2017/11/17

Atos 5 — Comentário Devocional

Atos 5 — Comentário Devocional

Atos 5 — Comentário Devocional




Atos 5

5.1ss - Em Atos 5.1-8.3, vemos tanto os problemas internos como os externos enfrentados pela Igreja primitiva. Interna mente, havia desonestidade (5.1-11), cobiça (5.3) e problemas administrativos (6.1-7). Externamente, a Igreja era pressionada pela perseguição. Embora os líderes da Igreja fossem cuidadosos e sensíveis ao lidar com os problemas internos, não havia muito o que pudessem fazer para evitar as pressões externas. Mas, em meio a tudo isso, os lideres mantiveram seu foco naquilo que era mais importante: divulgar as Boas Novas de Jesus Cristo.

5.3 - Mesmo depois da vinda do Espírito Santo, os cristãos não ficaram imunes às tentações de Satanás. Embora este tivesse sido derrotado por Cristo na cruz, tentou fazer com que os cristãos tropeçassem; como ainda faz hoje (Ef 6.12; 1 Pe 5.8). A derrota total de Satanás é inevitável, mas não acontecerá até que Cristo retorne para julgar o mundo (Ap 20.10).

5.3ss - O pecado que Ananias e Safira cometeram não foi o da mesquinhez, por guardarem parte do dinheiro: eles tinham a opção de vender ou não sua terra; e. caso decidissem vendê-la, poderiam dar quanto quisessem. O pecado deles foi mentir diante de Deus e de seu povo, dizendo que deram a quantia total, quando, na verdade, guardaram parte para si; eles mentiram, a fim de parecerem mais generosos do que realmente eram. Tal pecado foi severamente julgado, porque a desonestidade, a cobiça e a avareza são destrutivas para a Igreja, pois impede que o Espírito Santo trabalhe eficazmente. Toda mentira é ruim, mas quando mentimos para tentar enganar a Deus e a seu povo sobre nosso relacionamento com Ele, destruímos nosso testemunho a favor de Cristo.

5.11 - O julgamento de Deus sobre Ananias e Safira produziu choque e medo entre os cristãos, fazendo-os perceber como Deus leva a sério o pecado na Igreja.

5.12 - O alpendre de Salomão era uma área do Templo; fora construído pelo rei Herodes, o Grande, em uma tentativa de melhorar seu relacionamento com os judeus. Trata-se de uma entrada ou pórtico, sustentado por colunas. Jesus muitas vezes ensinou e realizou milagres no Templo; onde, os apóstolos indubitavelmente ficaram próximos aos mesmos líderes religiosos que conspiraram para matar Jesus.

5.13 - Embora muitas pessoas demonstrassem um profundo respeito pelos apóstolos, não ousavam unirem-se a eles no Templo ou trabalhar ao seu lado. Talvez alguns temessem o mesmo tipo de perseguição que os apóstolos enfrentaram (4.17), enquanto outros receavam um destino semelhante ao de Ananias e Safira.

5.14 - O que torna o cristianismo atraente? É fácil ser levado para as igrejas por causa das bonitas programações, dos bons pregadores, do tamanho dos templos, das belas instalações ou da comunhão que existe entre o povo de Deus. Na Igreja cristã primitiva, as pessoas eram atraídas pelas expressões do poder de Deus em ação: a generosidade, a sinceridade, a honestidade, a união dos membros e o caráter dos líderes. Há deslizes em nossos padrões? Deus quer acrescentar mais cristãos à sua igreja, e não apenas renovar e melhorar a programação das atividades ou conceder instalações maiores e mais modernas.

5.15 - As pessoas sobre as quais a sombra de Pedro passava eram curadas, não pelo fato de a sombra ser de Pedro, mas pelo poder de Deus que operava através dele. 5.15 O que essas curas milagrosas fizeram pela Igreja Primitiva? (1) Atraíram novos cristãos: (2) confirmaram a verdade ensinada pelos apóstolos: e (3) demonstraram que o poder do Messias, crucificado e ressuscitado, estava com os seguidores dEle.

5.17 - Os líderes religiosos tinham inveja de Pedro e dos demais apóstolos, porque estes tinham o respeito das pessoas. Os líderes religiosos exigiam respeito e reverência, ao passo que os apóstolos tinham como objetivo levar o povo a respeitar e reverenciar a Deus: os apóstolos eram respeitados não por exigirem, mas porque mereciam.

5.17, 18 - Os apóstolos experimentaram o poder para ministrar milagres, grande ousadia para pregar e a presença de Deus na vida deles; contudo, não estavam livres do ódio e da perseguição. Foram presos, espancados e caluniados pelos líderes das comunidades. Até em Deus não faz com que as dificuldades desapareçam: faz com que estas pareçam menos assustadoras, porque as coloca na perspectiva correta. Não espere que Iodos reajam favoravelmente quando você compartilhar algo tão dinâmico quanto sua fé em Cristo. Alguns terão inveja, outros se sentirão amedronta dos ou ameaçados. Espere algumas reações negativas, e lembre-se de que você deve estar mais preocupado em servir a Deus do que com a reação das pessoas (ver 5.29).

