Apocalipse 12 — Contexto Histórico

Apocalipse 12 — Contexto Histórico

Apocalipse 12 — Contexto Histórico


Apocalipse 12

12.1 — Para João, a mulher provavelmente representava Israel ou seu remanescente fiel, uma vez que os profetas costumavam retratar o Israel justo como a mãe do futuro remanescente restaurado (ver Is 54.1; 66.7-10; Mq 4.9,10; 5.3), imagem que eles misturavam com a da noiva (ver Is 62.5). Na tradição judaica, Sião/Jerusalém sempre é representada por uma mãe. Certa ocasião, Deus prometeu que o Israel grávido e agonizante geraria nova vida no tempo da ressurreição, no dia da ira de Deus, em que a serpente será destruída (ver Is 26.17—27.1). 

12.3 — Os dragões povoam a mitologia dos povos antigos (o Leviatã do folclore cananeu, e Set-Tifão, o crocodilo vermelho do Egito). No AT, são em geral usados metaforicamente para retratar os inimigos de Deus e de Israel (ver SI 74.14; Is 27.1; Ez 29.3 e suas notas). A palavra “diadema” não ocorre na NVI, mas a palavra grega diadema é usada três vezes em Apocalipse (12.3; 13.1; 19.12) como um emblema de poder absoluto, distinto da “coroa” (gr. stephanos) mencionada em outras passagens do NT. A “coroa” (stephanos) era concedida aos adetas, aos generais vitoriosos e aos antigos imperadores de Roma, até que Diocleciano (ca. 284-305 d.C.) adotou o diadema como símbolo de sua autocracia. Nosso Senhor também usará um diadema, em vez de uma coroa comum (19.12). 

12.7 — Miguel é um arcanjo que derrota Satanás na guerra celestial. Em Dn 12.1, é o protetor de Israel que o livrará da tribulação dos últimos dias (ver “Anjos e espíritos guardiões na Bíblia e no antigo Oriente Médio”, em Zc 1).


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