2009/06/26

Comentário de João 20:15-16

20:15 - Jesus disse-lhe: mulher, porque choras,… A mesma perguncomentario biblico, evangelho de joão, novo testamentota que os anjos colocaram a ela: acrescentando…

A quem procuras? Pois ela não estava apenas chorando a perda dele, mas estava procurando-o, se alguém havia removido-o de lá, e para onde ele foi levado:

Ela supondo que ele era o jardineiro;… Que cuidava do jardim, aonde o sepulcro se encontrava; não o proprietário do jardim, que era José, mas um zelador dele é a referência aqui; ela não poderia imaginar que José devia estar lá tão cedo da manhã, mas pode razoavelmente achar que era o jardineiro:

Senhor, se tu o levaste, portanto, dize-me onde tu o deitaste, e eu o levarei;... Ela se dirige assim a ele, embora ela pensasse ser apenas o jardineiro, falando ela em uma forma muito cortês e civil; que foi justamente julgado, especialmente visto que ela tinha um favor a pedir-lhe: ela não menciona o nome de seu Senhor, mas imaginou que ele sabia de quem ela se referia, visto que ele havia sido enterrado lá há pouco tempo; e sugere que talvez ele pudesse ter removido o corpo dele por não achar que o lugar fosse tão agradável, e, portanto, tinha ele o removido do lugar, e pede para que ele fosse gentil, e deixá-la saber onde ele foi colocado, e ela, com a ajuda de seus amigos por perto, iriam levá-lo com eles: assim, em um sentido espiritual, uma alma verdadeiramente graciosa está disposta a fazer qualquer coisa, e em qualquer problema, para que possa desfrutar de Cristo, ele o ama muito, assim como essa amava, e que sinceramente busca com todo o seu coração, e continua a procurá-lo, como ela fez, na sua ausência, ou a perda de sua presença por algum tempo, aumenta o desejo por ele, e faz a sua presença ser mais bem-vinda.

20:16 - Jesus disse-lhe: Maria,... Ele pôde alterar o tom da sua voz, e falar-lhe como ele costumava fazer, e chamá-la pelo seu nome na sua forma habitual: pois Cristo tem conhecimento pessoal de todo o seu povo, e pode chamá-los pelo nome,
[1] ele conhece-os, e torna-se conhecido para eles, antes que possam conhecê-lo, e embora ele possa ausentar-se deles por um tempo, mas nem sempre:

Ela se virou, e disse-lhe: Rabboni, que significa Mestre,... Parece como se ela tivesse parado a sua conversa com o suposto jardineiro, e de uma só vez, esperou por uma resposta dele, mas se volta para os anjos novamente, para ver se ela podia ouvi qualquer notícia a partir deles, agindo como uma pessoa na maior angústia, e confusa, procurando desta forma e maneira um resposta, para esta ou a outra pessoa: e agora após Cristo falar com ela, desta maneira, e forma familiar, ela se virou novamente, e se dirigiu a ele com o maior carinho e fé, reverência e humildade, chamando-o de Senhor e Mestre, e ela se atira aos seus pés: assim, quando Cristo tem prazer de manifesta-se ao seu povo, as suas palavras saem com potência, tornando-se conhecido, e uma palavra de Cristo, quando sai com poder divino, faz a alma vir a ele, mesmo das mais excelentes criaturas, até mesmo anjos, e quando Cristo é conhecido, ele é reconhecido com todo amor, humildade, e obediência. A palavra Rabboni, é de origem Caldéia e Siríaca, e significa “meu Senhor, ou mestre”, e é comumente aplicada a alguém que tenha um poder despótico sobre outra pessoa, mas todas as versões orientais dizem que ela lhe falou em hebraico. As versões Siríaca e Etíope dizem, “Rabboni”, mas a versão Árabe e Persa, “Rabbi”. Os títulos de Rab, Rabbi, e Rabban, são frequentes com os doutores Judeus; dizem que (m) Rabbi é maior do que Rab, e Rabba é maior do que Rabbi, e o nome próprio de um homem superior a Rabban: mas a palavra Rabbon utilizada aqui, não me lembro nunca de ter observado aplicadas a qualquer dos doutores, mas é freqüentemente usada do Ser Divino, que, em suas orações, é frequentemente abordado desta forma, רבונו של עולם, “Senhor dos mundo” (n). Eu conjecturo, portanto, que Maria utilizou esta palavra, tão expressiva de sua fé em seu poder e divindade, vendo-o vivo dos mortos, mesmo que fosse um nome que ela usava para chamá-lo antes, por estar convencida de que ele tinha feito tantas coisas, e pelo que ela tinha observado pelos milagres realizados por ele nos outros, da sua Divindade, assim como o pobre cego, exprimiu a sua fé no poder de Cristo para curá-lo, dirigindo-se na mesma língua, usando a mesma palavra, Mar. 10:51.


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Notas
(m) Halichot Olam Tract. 1. c. 3. p. 25.
(n) T. Bab. Taanith, fol. 20. 1. Sanhedrin, fol. 94. 1. Abot R. Nathan, c. 9. Bereshit Rabba, sect. 8. fol. 6. 4.
[1] Cf. João 10:3. N do T.

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