terça-feira, 8 de junho de 2010

Posted by Eduardo G. Junior In | No comments
ZELOTES, JUDAÍSMO, ESTUDO BIBLICOS, TEOLOGICOS
Já observamos anteriormente que Josefo traçou a origem dos zelotes até o ano 6 d.C; mas na realidade suas raízes vão muito além do período pré-romano, porque eles podem, justificavelmente, ser considerados como verdadeiros filhos espirituais dos macabeus. O Dr. R. H. feiffer coloca a situação resumidamente nestas palavras: “Como os fariseus são os herdeiros dos Hasidim, assim os zelotes são os herdeiros dos Macabeus”.

Eles são descritos por Josefo como bandidos, ladrões e coisa semelhante, mas bem podem igualmente ser descritos como patriotas, de acordo com o ponto de vista do escritor; e Josefo era um tanto parcial! Entretanto, é errôneo considerá-los simplesmente como um grupo político radical dentro do estado, que provocava conflitos com os romanos. Sem dúvida, os zelotes atraíram para si muitos do populacho de seus dias com tendência a “gangsters”, mas eles eram essencialmente uma companhia de patriotas judeus motivados por profundas convicções religiosas. E interessante notar que Josefo descreve os sucessivos líderes do movimento dos zelotes pela palavra “sofista”, que bem pode indicar que dentro do partido havia um programa planejado de ensino que ia além do interesse meramente político que Josefo insinua.

Na verdade, sabemos que a oposição dos essênios a Roma estava arraigada em seu zelo para com a Torah. Foi esse zelo e não simplesmente o “amor ao país” que gerou seu patriotismo e fanatismo, o que fez que passassem a ser temidos tanto pelos amigos como pelos inimigos. Josefo continua dizendo (Ant., 18.1.6, seção 23) que eles tinham “uma fixação inviolável pela liberdade”; eles se recusavam a chamar qualquer homem de “senhor” ou pagar tributo a qualquer rei, pois Deus era seu único Rei e Senhor; desprezavam a dor e davam pouca importância à morte; nem sequer o sofrimento de parentes e amigos os demovia de seu propósito. Por trás de tudo isso estava sua devoção apaixonada pela Torah, pela qual eles estavam dispostos não apenas a lutar, mas quando chamados, até mesmo a sacrificar suas vidas.

Fonte: Between the Testaments: From Malachi to Matthew, de Richard Neitzel Holzapfel.

Veja outros estudos bíblicos relacionados:

Cf. Macabeus - Quem eram? (1)
Cf. Macabeus - Quem eram? (2)
Cf. Estudo Bíblico: Saduceus

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