quarta-feira, 11 de novembro de 2009

BATISMO, JOÃO BATISTA, ESTUDOS BIBLICOS, TEOLOGIAEstudo Bíblico: O Batismo de João.

O primeiro humano autorizado por Deus a realizar o batismo em água foi João, filho de Zacarias e de Elisabete. (Lu 1:5-7, 57) O próprio fato de que era conhecido como “João Batista” ou “o batizador” (Mt 3:1; Mr 1:4) dá a entender que o batismo ou imersão em água veio à atenção do povo especialmente por meio de João, e as Escrituras provam que seu ministério e seu batismo provinham de Deus; não se originavam de João. Suas obras foram preditas pelo anjo Gabriel como procedentes de Deus (Lu 1:13-17), e Zacarias profetizou pelo Espírito Santo que João seria um profeta do Altíssimo, para aprontar os caminhos de Javé. (Lu 1:68-79) Jesus confirmou que o ministério e o batismo de João procediam de Deus. (Lu 7:26-28) O discípulo Lucas registra que “veio a declaração de Deus a João, filho de Zacarias, no ermo. Ele percorreu assim . . . pregando o batismo”. (Lu 3:2, 3) O apóstolo João declara sobre ele: “Surgiu um homem enviado como representante de Deus: seu nome era João.” — Jo 1:6.

Entendimento adicional do significado do batismo de João é obtido pela comparação de diversas traduções de Lucas 3:3. João veio “pregando o batismo em símbolo de arrependimento para o perdão de pecados” (TP); “batismo condicionado ao arrependimento” (CB); “batismo de arrependimento para a remissão dos pecados” (PIB); “batismo em sinal de arrependimento, para o perdão de pecados” (NE); “arrependam-se dos seus pecados e sejam batizados, que Deus os perdoará” (BLH). Essas traduções tornam claro que o batismo não lavava os pecados das pessoas, mas que o arrependimento e a mudança do modo de agir o fazia, e que o batismo era símbolo disso.

O batismo realizado por João, por conseguinte, não era uma purificação especial procedente de Deus mediante seu servo João, e sim uma demonstração pública e um símbolo do arrependimento da pessoa quanto a seus pecados contra a Lei, que devia levá-la a Cristo. (Gál 3:24) João, destarte, preparou um povo para ‘ver o meio salvador de Deus’. (Lu 3:6) Sua obra serviu para “aprontar para Javé um povo preparado”. (Lu 1:16, 17) Tal obra tinha sido profetizada por Isaías e por Malaquias. — Is 40:3-5; Mal 4:5, 6.

Alguns peritos procuram ver uma antecipação do batismo de João e do batismo cristão nas antigas cerimônias de purificação sob a Lei (Êx 29:4; Le 8:6; 14:8, 31, 32; He 9:10 n.) ou em atos individuais. (Gên 35:2; Êx 19:10) Mas estes casos não têm nenhuma analogia com o verdadeiro significado do batismo. Eram lavagens para limpeza cerimonial. Apenas em um caso havia algo parecido a mergulhar o corpo completamente debaixo de água. Era o caso de Naamã, o leproso, e a imersão em água foi feita sete vezes. (2Rs 5:14) Isto não o introduziu numa relação especial com Deus, mas apenas o curou da lepra. Além disso, biblicamente, os prosélitos eram circuncidados, não batizados. Para alguém participar da Páscoa ou empenhar-se na adoração junto ao santuário, ele tinha de estar circuncidado. — Êx 12:43-49.

Tampouco há qualquer base para a asserção feita por alguns de que o batismo de João foi provavelmente copiado da seita judaica dos essênios ou dos fariseus. Ambas estas seitas tinham muitos requisitos de abluções a serem realizadas frequentemente. Mas Jesus mostrou que esses eram meros mandamentos de homens, que violavam os mandamentos de Deus pela sua tradição. (Mr 7:1-9; Lu 11:38-42) João batizava em água porque, conforme disse, fora enviado por Deus para batizar em água. (Jo 1:33) Não fora enviado pelos essênios, nem pelos fariseus. Não tinha a comissão de fazer prosélitos judaicos, mas devia batizar aqueles que já eram membros da congregação judaica. — Lu 1:16.

João sabia que suas obras eram meramente uma preparação do caminho diante do Filho e Messias de Deus, e dariam lugar ao ministério maior Desse. A razão do batismo de João era que o Messias fosse tornado manifesto a Israel. (Jo 1:31) De acordo com João 3:26-30, o ministério do Messias aumentaria, mas o ministério de João devia decrescer. Aqueles que foram batizados pelos discípulos de Jesus, durante o ministério terrestre de Jesus, e que, portanto, também se tornaram discípulos de Jesus, foram batizados em símbolo do arrependimento, na maneira do batismo de João. — Jo 3:25, 26; 4:1, 2.

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