5.21 - Os setenta membros do Sinédrio se reuniram para interrogar os apóstolos. Não seria um julgamento simples. Os líderes religiosos fariam qualquer coisa para impedir que os apóstolos desafiassem a autoridade deles, ameaçassem sua posição segura e expusessem suas motivações hipócritas ao povo.

5.21 - Ao amanhecer, o Templo era um lugar de muita atividade. Muitas pessoas iam lá para orar e adorar. Quando chegavam, os apóstolos já estavam no Templo, prontos para contar-lhes as Boas Novas da nova vida em Jesus Cristo.

5.21 - Suponha que alguém ameace matá-lo caso você não pare de falar a respeito de Deus. Você poderia sentir-se tentado a ficar calado. Mas depois de receber ameaças de líderes poderosos de serem presos, depois soltos milagrosamente, os após tolos voltaram a pregar. Isto nada mais era do que o poder de Deus operando por intermédio deles (4.13)! Quando estivermos convencidos sobre a verdade da ressurreição de Cristo e experimentarmos a presença e o poder do seu Espírito Santo, também teremos confiança para falar dEle!

5.29 - Os apóstolos conheciam suas prioridades. Embora devamos tentar viver em paz com todos (Rm 12.18), o conflito com o mundo e com suas autoridades é, às vezes, inevitável para um cristão (Jo 15.18). Existirão situações em que você não poderá obedecer a Deus e às pessoas. Quando for assim, você deve confiar nas Sagradas Escrituras e obedecer a Deus. Que as palavras de Jesus em Lucas 6.22 o encorajem: “Bem-aventurados sereis quando os homens vos aborrecerem, e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do Homem”.

5.34 - Havia dois partidos principais que formavam o Sinédrio: os fariseus e os saduceus (5.17). Os fariseus eram rígidos guardiões da lei, não apenas da lei de Deus, mas de centenas de outras regras que acrescentaram a ela. Eram cuidadosos com os rituais de purificação, mas muitos tinham o coração repleto de motivações impuras. Jesus frequentemente confrontou os fariseus durante seu ministério na terra.

5.34 - Gamaliel inesperadamente defendeu os apóstolos, em bora não apoiasse os ensinamentos deles. Era um membro distinto do Sinédrio e um respeitável doutor da lei. Embora Gamaliel tenha salvo a vida dos apóstolos, suas verdadeiras intenções provavelmente eram evitar uma divisão no Sinédrio e fazer com que a atenção dos romanos não fosse despertada. Os apóstolos eram populares entre o povo; matá-los poderia dar início a uma revolta. O conselho de Gamaliel ao Sinédrio deu aos após tolos uma certa trégua para continuarem seu trabalho. O Sinédrio decidiu libertá-los, imaginando que tudo terminaria sem maiores danos. Não poderiam estar mais equivocados. Ironicamente Paulo, que foi um aluno de Gamaliel se tornaria mais tarde um dos principais apóstolos (22.3).

5.39 - Gamaliel apresentou um conselho sábio a respeito da reação aos movimentos religiosos. A menos que os partidários desses movimentos defendam doutrinas ou práticas perigosas, é mais sábio ser tolerante com eles do que repressivo. Às vezes, apenas o tempo revelará se tais movimentos são esforços humanos ou se Deus age por meio deles. Da próxima vez que um grupo promover ideias religiosas diferentes, considere o conselho de Gamaliel. “Para que não aconteça serdes também acha dos combatendo contra Deus”.

5.40-42 - Pedro e João foram repetidamente advertidos a não pregar, mas continuaram apesar das ameaças. Nós, também, devemos viver como Cristo ordenou, compartilhando nossa fé, não importa o quanto isto possa custar. Talvez não sejamos espancados ou presos, mas podemos ser ridicularizados, excluí­dos ou caluniados. Até que ponto você está disposto a sofrer por compartilhar as Boas Novas?

5.41 - Você já pensou na perseguição como uma bênção, como algo que mereça regozijo? O espancamento sofrido por Pedro e João foi a primeira vez em que os apóstolos sofreram agressões físicas por sua fé. Eles sabiam quanto Jesus sofrera, e louvaram a Deus por permitir que fossem perseguidos como seu Senhor. Se você é escarnecido ou perseguido por sua fé, isto não se deve ao fato de fazer algo errado, e sim por Deus considerá-lo digno de sofrer afrontas pelo nome de Jesus.

5.42 - Estudos bíblicos em casas não são novidade. Como os cristãos precisavam crescer em sua nova fé, reuniões de estudo das Escrituras nos lares atendeu às suas necessidades e serviu para conduzir novas pessoas à fé cristã. Durante a perseguição que se seguiu, a reunião da Igreja nas casas tornou-se o principal método de transmissão do conhecimento bíblico. Os cristãos em todo o mundo ainda usam este meio quando se encontram sob perseguição e como uma maneira de edificar os irmãos na fé.


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