações favoráveis ao ensino. Ore para, como Pedro, ter coragem para vivenciar estas oportunidades e usá-las para falar de Cristo.

3.13-15 - Pilatos decidiu soltar Jesus, mas o povo clamou, pedindo que Barrabás, um assassino, fosse solto em seu lugar (ver Lc 23.13-25). Quando Pedro disse, “Matastes o Príncipe da vida”, ele quis dizer literalmente o “Autor da vida”. O julgamento e a morte de Jesus haviam acontecido em Jerusalém há poucas semanas. Não era um evento de um passado distante — a maio ria destas pessoas ouviu falar a respeito, e algumas podem ter tomado parte na condenação de Jesus.

3.15 - Os líderes religiosos pensaram que haviam posto um fim á vida de Jesus quando o crucificaram. Mas a confiança deles foi abalada quando Pedro lhes disse que Jesus a tinha ressuscitado e que não poderiam mais feri-lo. A mensagem de Pedro enfatizava que: (1) os judeus e seus líderes religiosos mataram a Jesus (3.17); (2) Deus trouxe Jesus de volta à vida; e (3) os apóstolos eram testemunhas deste fato. Depois de apontar o pecado e a in justiça dos líderes religiosos judeus, Pedro falou acerca da importância da ressurreição, o triunfo e o poder de Deus sobre a morte.

3.16 - Jesus, não os apóstolos, recebeu a glória pela cura do homem coxo. Naquela época, o nome de um homem representava seu caráter; era o sinal de sua autoridade e poder. Ao usar o nome de Jesus, Pedro mostrou quem lhe dera autoridade e poder para curar. Os apóstolos não enfatizaram o que podiam fazer. e sim o que Deus poderia fazer por intermédio deles. O nome de Jesus não deve ser usado como mágica; deve ser usado por fé. Quando oramos em nome de Jesus, devemos nos lembrar de que o próprio Cristo, não apenas o som de seu nome, e quem nos dá poder.

3.18 - Essas profecias são encontradas no Salmo 22, em Isaías 50.6 e Isaías 53. Pedro citou-as para explicar o tipo de Messias que Deus enviou à terra, pois os judeus esperavam um grande líder, não um servo sofredor

3.19 - João Batista preparou o caminho para Jesus, ao convocar as pessoas a arrependerem-se de seus pecados. A mensagem de salvação pregada pelos apóstolos também incluía o chamado ao arrependimento pelo pecado reconhecer os próprios pecados e arrepender-se. Muitas pessoas querem os benefícios de serem identificadas com Cristo sem admitir sua desobediência e sem arrependimento por seus pecados. A chave para o perdão está na confissão do pecado e no afastamento dele (ver 2.38).

3.19, 20 - Quando nos arrependemos e deixamos o pecado, Deus promete não somente nos purificar como também trazer a renovação espiritual. Afastar-se do pecado pode, a princípio, parecer doloroso porque é difícil abandonar antigos hábitos e desistir de certos pecados. Mas Deus lhe dará um caminho melhor. Lembre-se da promessa de Deus transmitida por Oséias: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3). Você sente a necessidade de ser renovado?

3.21 - O tempo em que Deus trará a “restauração de tudo” refere-se à segunda vinda de Jesus, quando se dará o Juízo e a remoção do mal do mundo.

3.21, 22 - A maioria dos judeus pensava que Josué fosse o profeta predito por Moisés (Dt 18.15). Mas Pedro revelou que o profeta era Jesus Cristo. O apóstolo quis mostrar ás pessoas que seu tão esperado Messias havia chegado! Pedro e todos os outros apóstolos chamaram a atenção da nação judaica, a fim de que percebesse o que fizera a seu Messias e houvesse arrependimento e fé. Desse ponto em diante do livro de Atos, estão registrado que muitos judeus rejeitaram as Boas Novas, então a mensagem foi pregada aos gentios, que se mostraram mais dispostos a receber Jesus.

3.24 - O profeta Samuel viveu durante o período de transição entre os juízes e os reis de Israel, e foi considerado o primeiro de uma sucessão de profetas. Ele ungiu o rei Davi, dando início a linhagem real davídica, da qual veio o Messias. Todos os profetas apontavam para um futuro Messias. Para mais informações sobre Samuel, ver seu perfil em 1 Samuel.

3.25 - Deus prometeu a Abraão que abençoaria o mundo por intermédio de seus descendentes, o povo judeu (Gn 12.3), do qual viria o Messias. Deus pretendia que a nação judaica fosse um povo separado e santo, que ensinaria ao mundo a respeito de Deus, prepararia os outros povos para receber o Messias e daria continuidade à obra de Deus no mundo. Mas, depois de Salo mão, Israel desistiu de sua missão de falar ao mundo a respeito de Deus. E tanto no período em que Jesus viveu na terra como na época em que apóstolos pregaram, Israel rejeitou o seu Messias.


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